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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 20 Jul 2026 14:05:02 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Exames Nacionais: Alunos podem fazer a 2.ª fase amanhã e a época especial de setembro? &#8220;Não pensámos nisso&#8221;, admite ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 13:48:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Educação, Fernando Alexandre, admitiu esta segunda-feira que o Ministério da Educação não equacionou a possibilidade de alguns alunos realizarem simultaneamente a 2.ª fase dos exames nacionais, que começa já esta terça-feira, e a época especial anunciada para setembro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Educação, Fernando Alexandre, admitiu esta segunda-feira que o Ministério da Educação não equacionou a possibilidade de alguns alunos realizarem simultaneamente a 2.ª fase dos exames nacionais, que começa já esta terça-feira, e a época especial anunciada para setembro. A declaração foi feita durante a conferência de imprensa em que o governante voltou a pedir desculpa pelos problemas registados na classificação digital dos exames nacionais e anunciou um conjunto de medidas destinadas a garantir que nenhum estudante seja prejudicado no acesso ao ensino superior.</p>
<p>Fernando Alexandre foi hoje questionado sobre o caso dos alunos que apenas esta segunda-feira receberam, ou continuam a receber, as classificações da 1.ª fase e que, por isso, praticamente não dispõem de tempo para decidir se devem inscrever-se na 2.ª fase dos exames, cujo calendário arranca já no dia seguinte. Confrontado com essa hipótese, o ministro respondeu de forma direta: &#8220;Não pensámos nisso, mas diria que devia fazer só a época especial.&#8221;</p>
<p>A resposta deixou em aberto uma das principais dúvidas levantadas pelos atrasos e erros verificados no processo de avaliação externa. Muitos alunos só conheceram agora as classificações ou continuam sem acesso à informação necessária para avaliar se precisam de repetir um exame para melhorar a nota ou garantir aprovação. Com a inscrição para a 2.ª fase a coincidir praticamente com a realização das primeiras provas, vários estudantes enfrentam dificuldades em tomar uma decisão informada.</p>
<p>Apesar destas incertezas, Fernando Alexandre confirmou que a 2.ª fase dos exames nacionais decorrerá conforme o calendário já definido, arrancando esta terça-feira, 21 de julho. Nesse dia realizam-se as provas de Português, Português Língua Segunda, Português Língua Não Materna, Literatura Portuguesa, Economia A, História da Cultura e das Artes e Latim, mantendo-se igualmente o restante calendário previsto para esta fase.</p>
<p>Como resposta aos constrangimentos provocados pela classificação digital, o Ministério anunciou, contudo, a criação de uma época especial de exames no início de setembro, destinada aos alunos que &#8220;não disponham de toda a informação necessária para decidir se devem ir à 2.ª fase dos exames nacionais&#8221;. Segundo explicou o ministro, estes estudantes não serão prejudicados no acesso ao ensino superior, uma vez que essa época especial terá o mesmo valor que uma 2.ª fase normal e será acompanhada por alterações ao calendário da 2.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, cujas datas serão divulgadas posteriormente.</p>
<p>Na prática, os alunos que realizarem exames nessa época especial continuarão a concorrer através da 2.ª fase do concurso nacional, tal como aconteceria caso optassem agora pela 2.ª fase dos exames. A principal diferença residirá no ajustamento dos prazos e, inevitavelmente, num eventual atraso no calendário académico para este grupo de estudantes, que o ministro considerou ser uma minoria.</p>
<p>Contudo, permanecem dúvidas sobre quem poderá beneficiar desta solução extraordinária. Questionado sobre os critérios, Fernando Alexandre afirmou que &#8220;diria que têm direito a ir à época especial todos os alunos que tenham constatado desconformidades no PDF da prova que realizaram&#8221;. Durante a conferência de imprensa, deu como exemplo os casos em que a classificação venha a ser alterada devido a problemas relacionados com a digitalização das provas, acrescentando que o Júri Nacional de Exames (JNE) e o EduQA divulgarão posteriormente regras mais detalhadas.</p>
