Covid-19 não impede cruzeiros de voltar ao mar. Reservas para 2021 estão a aumentar

Apesar dos vários casos de contágio da covid-19 em cruzeiros registados ao longo da pandemia, as reservas já estão a aumentar em 2021.

Sónia Bexiga

Nos últimos 45 dias, enquanto vários navios tiveram graves surtos da covid-19 a bordo e, em muitos casos, ficaram presos por dias antes de encontrar um porto disposto a deixá-los atracar e descarregar passageiros, o ‘CruiseCompete.com’ registou um aumento de 40% das reservas para 2021 em comparação com o registado em 2019, informou a empresa ao ‘Los Angeles Times’.

Com base nos dados disponíveis, o site especialista no setor, sublinha que a procura pós-pandemia “ainda é forte e por isso é um sinal encorajador para as linhas de cruzeiros que atualmente sofrem um enorme impacto financeiro e vêem seu valor de mercado afundar”.

A empresa detalha ainda que 75% dos clientes afirmaram que planeiam continuar a reservar cruzeiros, mesmo com a pandemia sem data para ser levantada, com apenas 24% a revelar que o farão com menos frequência.

Segundo análise recente do banco suíço UBS, nos últimos 30 dias, o número de reservas de cruzeiros para 2021 aumentou 9% em comparação com o mesmo período de 2020, incluindo um número substancial de pessoas que reservam novos cruzeiros em vez de simplesmente remarcar cruzeiros cancelados. Cerca de 76% das pessoas que tiveram um cruzeiro cancelado em 2020 optaram por aceitar crédito para um futuro cruzeiro em 2021, contra 24% que aceitaram um reembolso.

Recorde-se que dois maiores surtos ocorreram nos navios de cruzeiro Diamond Princess e Ruby Princess, ambos administrados pela Carnival Cruise Corporation. Após os surtos, a Carnival viu o preço das ações afundarem 80%.

Continue a ler após a publicidade

Mais recentemente, os navios Holland America MS Zaandam e MS Rotterdam atracaram em Fort Lauderdale, Flórida, após um surto a bordo do Zaandam, que afetou dezenas de passageiros e resultou em quatro mortes.

Após vários surtos de coronavírus a bordo, o CDC proibiu as linhas de cruzeiros Carnival, Norwegian Cruises e Royal Caribbean de navegar nas águas dos EUA até pelo menos julho. Estas três empresas representam 60 mil milhões de dólares do mercado de cruzeiros.

Agora que as companhias de cruzeiros tiveram que cancelar viagens ou fazer circular navios vazios, como a Holland America, Princess Cruises e P&O Cruises, com sede na Austrália, estão a avançar com cortes e demissões, segundo noticiou a Business Insiderm na passada na sexta-feira.

Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.