Covid-19: Mais de 70% da população dos países desenvolvidos estará vacinada no Outono de 2021, diz Goldman Sachs

O banco de investimento Goldman Sachs prevê que mais de 70% da população residente nos países desenvolvidos esteja vacinada contra o novo coronavírus no outono de 2021.

Simone Silva

O banco de investimento Goldman Sachs previu que mais de 70% da população residente nos países desenvolvidos estará vacinada contra o novo coronavírus no outono de 2021, de acordo com a ‘CNBC’.

Numa nota publicada na semana passada, os economistas Daan Struyven e Sid Bhushan, do Goldman, estabeleceram um cronograma de vacinação, no qual utilizam uma combinação de estimativas de distribuição e procura (com base em informações dos principais fabricantes de vacinas), através de dados de pesquisa do consumidor.

Concretamente para o continente europeu, segundo as previsões do Goldman com base nas declarações da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a Agência Europeia de Medicamentos provavelmente irá autorizar as vacinas líderes até ao final do ano.

Os economistas esperam que o Reino Unido consiga vacinar metade da sua população em março. Enquanto isso, preveem também que a União Europeia, Japão e Austrália alcancem o mesmo nível de vacinação em Maio de 2021.

Ao fazer as suas projeções, Struyven e Bhashan presumem que a produção de vacinas vai aumentar lentamente no início do próximo ano e que os fabricantes vão atingir os seus obejtivos de produção. Os economistas também usaram acordos de compra de diferentes países para prever a oferta e avaliar a procura.

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Em todos os mercados desenvolvidos, os responsáveis disseram esperar que as crianças com menos de 12 anos comecem a ser vacinadas em outubro de 2021, depois de a produção da vacina se tornar «abundante» em meados do segundo trimestre.

Quanto aos Estados Unidos, os responsáveis disseram que esperavam que as primeiras doses de vacinas contra o novo coronavírus fossem distribuídas aos grupos de pessoas de maior risco já a partir de meados de dezembro.

A aprovação e distribuição da vacina levaria a «benefícios significativos para a saúde pública» a partir do primeiro trimestre do próximo ano, acrescentaram os economistas, com metade da população dos Estados Unidos e Canadá provavelmente a ser vacinada em abril.

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Goldman espera que a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, aprove as vacinas Pfizer-BioNTech e Moderna nas próximas semanas, com uma reunião do comité consultivo da FDA marcada para o dia 10 de dezembro e possivelmente para o dia 17 de dezembro.

A Moderna anunciou esta segunda-feira que vai solicitar autorização para uso de emergência ao FDA, após novos dados confirmarem que a sua vacina é segura e cerca de 94,1% eficaz na prevenção da doença viral.

Nos EUA, o conselheiro da Operação Warp Speed, Moncef Slaoui, disse à CNBC no início deste mês que o governo estava pronto para começar a vacinar a população 24 horas após a FDA conceder aprovações de emergência para as vacinas.

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