<p>Entre essas desconformidades incluem-se diversas situações já identificadas pelos alunos e pelas escolas. Há estudantes com classificações suspensas, outros que detetaram erros na soma das cotações, provas em que as classificações parcelares não aparecem discriminadas, casos em que ainda não foi disponibilizada a cópia digital do exame e até situações em que os alunos receberam páginas que não correspondem às provas que realizaram. Todos estes cenários podem comprometer a capacidade de decidir, em tempo útil, se vale a pena repetir o exame.</p>
<p>O ministro revelou igualmente que, às 11h30 desta segunda-feira, tinham sido disponibilizadas cerca de 180 mil das aproximadamente 290 mil provas realizadas na 1.ª fase, o que significa que uma parte significativa dos estudantes continuava sem acesso à digitalização dos exames e respetivas classificações detalhadas.</p>
<p>Fernando Alexandre voltou a garantir que nenhum aluno será prejudicado por estas falhas, reiterando o pedido de desculpas dirigido aos estudantes, famílias, professores e escolas. &#8220;Lamentamos e pedimos desculpa, mais uma vez, pela perturbação causada na vida dos alunos numa altura decisiva para o seu futuro, das famílias, dos professores e das escolas&#8221;, afirmou.</p>
<p>Relativamente às notas classificadas como &#8220;suspensas&#8221;, o governante defendeu que se trataram de situações pontuais e justificou a decisão com a necessidade de assegurar o rigor do processo. Segundo explicou, &#8220;não pode ser publicada uma nota se existir uma dúvida sobre a classificação&#8221;, sublinhando que a prioridade foi garantir a correção das avaliações antes da sua divulgação.</p>
<p>Apesar dos problemas registados nas últimas semanas, Fernando Alexandre reafirmou a confiança no sistema de classificação eletrónica, assegurando que este será mantido na 2.ª fase dos exames nacionais. O ministro admitiu, contudo, que serão introduzidos &#8220;melhoramentos estruturais&#8221; no processo e mostrou-se convicto de que a nova fase das provas nacionais poderá decorrer &#8220;com toda a tranquilidade&#8221;, procurando restabelecer a confiança dos alunos num momento decisivo do calendário escolar e do acesso ao ensino superior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791463]]></sapo:autor>
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		<title>O dinheiro chega quando a floresta já está a arder: porque falha Portugal todos os verões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 13:28:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[ISAG]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Sousa]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Para Manuel Sousa, arquiteto paisagista, professor do ISAG – European Business School e especialista em Turismo, Planeamento e Desenvolvimento, Portugal continua a concentrar demasiados recursos no combate e poucos na gestão permanente do território]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quinze concelhos de cinco distritos encontravam-se esta segunda-feira em perigo máximo de incêndio rural e mais de 80 estavam sob perigo muito elevado, num cenário que deverá agravar-se com a subida das temperaturas ao longo da semana. </p>
<p>O alerta volta a colocar Portugal perante um flagelo que regressa todos os verões, mobilizando milhares de operacionais e milhões de euros quando as chamas já avançam sobre florestas, aldeias e explorações agrícolas.</p>
<p>Mas o problema começa muito antes da primeira ignição. Para Manuel Sousa, arquiteto paisagista, professor do ISAG – European Business School e especialista em Turismo, Planeamento e Desenvolvimento, Portugal continua a concentrar demasiados recursos no combate e poucos na gestão permanente do território.</p>
<p>“O combate aos incêndios é um problema global que tem causas profundas e difíceis de resolver”, afirma, à &#8216;Executive Digest&#8217;. Entre essas causas estão “a falta de recursos humanos capacitados nos territórios de baixa densidade, o envelhecimento das populações rurais, a baixa capacidade financeira” e o reduzido investimento na proteção e valorização da floresta.</p>
