Covid-19: Médicos já conhecem os critérios para decidir quem salvam em caso de rutura do SNS

Os médicos já sabem que doentes devem salvar nas unidades de cuidados intensivos dos hospitais, caso se verifique uma lotação das mesmas.

Revista de Imprensa

Os médicos já sabem que doentes devem salvar nas unidades de cuidados intensivos dos hospitais, caso se verifique uma lotação das mesmas, uma vez que já foi divulgado um parecer do Conselho de Ética da Ordem dos Médicos (OM) nesse sentido, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM).

Segundo a mesma publicação, o documento contém um conjunto de critérios que permitem dar prioridade a determinados pacientes, em situações em que não existam camas ou ventiladores suficientes para todos, reservando «os recursos que se podem tornar extremamente escassos para aqueles que têm, antes de mais, maior probabilidade de sobrevivência após o tratamento».

Com isto pretende-se «salvar mais vidas e mais anos de vida», o que significa que apesar de a idade ser um fator relevante, «por si só, nunca pode ser usada como critério», segundo o parecer, citado pelo jornal, que sublinha ainda que cada caso deve ser «avaliado de forma individual».

Para além disto a OM refere ainda que a ordem de chegada ao hospital também não é um critério relevante, com as decisões a «resultar de um consenso da equipa de saúde», sendo posteriormente comunicadas ao utente e família. Sempre que exista qualquer «incerteza clínica ou moral», é solicitada «uma segunda opinião de pares experientes».

Apesar de o documento já ter sido aprovado em Abril, só agora foi divulgado, isto porque, segundo Miguel Guimarães, bastonário da OM, «na primeira fase a pandemia foi controlada e a divulgação do parecer poderia ter introduzido mais ruído. Com a pandemia a crescer é importante haver esta referência», explica citado pelo ‘CM’.

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«Agora todos somos SNS. É importante uma resposta global. O Estado tem de assegurar a saúde a todos e pode fazer acordo com o privado e social com as regras que aplica no público, gastando o mesmo. Se houver requisição civil também tem de haver acordo», afirma.

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