A empresa farmacêutica Moderna anunciou esta terça-feira que vai existir um atraso nas entregas da sua vacina contra a covid-19 na Europa durante este mês.
De acordo com a agência Reuters, o anúncio foi feito por uma porta-voz da Comissão Europeia, Vivian Loonella, durante a conferência de imprensa diária, que garantiu que “os atrasos serão compensados em março”.
A União Europeia (UE) tinha assegurado um contrato com a Moderna para o fornecimento de 160 milhões de doses de vacina. Está atualmente em negociações para a aquisição de mais 150 milhões de doses.
O atraso anunciado pela Moderna é o terceiro infligido à UE pelas farmacêuticas, depois do já resolvido pela Pfizer/ BioNTech em fevereiro, e o da AstraZeneca, que entregará 40 milhões de doses no primeiro trimestre, metade do que foi contratualizado.
A Comissão Europeia estabeleceu o objetivo de vacinar 70% da população adulta dos respetivos Estados-membros até ao final do verão (mais concretamente 21 de setembro), mas tem lutado para assegurar as doses prometidas pelas empresas farmacêuticas.
O bloco europeu está agora a tentar expandir a sua reserva de vacinas, que já ascende a quase 2,3 mil milhões de doses de seis fabricantes de medicamentos para uma população de cerca de 450 milhões.
A vacina da Moderna, já aprovada na União Europeia, provou ter uma eficácia de 34% nos ensaios clínicos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as duas doses sejam administradas com 28 dias de intervalo, mas diz que a segunda injeção pode ser estendida para 42 dias.
No total, a UE tem uma carteira de oito vacinas contra a covid-19. Além das já aprovadas e em uso (Pfizer/ BioNTech, Moderna e AstraZeneca), inclui as da Sanofi-GSK, Janssen Pharmaceutica NV e CureVac, para as quais já foram formalizados contratos de aquisição, e as da Novavax e Valneva, para as quais foram apenas concluídas conversações exploratórias.













