A Nova Zelândia decidiu ampliar as restrições de bloqueio na sua maior cidade, enquanto continua a lutar contra um surto do novo coronavírus, cuja origem permanece um mistério.
Depois que um grupo de casos de coronavírus foi detectado em Auckland no início deste mês – a primeira instância confirmada de transmissão local em mais de 100 dias – a primeira-ministra Jacinda Ardern apelou ao confinamento em casa a toda a população desta cidade. Estas restrições, originalmente definidas para expirar na quarta-feira, agora vigorarão pelo menos até domingo.
Até agora, já foram confirmadas mais de 100 infeções neste novo surto. Em conferência de imprensa desta segunda-feira, Ardern previu que “a onda será longa e os casos continuarão a surgir por um tempo”, segundo a Reuters.
A governante também anunciou que as máscaras passam a ser obrigatórias nos transportes públicos, em todo o o país.
Ardern acrescentou que todas as áreas além de Auckland permanecerão sob as restrições de “nível dois” esta semana, o que significa que limites ao número de pessoas nos ajuntamentos ou reuniões, mas escolas e negócios não essenciais podem permanecer abertos. O objetivo é fazer com que Auckland gradualmente chegue ao mesmo nível na próxima semana, disse ainda.
O autarca de Auckland, Phil Goff, já faz saber, em comunicado que o tempo extra sob confinamento seria difícil para aqueles cujos empregos e negócios foram afetados. “No entanto, o conselho dado por médicos especialistas é claro: se abrandarmos as restrições muito cedo, corremos o risco de um novo ressurgimento e de perder os benefícios que ganhamos ao garantir que o vírus fosse contido”, reforçou.






