Covid-19. Números continuam a descer em Itália: 604 mortes nas últimas 24 horas

O total de óbitos passa a ser agora de 17.127.

Executive Digest

Itália, o país do continente europeu mais fustigado pelo novo coronavírus, registou mais 604 mortes nas últimas 24 horas. O total de óbitos passa a ser agora de 17.127.

O número de novos casos é, por sua vez, o mais baixo desde 13 de Março: 3.039. No total, os casos confirmados de infecção por Covid-19 em Itália é de 135.586.

Os dados da proteção civil italiana apontam para 24.392 recuperados. Porém, existem 3.792 pessoas em unidades de cuidados intensivos e 94.067 casos activos no país.

Entretanto, Itália prepara o regresso à «normalidade» no pós Covid-19. O ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, anunciou no domingo um plano em preparação para um levantamento «gradual e controlado» das restrições, que as autoridades preveem para meados de maio.

O país, o que mais mortes associadas à Covid-19 regista em todo o mundo, anunciou na semana passada o prolongamento do confinamento até 13 de Abril e, segundo o director da Proteção Civil, Angelo Borrelli, esta medida deverá manter-se pelo menos até ao fim de semana prolongado do 1.º de maio.

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O plano prevê um reforço das «redes de saúde locais» para triar os casos identificados para tratamento e testar amostras de população para determinar «quantos italianos foram infectados, se são imunes e como, quantos e em que zonas podem regressar a uma vida normal».

Itália prevê também impor o uso generalizado de máscara, ditar um «distanciamento social escrupuloso» e afectar determinados hospitais para tratamento exclusivo da Covid-19, que se manterão abertos para a eventualidade de uma segunda vaga de infecções, para que outros hospitais possam voltar a dedicar-se aos outros doentes.

O Governo está também a considerar o desenvolvimento de uma aplicação de telemóvel para cartografar os movimentos dos doentes diagnosticados durante as 48 anteriores à infecção e também para facilitar a telemedicina, permitindo, por exemplo, controlar à distância o ritmo cardíaco e a taxa de oxigenação do sangue das pessoas infectadas.

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Quando for possível retomar a actividade económica, os primeiros a retomar o funcionamento normal deverão ser as cadeias de abastecimento alimentar e farmacêutico, seguidos dos estabelecimentos de reparações, se bem que com limites ao número de pessoas atendidas.

Bares, restaurantes, discotecas e recintos desportivos serão os últimos a reabrir e, quando o puderem fazer, terão de assegurar uma distância de segurança de pelo menos um metro entre clientes e entre funcionários.

As pessoas que queiram regressar a Itália deverão fazer quarentena e apresentar à entrada do avião, comboio ou autocarro, uma declaração sob compromisso de honra indicando a morada onde vão respeitar a quarentena.

Os transportes públicos deverão manter uma lotação baixa, controlada por funcionários que controlarão a entrada de pessoas, a distância entre passageiros e a ocupação máxima de um lugar em cada dois.

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