A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou esta sexta-feira contra a circulação de vacinas falsas de Covid-19, que se encontram à venda na ‘Dark Web’. O aviso pela voz do diretor geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa, em Genebra.
«Apelamos a todas as pessoas que não comprem vacinas fora dos programas geridos pelo Governo. Qualquer vacina fora desses programas pode ser de qualidade inferior ou até falsificada, podendo causar danos graves», alertou o responsável.
Tedros disse ainda que o organismo está a par de relatos de «grupos criminosos», que reutilizam frascos de vacinas vazios e adulteram a cadeia de fornecimento de vacinas contra a Covid-19.
«Pedimos que deitem fora ou destruam de forma segura os frascos de vacinas usados e vazios para evitar que sejam reutilizados por grupos criminosos», afirmou, apelando aos países à população que esteja atenta a vendas suspeitas de vacinas e, se fosse o caso, as reportasse às autoridades nacionais. «O fluxo de informações é essencial para marcar e mapear ameaças globais e proteger a confiança nas vacinas», acrescentou.
A OMS sublinhou ainda que qualquer dano causado por vacinas falsificadas não reflete a segurança das vacinas verdadeiras.
Na mesma ocasião, Tedros apelou à doação de 10 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, para que 20 países possam iniciar a vacinação nos próximos 15 dias. Segundo o dirigente da OMS, 20 países abrangidos pelo mecanismo de distribuição universal e equitativa de vacinas Covax, codirigido pela organização, continuam sem vacinas.
Para que a vacinação possa começar em todos os países nos primeiros 100 dias de 2021, conforme a meta traçada pela OMS, estes 20 países necessitam de ter 10 milhões de doses para iniciar a inoculação nas próximas duas semanas.
«O Covax precisa de 10 milhões de doses imediatamente para que estes 20 países possam começar a vacinar os profissionais de saúde e os idosos nas próximas duas semanas», frisou o diretor geral, solicitando aos países que disponham de vacinas a mais para as suas necessidades que «doem o maior número possível de doses» para que a OMS possa «cumprir esta meta», acrescentou.