<p>Na leitura do especialista, o país continua a responder às manifestações mais visíveis da crise sem resolver aquilo que permite que os incêndios adquiram dimensões catastróficas.</p>
<p>“Este é o resultado da ausência de políticas públicas adequadas à resolução dos problemas de fundo”, sustenta Manuel Sousa, acrescentando que as medidas continuam “essencialmente focadas no investimento nos meios de combate direto ao fogo”.</p>
<p><strong>Oito vezes mais para o combate</strong></p>
<p>O desequilíbrio torna-se evidente quando se comparam os valores apontados pelo especialista. Segundo Manuel Sousa, são gastos anualmente cerca de 550 milhões de euros no apoio às corporações de bombeiros, incluindo a aquisição e manutenção de viaturas, quartéis e equipamentos de proteção individual.</p>
<p>A este montante acrescentam-se os custos do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal e cerca de 80 milhões de euros destinados à contratação de meios aéreos, refere.</p>
<p>Em sentido contrário, “com os sapadores florestais, o Estado gasta anualmente cerca de 38 milhões de euros”.</p>
<p>“É um valor cerca de oito vezes inferior ao que é gasto no combate”, alerta. Para o professor do ISAG, Portugal deveria “investir mais na gestão da floresta, para não ter a dimensão do custo de combate aos incêndios que tem atualmente”.</p>
<p>O argumento ganha peso num momento em que os números nacionais continuam longe das metas traçadas. Uma avaliação divulgada pela associação ambientalista Zero concluiu que os incêndios de 2025 fizeram Portugal consumir cerca de 98% do limite de área ardida previsto para toda a década entre 2020 e 2030. Nesse ano, arderam aproximadamente 271 mil hectares e os 44 maiores incêndios concentraram 91% da área destruída.</p>
<p><strong>Uma floresta construída para arder</strong></p>
<p>Para compreender a vulnerabilidade atual, Manuel Sousa recua à transformação da paisagem portuguesa ao longo do último século.</p>
<p>“Portugal era um país desflorestado no início do século XX”, recorda. Durante o Estado Novo avançou-se com uma forte arborização, “focada principalmente na utilização de resinosas, espécies de combustão rápida”.</p>
<p>A partir da década de 1970, acrescenta, chegaram as grandes plantações de eucalipto, outra espécie com elevada capacidade de combustão. O resultado foi uma alteração profunda do território, sobretudo nas regiões Norte e Centro.</p>
<p>“A floresta portuguesa passou a ser uma floresta com elevado risco de combustão”, explica.</p>
<p>Contudo, a escolha das espécies é apenas parte do problema. A transformação social e económica das zonas rurais retirou do território as atividades que, durante décadas, ajudavam a controlar a vegetação.</p>
<p>“Com o êxodo rural, os espaços florestais deixaram de fornecer os matos para a cama dos animais e o pastoreio foi também sendo gradualmente reduzido”, afirma Manuel Sousa. “A carga combustível foi-se acumulando e o risco de grandes incêndios intensificou-se.”</p>
<p>Existia anteriormente “uma economia rural agrícola que sustentava a limpeza da floresta”. Com o despovoamento, essa economia desapareceu, mas “não foi substituída por nenhuma nova economia”, com exceções pontuais, como as instalações eólicas e algumas indústrias extrativas.</p>
<p><strong>Proprietários envelhecidos, terrenos desconhecidos</strong></p>
<p>A obrigação legal de limpar os terrenos tem, segundo o especialista, efeitos limitados porque parte de um pressuposto que não corresponde à realidade: o de que todos os proprietários são conhecidos, dispõem de recursos e conseguem intervir nas suas parcelas.</p>
<p>“A obrigatoriedade de limpeza da floresta, na prática, não funciona”, diz.</p>
<p>Há proprietários que não são localizados, outros que desconhecem a localização ou os limites das propriedades que herdaram e muitos que estão envelhecidos ou descapitalizados.</p>
<p>“Muitos proprietários estão incapazes de controlar a carga combustível”, sublinha Manuel Sousa, que também dirige críticas ao poder público: “O próprio Estado não tem sido exemplo de boa gestão dos seus espaços florestais, pela descontinuidade das rotinas de limpeza.”</p>
