A ministra da Educação espanhola, Isabel Celaá, admitiu esta quinta-feira que as escolas do país vizinho só voltarão a abrir portas, no mínimo, em meados de Maio deste ano, avançam os jornais espanhóis.
«Estamos confiantes de que poderemos receber os alunos no final do ano lectivo, nem que seja só por 15 dias», disse Celaá, em declarações à “Onda Cero”, citada pelo “La Vanguardia”, onde também sublinhou a necessidade de garantir a continuidade do ano lectivo, flexibilizando as avaliações.
As previsões da governante significam que o regresso às escolas terá lugar entre meados de Maio ou, na pior das hipóteses, no início de Junho, sendo que, segundo os calendários, as provas de acesso ao ensino superior realizam-se entre 22 de Junho e 10 de Julho.
Confiamos en volver a las aulas para que los alumnos puedan hacer un repaso de los contenidos antes de la EBAU. Los estudiantes deben saber que nadie va a perder el curso y que van a tener unas condiciones justas en su examen de acceso a la universidad. https://t.co/KFBf66Qsxx
— Isabel Celaá (@CelaaIsabel) March 26, 2020
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Na rede social Twitter, Isabel Celaá escreveu: «Esperamos voltar às salas de aula para que os alunos possam rever os conteúdos». A ministra da Educação garantiu ainda que «ninguém vai perder o ano e que terão condições justas no seu exame de acesso à universidade».
O número de mortos em Espanha subiu para 4.089 nas últimas 24 horas, com mais 655 mortes registadas. Ontem, o país ultrapassou os números que tinham sido registados na China. Nesta quinta-feira, o número de vítimas mortais ultrapassou a barreira dos quatro mil.
Nesta altura, o número de infectados confirmados no país é de 56.188, com o registo de novos 8.578 casos de infecção.
Entretanto, o conselheiro para a Saúde da Comunidade de Madrid, Enrique Ruiz Escudero, admitiu em entrevista ao canal “Antena3” que o número real de infectados possa rondar os 50 mil naquela região. Neste momento, o balanço é de 17 mil.
E em Portugal?
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) defende que o «grave problema de saúde pública que se vive em Portugal, como em todo o mundo», provocado pelo novo coronavírus, «também na Educação tem implicações muito negativas». Daí que, para a Fenprof se deva encerrar os estabelecimentos de educação e ensino, «não só agora, como, previsivelmente, durante o 3.º período lectivo, eventualmente até final do ano».





