Covid-19: Novos estudos mostram que afinal eficácia da vacina da Moderna é de 94,1%

A Moderna anunciou esta segunda-feira que vai solicitar uma autorização para uso de emergência da sua vacina contra a Covid-19 à FDA, na sequência de novos ensaios clínicos terem confirmado que a vacina é 94,1%

Simone Silva

A Moderna anunciou esta segunda-feira que vai solicitar uma autorização para uso de emergência à ‘Food and Drug Administration’ (FDA) da sua vacina contra o novo coronavírus, na sequência de novos ensaios clínicos terem confirmado que a vacina é 94,1% eficaz na prevenção do Covid-19 e que é segura, avança a ‘CNBC’.

Esta é a segunda farmacêutica a pedir o uso de emergência ao FDA depois de a Pfizer, outra pioneira na corrida à vacina Covid-19, ter solicitado a mesma autorização a 20 de novembro. O anúncio significa que alguns americanos vão poder receber as primeiras doses da vacina em poucas semanas.

A nova análise da Moderna avaliou 196 infeções confirmadas por Covid entre os 30 mil participantes do estudo em estágio final. A empresa disse que 185 casos de Covid foram observados no grupo do placebo contra 11 casos observados no grupo que recebeu a vacina, o que resultou em uma eficácia de 94,1%, segundo a empresa.

Recorde-se que empresa lançou a 16 de novembro uma análise preliminar do seu ensaio de fase três com base em apenas 95 casos da Covid-19 que mostraram que a sua vacina seria pelo menos 94% eficaz, apontando concretamente para uma eficácia de 94,5%, revelando-se agora ligeiramente mais baixa. Os dados desta segunda-feira oferecem um quadro mais completo da eficácia da vacina.

Para além disso, a vacina também aparenta conseguir evitar que os voluntários fiquem gravemente doentes com o vírus. Dos 30 casos graves de Covid-19 no ensaio clínico, nenhum estava no grupo que recebeu a vacina, segundo a Moderna. Registou-se ainda uma morte devido à Covid-19 no grupo do placebo, de acordo com a empresa.

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O secretário de Saúde e Serviços Humanos, Alex Azar, disse à CNBC a 16 de novembro que o FDA agiria «o mais rápido possível» para aprovar as vacinas da Pfizer e da Moderna para uso de emergência. Entre as duas, esperam-se que cerca de 40 milhões de doses estejam disponíveis até ao final deste ano, o suficiente para vacinar cerca de 20 milhões de pessoas, já que ambas requerem duas injeções.

Os resultados iniciais da Moderna divulgados no início deste mês foram baseados na primeira análise de eficácia provisória conduzida por um comité de controlo de dados externo e independente de fase três do ensaio clínico. O grupo independente de especialistas supervisiona os ensaios clínicos nos Estados Unidos para garantir a segurança dos participantes.

Autoridades de saúde pública e especialistas médicos observam que ainda não se sabe durante quanto tempo as vacinas oferecem imunidade e se ou com que frequência as pessoas podem precisar de doses de reforço periódicas. A vacina da Moderna, como a da Pfizer, usa a tecnologia de RNA mensageiro, ou mRNA. É uma nova abordagem para vacinas que usa material genético para provocar uma resposta imunológica.

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