<p>Esta fragmentação torna particularmente difícil criar uma gestão integrada, estabelecer descontinuidades na vegetação ou garantir a manutenção regular de áreas que, durante grande parte do ano, não produzem rendimento.</p>
<p><strong>“Deverá ser a parte pública a assumir este custo”</strong></p>
<p>Quando o proprietário não tem dimensão, dinheiro ou incentivo económico para gerir a terra, Manuel Sousa considera que o setor público terá de assumir uma parte da responsabilidade.</p>
<p>“Deverá ser a parte pública a assumir este custo, com uma solução económica associada”, defende.</p>
<p>Uma das possibilidades passa pelo aproveitamento da biomassa resultante das limpezas para produzir energia. O especialista aponta o exemplo de Allariz, na Galiza, onde uma central de biomassa utiliza estilha proveniente da gestão de terrenos públicos e privados para fornecer energia ao concelho.</p>
<p>Com este modelo, explica, “passou a haver um bom controlo de espécies invasoras”, enquanto a vegetação autóctone e a biodiversidade animal recuperaram.</p>
<p>“Neste concelho, praticamente acabaram os incêndios florestais e os custos de limpeza são suportados pela venda da energia”, afirma. Ao mesmo tempo, os proprietários deixaram de suportar diretamente os encargos de manutenção dos povoamentos.</p>
<p>O exemplo mostra, segundo Manuel Sousa, que a gestão da floresta não tem necessariamente de representar apenas uma despesa. Pode ser integrada numa cadeia económica que financie a prevenção e crie atividade nos territórios de baixa densidade.</p>
<p><strong>Proibir queimadas não basta</strong></p>
<p>A mão humana continua a estar na origem de grande parte dos incêndios. Manuel Sousa estima que cerca de metade resulte do uso negligente do fogo, nomeadamente através de queimas e queimadas.</p>
<p>“Todos os anos morrem pessoas queimadas” durante estas práticas, salienta.</p>
<p>A proibição poderia reduzir o número de ocorrências, mas deixaria por resolver o destino dos sobrantes agrícolas e florestais. “Se se proibirem as queimas e queimadas, haveria naturalmente menos incêndios, mas fica a necessidade de dar uma solução aos sobrantes”, explica.</p>
<p>Entre as alternativas está a cedência de biotrituradores aos agricultores, uma prática já seguida por alguns municípios, e a criação de um mercado para a estilha.</p>
<p>Esse material poderia ser utilizado “para o aquecimento de edifícios públicos e privados, para a produção de energia elétrica, para a compostagem e para a fertilização dos solos”.</p>
<p>Em 2025, o incendiarismo e o uso do fogo representaram, em conjunto, cerca de 78% das ocorrências com causa determinada, segundo a análise da Zero ao relatório do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais. As ignições associadas ao uso negligente do fogo aumentaram 27% nesse ano.</p>
<p><strong>Carvalhos a proteger aldeias</strong></p>
<p>A proteção das populações exige também mudanças no desenho da paisagem. Manuel Sousa defende que as aldeias sejam rodeadas por espécies folhosas de combustão lenta, como os carvalhos, reduzindo a velocidade de progressão das chamas nas zonas habitadas.</p>
<p>“As aldeias deverão ter uma envolvência de espécies folhosas de combustão lenta”, afirma.</p>
<p>Estas espécies deveriam igualmente ser utilizadas para criar separações entre manchas de árvores de combustão rápida, aproveitando linhas de água e redes viárias.</p>
<p>Além de funcionarem como zonas de contenção, essas faixas poderiam tornar-se “corredores ecológicos para a circulação de fluxos biogenéticos”.</p>
<p>“Com espécies de copa densa, impede-se o rápido desenvolvimento da vegetação arbustiva e herbácea”, explica. A sombra ajuda ainda a conservar a humidade no solo, criando locais onde a propagação de um incêndio pode ser mais facilmente controlada.</p>
<p><strong>Pastorícia, carbono e turismo</strong></p>
<p>A floresta pode igualmente gerar rendimento através de atividades compatíveis com a preservação ambiental, sustenta Manuel Sousa.</p>
<p>“É possível diminuir os riscos e viabilizar a floresta através de legislação, fiscalização e planeamento territorial e económico”, afirma.</p>
<p>As soluções passam por arborizações adequadas às características de cada local e às necessidades do mercado, pela venda de créditos de carbono, pelo turismo e pela recuperação da pastorícia.</p>
