A obesidade é um dos factores que pode comprometer a eficácia de uma vacina contra a Covid-19, de acordo com especialistas norte-americanos, citados pela ‘CNN’.
Estas declarações trazem preocupações de que a situação epidemiológica se agrave ainda mais nos Estados Unidos, visto que é um dos países mais afectados por este problema de saúde, com grande parte da sua população acima do peso.
De acordo com a cadeia norte-americana, já foi provado que as vacinas contra outras doenças, nomeadamente gripe, hepatite B, tétano e raiva, são menos eficazes em pessoas obesas do que no resto da população, sugerindo que o mesmo possa acontecer também com o novo coronavírus.
«Será que vamos ter uma vacina contra a covid-19 adaptada para obesos no próximo ano? De forma alguma», garantiu Raz Shaikh, professor de nutrição da Universidade da Carolina do Norte-Chapel Hill. «A vacina vai funcionar em obesos? A nossa previsão dita que tal não vai acontecer», acrescentou ainda o responsável à ‘CNN’.
Isto acontece porque a obesidade interfere na resposta imunológica. Um sistema imunológico saudável consegue activar e desactivar a infecção conforme necessário, através dos glóbulos brancos e de proteínas que combatem o vírus.
Contudo, exames de sangue mostram que pessoas obesas e outras com factores de risco associados, nomeadamente tensão alta e níveis elevados de açúcar no sangue, registam um estado de inflamação ligeira crónica, que se mantém activa.
Esta já não é a primeira vez que surgem evidências de que a obesidade é um factor de risco da Covid-19. Um outro estudo realizado na China, concluiu que os pacientes infectados com a doença, com mais peso, corriam maior risco de morte do que os outros mais magros.
Também o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Estados Unidos, (CDC, na sigla em inglês), deixou o alerta para o facto de que pessoas obesas, com mais de 90 quilos ou um índice de massa corporal (IMC) superior a 40 , faziam parte do grupo de risco da Covid-19.













