Covid-19: Movimento antimáscara cresce na Europa

Países como a Alemanha, o Reino Unido e a França, estão a assistir a um crescimento do movimento antimáscara, defendido pela população através de manifestações contra o uso do equipamento de protecção individual.

Simone Silva

Países como a Alemanha, o Reino Unido e a França, estão a assistir a um crescimento do movimento antimáscara, defendido pela população através de manifestações contra o uso do equipamento de protecção individual, segundo o canal francês ‘BFM TV’.

As ruas de Berlim, capital alemã, e de algumas cidades britânicas, têm sido palco de manifestações daqueles que defendem o movimento. Já nos Estados Unidos os defensores do protesto consideram que a imposição do uso de máscara constitui um atentado à liberdade individual.

Por sua vez em França o cenário é mais contido, com uma mobilização mais tímida, a concentrar-se sobretudo nas redes sociais. Alguns rostos conhecidos do movimento coletes amarelos, como é o caso de Maxime Nicolle, também dão a cara pelos protestos.

Nicolle partilhou um vídeo na sua conta de Twitter, onde explica a sua desconfiança na máscara.

 

Segundo o canal francês, os movimentos antimáscara, «mesmo em minoria, estão a formar-se, muitas vezes de extrema direita, em oposição às políticas de saúde pública de combate à pandemia do novo coronavírus».

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As teorias antimáscara têm origem, com frequência, em «teorias da conspiração», avança a ‘BFM TV’, que cita alguns comentários nas redes sociais. Expressões como «Genocídio planetário», ou «por acaso surgiu depois das manifestações dos coletes amarelos», são exemplos disso mesmo.

O fundador do Observatório do Conspiracionismo, Rudy Reichstadt, considera que «o movimento antimáscara nasceu com o despertar do movimento anticonfinamento, e é obra de pessoas que desafiam a autoridade em geral», disse citado pela ‘BFM TV’.

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