<p>O regresso de rebanhos permitiria produzir carne e leite enquanto reduz a vegetação arbustiva que alimenta os incêndios. Para que seja viável, contudo, a atividade terá de ganhar escala, incorporar tecnologias como cercas virtuais e recuperar a dignidade económica e social da profissão.</p>
<p>O turismo também pode ajudar a financiar a conservação. “A paisagem é uma das grandes motivações de viagem e, por isso, a existência da atividade turística gera receita que pode ajudar a mantê-la”, observa.</p>
<p>Além disso, o turismo tende a valorizar a vegetação autóctone, por esta fazer parte “da identidade do território e do seu património natural e paisagístico”.</p>
<p>Nos espaços turísticos, acrescenta, há maior pressão para garantir simultaneamente a qualidade visual e a segurança. Os privados têm incentivos para afastar espécies de combustão rápida e investir em pontos de água e meios de autoproteção.</p>
<p><strong>O custo de continuar a adiar</strong></p>
<p>A perda provocada pelos incêndios não termina na madeira que desaparece ou nos edifícios atingidos. Manuel Sousa enumera consequências sobre a biodiversidade, o solo, a água, o ar, a paisagem e o clima.</p>
<p>“Os incêndios florestais causam grandes prejuízos pela perda de valor da madeira, pela diminuição da biodiversidade, pela perda de solo, pela contaminação do ar e da água e pela diminuição da recarga dos aquíferos”, afirma.</p>
<p>A estes impactos somam-se as emissões de carbono e a destruição da qualidade cénica da paisagem, que afetam também a capacidade de as regiões atraírem visitantes, habitantes e investimento.</p>
<p>Portugal entra, assim, em mais uma fase de risco elevado carregando um problema que não começa com a temperatura nem termina quando o último fogo é dado como extinto.</p>
<p>Para Manuel Sousa, enquanto o país não reconstruir uma economia rural capaz de pagar a gestão do território, continuará a gastar centenas de milhões de euros na resposta à emergência, todos os anos, depois de as chamas já terem começado.</p>
<p>E, sem essa mudança, o verão português continuará a ser medido em hectares ardidos, aldeias ameaçadas e operacionais enviados para uma floresta que permanece economicamente abandonada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791444]]></sapo:autor>
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		<title>Novo PM britânico promete estabilidade política e medidas imediatas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 13:03:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Andy Burnham]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[O novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, assumiu hoje funções com um apelo à estabilidade política e à mudança de rumo no Reino Unido, prometendo um novo modelo político e económico e medidas imediatas para aliviar o custo de vida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, assumiu hoje funções com um apelo à estabilidade política e à mudança de rumo no Reino Unido, prometendo um novo modelo político e económico e medidas imediatas para aliviar o custo de vida.</P><br />
<P>Falando à chegada a Downing Street (residência oficial), após ter aceitado o convite do Rei Carlos III para formar governo, Burnham disse estar &#8220;plenamente consciente&#8221; de que é o sétimo primeiro-ministro desde 2016.</P><br />
<P>&#8220;O Reino Unido precisa de mostrar ao mundo que pode recuperar a estabilidade&#8221;, afirmou, reconhecendo o descontentamento dos cidadãos com a política. </P><br />
<P>&#8220;Não temos sido suficientemente bons e precisamos de ser melhores. E vamos ser&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>O novo chefe do Governo prometeu um &#8220;ponto de viragem&#8221; para o país, prometendo &#8220;as maiores mudanças dos últimos 40 anos&#8221;, incluindo uma reforma do modelo político, que disse querer tornar mais colaborativo e centrado na resolução de problemas.</P><br />
<P>Burnham reiterou a ambição de promover uma descentralização do poder, distribuindo competências às autarquias, e anunciou a intenção de construir uma &#8220;nova economia&#8221;, com maior controlo público sobre serviços públicos essenciais e uma estratégia de reindustrialização.</P><br />
