A Direção-Geral de Saúde (DGS) divulgou esta sexta-feira o boletim de vacinação e o relatório sobre a Covid-19 em Portugal, agora em versão semanal, no qual foi apontado que houve registo de 75.276 novos casos de infeção na semana entre 15 e 21 de março (78.464 novos casos entre 8 e 14 de março), uma diminuição de 3.189 novos casos em relação à semana anterior. No que toca à ocupação hospitalar, houve 1.164 internamentos (mais 24) e 64 pacientes em cuidados intensivos (-2). Sobre a mortalidade, os dados da DGS indicam que 137 mortes (mais 13).
Em relação ao plano de vacinação, estão atualmente vacinados 95% das pessoas com mais de 80 anos com a dose de reforço, um número que sobe para os 96% na faixa etária entre os 65 e 79 anos. Mais ‘preocupante’ está a faixa etária entre os 18 e 24 anos, com somente 41% da população vacinada, assim como entre os 5 e 11 anos, que regista 29% de cobertura vacinal.
Da análise dos diferentes indicadores, a epidemia da Covid-19, segundo a Direção-Geral da Saúde e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, mantém transmissibilidade muito elevada, com tendência estável. O sistema apresenta capacidade de acomodar um aumento de procura por doentes com a Covid-19, que pode vir a acontecer nos próximos dias dado o aumento do número de casos na população acima dos 65 anos.
O impacto na mortalidade geral é reduzido, não obstante a mortalidade específica de COVID-19 se encontrar acima do valor de referência definido pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC). Deve ser mantida a vigilância da situação epidemiológica da Covid-19 e recomenda-se a manutenção das medidas de proteção individual nos grupos de maior risco e a vacinação de reforço.
·O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 7 dias, foi de 731 casos, com tendência estável a nível nacional e em todas as regiões de saúde, exceto na Região Autónoma da Madeira, que apresentou uma tendência crescente;
·O R(t) apresenta um valor inferior a 1 a nível nacional (0,97) e em todas as regiões, indicando uma tendência decrescente;
·O número de pessoas com COVID-19 internadas em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no Continente revelou uma tendência estável, correspondendo a 25% (no período em análise anterior foi de 26%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas;
·A razão entre o número de pessoas internadas e infetadas foi de 0,12 com tendência estável. Este valor é inferior aos observados em ondas anteriores, indicando uma menor gravidade da infeção do que a observada anteriormente;
·A linhagem BA.2 da variante Omicron é claramente dominante em Portugal, estimando-se uma frequência relativa de 89% à data de 21 de março de 2022;
·A mortalidade específica por COVID-19 (25,3 óbitos em 14 dias por 1 000 000 habitantes) indica uma menor velocidade de decréscimo do que a observada em períodos anteriores;
·A mortalidade por todas as causas encontra-se dentro dos valores esperados para a época do ano, o que indica reduzido impacto da pandemia na mortalidade, apesar do valor da mortalidade específica por COVID-19 se encontrar acima do limiar definido pelo ECDC;
·As pessoas com um esquema vacinal completo tiveram um risco de internamento duas a seis vezes inferior do que as pessoas não vacinadas, entre o total de pessoas infetadas em janeiro de 2022. As pessoas com um esquema vacinal completo tiveram um risco de morte uma a duas vezes inferior ao das não vacinadas, entre o total de infetados em fevereiro de 2022. Na população com 80 e mais anos, a dose de reforço reduziu o risco de morte por COVID-19 em quase três vezes em relação a quem tem o esquema vacinal primário completo.



