Covid-19: Mais de 220 mil professores e funcionários vão ser testados nas próximas duas semanas

Depois de as aulas terem recomeçado ontem, cerca de 220 mil professores e funcionários das escolas começam a ser testados esta terça-feira, dia 11 de janeiro, seguindo um anúncio feito no final de dezembro pelo Ministério da Educação.

Simone Silva

Depois de as aulas terem recomeçado ontem, cerca de 220 mil professores e funcionários das escolas começam a ser testados esta terça-feira, dia 11 de janeiro, seguindo um anúncio feito no final de dezembro pelo Ministério da Educação.

Algumas escolas começaram já ontem a testar a sua comunidade, coincidindo com o reinício das aulas, mas a grande maioria só começa esta terça-feira, a data apontada na altura do anúncio, para o arranque deste processo.

Em comunicado, a tutela informou a 23 de dezembro que “face ao novo parecer da Direção-Geral da Saúde (DGS) para a realização de um rastreio à COVID-19 aos trabalhadores da comunidade escolar, o Ministério da Educação, através da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) irá operacionalizar a medida em conformidade com as indicações dadas pela autoridade nacional de saúde”.

“Assim, no regresso do 2.º período letivo (que arrancou na segunda-feira) será testado todo o pessoal docente e não docente, «sem prejuízo da realização futura de testes por motivo de investigação de casos, contactos e/ou surtos na comunidade escolar»”, tal como consta do parecer da DGS.

O organismo sublinhou ainda que “tal como em todos os outros períodos em que decorreu testagem nos estabelecimentos de educação e ensino, e atendendo à capacidade instalada, a realização destes testes rápidos de antigénio ocorrerá de forma faseada, prevendo-se que o procedimento esteja concluído durante as duas primeiras semanas de retoma da atividade presencial”, concluiu.

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A esse propósito, o ministro da educação, Tiago Brandão Rodrigues, relembrou ontem aos jornalistas que, “esta semana, [a testagem] vai acontecer em todo o território nacional”.

“São cerca de 220 mil docentes, professores, educadores, pessoal não docente, a ser testado por todo o país”, observou, recordando haver, também, “municípios a fazer testagem em articulação com as farmácias locais”.

“Nunca nos podemos esquecer que temos quatro testes gratuitos nas farmácias locais, um pouco por todo o país. E dessa articulação podem também os pais, as escolas e as autarquias fazerem parcerias com as farmácias, para aumentarem a testagem”, acentuou, sublinhando que “essa tem sido uma enorme mais-valia, o facto de haver a testagem e a vacinação”.

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Mais de 100 mil docentes e auxiliares vacinados em quatro dias

O ministro da Educação disse também ontem que nos últimos quatro dias foram vacinados “mais de 100 mil docentes e não docentes”, indicando que “a grande maioria” tem agora a dose de reforço.

“Nos últimos quatro dias, pudemos reforçar a vacinação de docentes e não docentes. Mais de 100 mil foram vacinados estes dias. Já havia um conjunto de cerca de 85 mil que estavam vacinados pela idade, anteriormente. Isso significa que a grande maioria dos docentes e não docentes do nosso país têm, neste momento, a dose de reforço”, afirmou o governante.

Ainda sobre a vacinação com a dose de reforço, o ministro recordou que “as autoridades de saúde disseram que os docentes e não docentes que não puderam ser vacinados com senha digital Casa Aberta durante estes quatro dias, o poderão fazer nos próximos dias, porque continuarão a ser grupo prioritário”.

Em relação aos alunos, Tiago Brandão Rodrigues recordou que já havia “um grupo muito significativo de jovens vacinados, entre os 12 e os 17 anos”, acrescentando haver “agora, também, cerca de 300 mil crianças, entre os cinco e os 11 anos”. Segundo precisou, aquele número significa que “cerca de 50 por cento”, das crianças dos cinco aos 11 anos, já estão vacinados.

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