<P>Entre as medidas, destacou o recurso à contratação pública para apoiar a indústria britânica e a apresentação, ainda este ano, de um plano estratégico a 10 anos para o país.</P><br />
<P>No curto prazo, comprometeu-se a avançar com iniciativas para dar &#8220;algum alívio&#8221; às famílias face ao aumento do custo de vida, com detalhes a serem apresentados a partir de terça-feira, incluindo o financiamento dessas medidas.</P><br />
<P>Burnham concluiu com um apelo à unidade nacional, defendendo a criação de um &#8220;novo sentido de propósito comum e de otimismo. </P><br />
<P>&#8220;Façamos deste o momento em que o Reino Unido volta a acreditar, o momento em que restauramos a esperança&#8221;, disse.</P><br />
<P>Andy Burnham assumiu hoje o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, sucedendo ao também trabalhista Keir Starmer após uma breve audiência com o Rei Carlos III, durante a qual o monarca o convidou a formar Governo. </P><br />
<P>Este breve encontro é conhecido como o &#8220;beija mão&#8221; [&#8220;kissing hands&#8221;], embora a descrição esteja desatualizada e os cumprimentos sejam feitos por um aperto de mãos. </P><br />
<P>Segundo a tradição, o líder do partido com maioria parlamentar pode ser proclamado primeiro-ministro sem a necessidade de eleições legislativas.</P><br />
<P>Minutos antes, o Rei recebeu o antecessor Keir Starmer, que apresentou formalmente a demissão, um mês após ter anunciado a renúncia da liderança do Partido Trabalhista, facilitando uma transição ordeira.</P><br />
<P>Numa declaração em Downing Street, Starmer despediu-se do cargo com &#8220;orgulho&#8221; pelo trabalho realizado e a convicção de que o Reino Unido está &#8220;mais forte e mais justo&#8221; do que há dois anos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791436]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Vídeo mostra momento raro em que dois tornados se fundem na Suécia. As imagens são impressionantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 12:51:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Suécia]]></category>
		<category><![CDATA[tornado]]></category>
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					<description><![CDATA[Martina Karlsson reparou, da janela do seu apartamento com vista para a baía, que algo de invulgar estava a acontecer na superfície da água]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os habitantes de Grästorp, uma pequena localidade no oeste da Suécia, assistiram no último sábado a um fenómeno meteorológico raro: dois tornados formaram-se lado a lado, deslocaram-se em paralelo durante vários minutos e acabaram por se fundir numa única coluna de ar. As imagens, divulgadas pela &#8216;Associated Press&#8217; e reproduzidas pelo &#8216;El Mundo&#8217;, rapidamente se tornaram virais.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="es" dir="ltr">🔴 INTERNACIONALES | SUECIA<br />Graba un tornado doble simultáneo atravesando unos lagos y campos en Suecia</p>
<p>El pasado sábado 18 de julio, los residentes de Grästorp, en el oeste de Suecia, grabaron un tornado doble simultáneo desplazándose sobre sus lagos y campos. Este fenómeno… <a href="https://t.co/0oRjIn07Un">pic.twitter.com/0oRjIn07Un</a></p>
<p>&mdash; Jonatan Palacios (@JPActivista) <a href="https://x.com/JPActivista/status/2078846171460555100?ref_src=twsrc%5Etfw">July 19, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>Tudo aconteceu por volta das 9h30, quando Martina Karlsson reparou, da janela do seu apartamento com vista para a baía, que algo de invulgar estava a acontecer na superfície da água. Segundo contou ao &#8216;El Mundo&#8217;, dois pontos apresentavam uma agitação anormal, um sinal que antecedeu o aparecimento dos funis.</p>
<p>Pouco depois, os dois tornados ganharam forma e começaram a deslocar-se em paralelo sobre a água e os campos da região. Durante cerca de 15 minutos, os dois vórtices mantiveram-se lado a lado, proporcionando um espetáculo simultaneamente impressionante e inquietante.</p>
<p>Karlsson descreveu a experiência como &#8220;surreal&#8221; e &#8220;aterradora&#8221;. O momento mais marcante ocorreu quando ambos os tornados convergiram e se fundiram num único funil de maiores dimensões, antes de perderem intensidade e desaparecerem.</p>
