Covid-19: Marcelo espera uma «avaliação rápida» da vacina da AstraZeneca e aponta o dedo à falta de união da UE

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, espera que haja uma reavaliação «rápida» da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca e aponta o dedo à falta de união do bloco nesta matéria, numa altura em que os problemas são cada vez mais frequentes.

«A questão da produção das vacinas tem sido uma via sacra. De 15 em 15 dias descobre-se um novo problema, nas mais variadas questões, que por um lado nos preocupam, porque há necessidade de vacinar e ter vacinas e o fornecimento está a ser afetado por estes problemas», começou por afirmar em visita a uma unidade de saúde familiar em Lisboa.

Por outro lado, Marcelo indica que a questão da AstraZeneca «é uma situação incómoda para a Europa como um todo», e sublinha que «os estado reagem de forma diferente» perante o surgimento de dúvidas sobre a eficácia das vacinas. O facto de «não haver uma posição unida, clara e duradoura em matéria de vacinas», por parte dos estados-membros da UE, «perturba as opiniões públicas», defende.

Concretamente em relação à situação da AstraZeneca, o Presidente da República «espera que seja rápido este processo de reavaliação da vacina, que seja rápida a decisão da Agência Europeia do Medicamento (EMA) e que seja rápida e clara a posição dos países da UE, porque todos estamos interessados nisso», referiu.

Recorde-se que a EMA tem uma conferência de imprensa marcada para esta quarta-feira às 15h, sobre os mais recentes acontecimentos que envolvem a vacina da AstraZeneca, estabelecendo novas ligações entre a mesma e formação de tromboemolismos.

Em causa estão declarações de um responsável da EMA, prestadas ontem a um jornal italiano. Marco Cavaleri confirmou ao ‘Il Messaggero’ a existência de uma relação entre a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca e a ocorrência de coágulos de sangue raros em pessoas vacinadas.

«Podemos agora dizê-lo: é evidente que existe uma ligação com a vacina. O que causa esta reação, contudo, ainda não sabemos. Nas próximas horas diremos que existe uma ligação, mas ainda precisamos de compreender como isso acontece», disse Cavaleri.

Contudo, no mesmo dia o regulador europeu esclareceu que ainda não tinha sido comprovada qualquer relação entre a vacina e esse tipo de problemas de saúde, remetendo uma decisão para os próximos dias. O comité de segurança da agência, com sede em Amesterdão, «ainda não chegou a uma conclusão e a revisão está atualmente em curso», adiantou a EMA na terça-feira, numa declaração à AFP. Espera-se hoje uma decisão.

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