Covid-19: O que estão a fazer os milionários para ajudar?

Jack Ma, da Albaba, Jeff Bezos, da Amazon, Michael Bloomberg, da empresa com o mesmo nome e Bill Gates, da Microsoft, mostraram-se disponíveis para ajudar.

Simone Silva

São vários os milionários dispostos a fazer donativos para ajudar a ultrapassar a crise motivada pela pandemia de Covid-19, que está a afectar hospitais, restaurantes, bares, cinemas, teatros, salas de concerto, estádios e casinos. Muitos deles foram obrigados a fechar portas e milhões de pessoas encontram-se em quarentena, pelo mundo fora, de acordo com o site ‘The Atlantic’.

Em Portugal, segundo dados provisórios, a situação de quarentena pode levar a perdas para a economia que superam os 4 mil milhões de euros por mês, o equivalente a quase um quarto do valor acrescentado mensal da economia portuguesa.

Neste sentido, o fundador da Alibaba, Jack Ma, anunciou a doação de 14,5 milhões de dólares (cerca de 13 milhões de euros) para apoiar os esforços que os médicos estão a realizar na prevenção do vírus.

Através do Twitter, Jack Ma fez um apelo aos seus seguidores para que partilhassem um manual de tratamento e protocolos de saúde para os profissionais de saúde sobre o novo coronavírus, criado a partir de uma parceria entre a Fundação Jack Ma e a Fundação Alibaba com os médicos que estão na linha da frente no combate ao Covid-19 na China.

Também o fundador da Amazon, Jeff Bezos, não ficou indiferente aos efeitos económicos da pandemia e anunciou a contratação de 100 mil trabalhadores para armazéns e entrega de produtos nos Estados Unidos devido ao pico de encomendas. «Reconhecemos que em tempos como este, as grandes empresas podem realmente ajudar», disse um porta-voz da Amazon citado pelo ‘The Atlantic’.

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Michael Bloomberg, fundador da empresa com o mesmo nome, também quis ajudar, através de duas iniciativas: convocar altos responsáveis e especialistas na área de saúde de várias cidades pelo mundo para reuniões virtuais sobre o vírus e realizar um projeto de 40 milhões de dólares para combater a pandemia em países menos desenvolvidos, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e com o antigo director do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA, Tom Frieden.

«Este não é um problema de dinheiro», explicou Frieden sobre a falta de equipamentos como ventiladores ou de materiais como máscaras, luvas e desinfectantes. «É um problema operacional e administrativo, e é uma função do governo. Há sectores privados que estão a criar iniciativas que podem ajudar mas é realmente sobre o governo fazer o que apenas o governo pode fazer».

Também Bill Gates, fundador da Microsoft, não ficou indiferente e doou dinheiro para os esforços de detecção, isolamento e tratamento do Covid-19, para além de oferecer assistência técnica a agências governamentais que estão a trabalhar numa vacina.

«A fundação [Bill e Melinda Gates] não tem por hábito financiar directamente compras de equipamento médico”, disse um porta-voz da fundação à revista norte-americana. No entanto, explicou, durante emergências de saúde globais “o nosso objectivo é providenciar financiamento rápido e flexível para agências governamentais, organizações e outros que estão na linha da frente».

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