<p>De acordo com o &#8216;El Mundo&#8217;, o fenómeno ocorreu num dia marcado por forte instabilidade atmosférica em várias zonas da Suécia. A chuva intensa provocou inundações localizadas e pequenos danos materiais, embora as autoridades tenham confirmado que não houve feridos graves nem estragos significativos em Grästorp ou nas áreas circundantes.</p>
<p>Este tipo de formação dupla é considerado extremamente invulgar na Suécia, tornando o episódio um dos fenómenos meteorológicos mais raros registados no país durante este verão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791438]]></sapo:autor>
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		<title>Piloto espanhol faz passageiros acreditarem que a Argentina venceu o Mundial&#8230; antes de revelar a verdade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 12:28:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[setor da aviação]]></category>
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					<description><![CDATA[O momento, gravado por um dos passageiros e partilhado nas redes sociais, tornou-se rapidamente viral]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um piloto espanhol enganou, por breves instantes, os passageiros de um voo ao anunciar que a Argentina tinha vencido a final do Campeonato do Mundo de 2026, levando dezenas de pessoas a festejar antes de revelar que tudo não passava de uma brincadeira.</p>
<p>O momento, gravado por um dos passageiros e partilhado nas redes sociais, tornou-se rapidamente viral.</p>
<p><strong>&#8220;Queríamos felicitar os nossos compatriotas argentinos&#8221;</strong></p>
<p>Dirigindo-se aos passageiros, que tinham viajado durante a final entre Espanha e Argentina e não conheciam o resultado do encontro, o piloto começou por descrever um jogo equilibrado e decidido apenas após prolongamento.</p>
<p>&#8220;As duas equipas deram tudo, mas só uma podia vencer. Queríamos felicitar os nossos compatriotas argentinos&#8221;, anunciou.</p>
<p>Mal terminou a frase, vários passageiros começaram a aplaudir e a celebrar, convencidos de que a Argentina se tinha sagrado campeã do mundo.</p>
<p><strong>A surpresa chegou segundos depois</strong></p>
<p>Pouco depois, o piloto completou a frase que mudou completamente o ambiente dentro da cabine.</p>
<p>&#8220;Porque a Espanha ganhou o Campeonato do Mundo.&#8221;</p>
<p>A revelação provocou gargalhadas entre os passageiros e transformou a cabine numa nova celebração, desta vez da vitória espanhola.</p>
<p>O momento foi registado por um passageiro e rapidamente se espalhou pelas redes sociais, acumulando milhares de visualizações e reações.</p>
<p>A partida aconteceu horas depois de Espanha conquistar o seu segundo título mundial, ao derrotar a Argentina na final do Mundial de 2026.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="es" dir="ltr">Un piloto español anunciando en pleno vuelo que Argentina había ganado el mundial y todos chillando como locos</p>
<p>ES LA HUMILLACIÓN DEL SIGLO <a href="https://t.co/pSTzVsOZfL">https://t.co/pSTzVsOZfL</a> <a href="https://t.co/wrxxoDvJkS">pic.twitter.com/wrxxoDvJkS</a></p>
<p>&mdash; cheto ⭐️⭐️ (@CaadeOKC) <a href="https://x.com/CaadeOKC/status/2079151875484418472?ref_src=twsrc%5Etfw">July 20, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791433]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador. Os cinco golpes com que a Ucrânia está a asfixiar as finanças de Putin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 12:11:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Kiev tem concentrado os ataques na infraestrutura energética e logística da Rússia, procurando reduzir as receitas do petróleo e limitar a capacidade de Moscovo para financiar a guerra]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A estratégia militar da Ucrânia deixou de visar apenas tropas e equipamento no campo de batalha. Nos últimos meses, Kiev tem concentrado os ataques na infraestrutura energética e logística da Rússia, procurando reduzir as receitas do petróleo e limitar a capacidade de Moscovo para financiar a guerra.</p>
