Covid-19: Manter assento do meio vazio nos vôos reduz quase pela metade risco de infeção, aponta estudo

Os cálculos são feitos recorrendo também às descobertas recentes dos Centros de Controlo de Doenças dos EUA.

Sónia Bexiga

Manter deliberadamente o assento do meio vazio nos vôos pode reduzir pela metade o risco de contrair uma infeção por Covid-19. As hipóteses de infeção durante um voo caem de cerca de 1 em 4.300 (no início de julho) para cerca de 1 em 7.700, de acordo com Arnold Barnett, professor de ciência e estatística de gestão na MIT Sloan School of Management, citado pelo ‘The Independent’.

No seu mais recente estudo, “Risco Covid-19 entre passageiros de companhias aéreas: o assento do meio deve permanecer vazio?”, Barnett admite que se baseia-se em cálculos “grosseiros” ressalvando que “mesmo uma aproximação grosseira dos riscos em questão parece preferível a confrontos de conjecturas sem substância”.

Os números produzidos no artigo são baseados na probabilidade de um determinado passageiro a bordo estar infetado e a contagiar; na probabilidade de que o uso universal de máscaras possa impedir que um passageiro infetado espalhe a doença; e no facto de o risco de infeção mudar dependendo dos locais no avião em que estão o passageiro infetado e os não infetados.

Os cálculos são feitos recorrendo também às descobertas recentes dos Centros de Controlo de Doenças dos EUA, além de vários estudos anteriores que analisam a transmissão de doenças em vôos.

O estudo foi realizado em resposta à divisão entre as políticas das companhias aéreas americanas quando se trata do assento do meio, e desenvolve-se a partir de um cenário em que os passageiros estão sentados nas seções económicas de dois aviões muito usados: o Airbus 320 e o Boeing 737. Cada um tem seis assentos em cada fila, consistindo em dois conjuntos de três assentos separados por um corredor central.

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Desde 1 de julho, a American Airlines, a Spirit e a United Airlines decidiram ocupar os lugares do meio em qualquer voo em que a procura seja garantida.

Mas a Delta, JetBlue e Southwest Airlines mantém os seus assentos do meio vazios.

Segundo Barnett, os cálculos que apresenta, “embora rudimentares, sugerem uma redução mensurável no risco da Covid-19 quando assentos médios nos aviões são deliberadamente mantidos em aberto. A questão é se o abandono de um terço da capacidade de assentos é um preço muito alto para pagar pela precaução adicional”, reforça.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) já se pronunicou sobre esta matéria, considerando que as viagens aéreas são “relativamente seguras” quando se trata da propagação do coronavírus, devido aos filtros de ar avançados.

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