“Continuam a ser realizados voos completamente cheios e sem as condições de higiene e segurança necessárias”, alerta, esta quinta-feira, o SNPVAC – Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Social.
Diante destas circunstâncias, o sindicato recorda que, de acordo com o Decreto Lei nº2-A/2020, do dia 20 de março, está previsto (na alínea e) que o número de passageiros nos transportes não pode ser superior a um terço dos lugares disponíveis.
“No entanto, as companhias aéreas não estão a cumprir esse decreto lei, contrariamente ao que se passa noutros setores dos transportes, e é necessária uma resposta urgente e medidas sérias e objetivas face a esta situação”, frisa o SNPVAC, em comunicado.
Segundo Henrique Louro Martins, presidente do SNPVAC, “os tripulantes de cabine são, tal como outros profissionais, a linha da frente, neste caso das companhias aéreas, contactando diariamente com vários passageiros, dentro de um espaço fechado que são os aviões. Há uma grave discriminação sobre os nossos profissionais e esta atitude por parte das empresas coloca, diariamente, em risco dezenas de tripulantes de cabine e as suas famílias”.
Assim, em seu entender, “esta situação é totalmente incoerente, quando ainda há poucos dias assistimos através da televisão ao desembarque de passageiros de um navio cruzeiro acostado em Lisboa, em que o número de passageiros era cuidadosamente escolhido para desembarque, mas que depois a bordo dos aviões a distância de segurança não é respeitada e têm de partilhar o mesmo espaço com centenas de pessoas”.
O Sindicato dá ainda nota de que “os voos que não são certamente ações de repatriamento, como por exemplo voos para São Paulo, continuam a ser realizados com os aviões completamente cheios, em que são disponibilizadas máscaras de ‘características duvidosas’ para proteção dos tripulantes de cabine e em que não são cumpridas as recomendações da Direção Geral de Saúde.