<p>A campanha, de acordo com o &#8216;El Confidencial&#8217;, combina ataques de longo alcance contra refinarias, terminais petrolíferos, portos de exportação e navios da chamada &#8220;frota fantasma&#8221;, utilizada para contornar as sanções internacionais. Segundo analistas, esta estratégia está a pressionar uma das principais fontes de receita do Kremlin.</p>
<p><strong>1. Refinarias sob ataque</strong></p>
<p>O primeiro objetivo passa por reduzir a capacidade da Rússia para transformar petróleo bruto em combustíveis com maior valor acrescentado.</p>
<p>Desde o início de 2026, dezenas de refinarias russas foram atingidas por drones ucranianos, incluindo instalações estratégicas na região de Moscovo e, mais recentemente, em Omsk, na Sibéria, a cerca de 2.700 quilómetros da fronteira ucraniana.</p>
<p>Segundo o Oxford Institute for Energy Studies (OIES), a capacidade de refinação da Rússia caiu de cerca de 5,2 milhões para 3,8 milhões de barris por dia, o nível mais baixo em mais de duas décadas.</p>
<p>A redução obriga Moscovo a exportar mais petróleo bruto e menos combustíveis refinados, diminuindo as margens de lucro.</p>
<p><strong>2. Exportações mais vulneráveis</strong></p>
<p>Além da produção, Kiev procura dificultar a saída do petróleo russo para os mercados internacionais.</p>
<p>Depois de limitar a liberdade de ação da Frota do Mar Negro, a Ucrânia passou a atacar instalações portuárias em Novorossiysk, Primorsk e Ust-Luga, três dos principais pontos de exportação de crude russo.</p>
<p>Segundo o artigo, os ataques chegaram a reduzir temporariamente até 40% da capacidade de exportação, afetando o escoamento de cerca de um milhão de barris por dia.</p>
<p><strong>3. Pressão sobre a &#8220;frota fantasma&#8221;</strong></p>
<p>Outra frente da estratégia passa pelos navios utilizados pela Rússia para contornar as sanções ocidentais.</p>
<p>Nas últimas semanas, drones ucranianos atacaram embarcações que integrariam esta denominada &#8220;frota fantasma&#8221;, utilizada para transportar petróleo através de empresas de fachada e rotas alternativas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, vários países europeus reforçaram a fiscalização destas embarcações no Mar Báltico, no Canal da Mancha e no Mediterrâneo, aumentando a pressão sobre a logística russa.</p>
<p><strong>4. Escassez de combustíveis dentro da Rússia</strong></p>
<p>Os efeitos começam também a sentir-se no mercado interno.</p>
<p>Segundo o artigo, várias regiões russas enfrentam escassez de combustíveis, obrigando Moscovo a limitar exportações e a recorrer a mecanismos de compensação para estabilizar os preços internos.</p>
<p>O Cazaquistão terá mesmo concordado em fornecer gasolina à Rússia durante o verão, numa tentativa de aliviar as dificuldades de abastecimento.</p>
<p><strong>5. Um território cada vez mais difícil de defender</strong></p>
<p>A crescente autonomia dos drones ucranianos permitiu alargar significativamente o alcance dos ataques.</p>
<p>Refinarias, fábricas químicas, instalações metalúrgicas, centros de produção de drones e outras infraestruturas industriais passaram a integrar a lista de alvos, obrigando Moscovo a dispersar os sistemas de defesa aérea por um território muito mais vasto.</p>
<p>Segundo o Institute for the Study of War (ISW), esta dispersão reduz a eficácia da defesa russa e aumenta a vulnerabilidade das infraestruturas estratégicas.</p>
<p><strong>A guerra económica ganha peso</strong></p>
<p>Embora o petróleo continue a representar uma das principais fontes de financiamento do Estado russo, a combinação entre sanções internacionais e ataques ucranianos está a aumentar os custos da guerra para Moscovo.</p>
<p>A estratégia de Kiev procura transformar a superioridade energética da Rússia numa vulnerabilidade económica, pressionando simultaneamente a produção, a exportação, a logística e o mercado interno dos combustíveis.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791421]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Hamas anuncia eleição de Khalil al-Hayya como novo líder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:58:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[hamas]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[O movimento extremista palestiniano Hamas nomeou hoje Khalil al-Hayya como novo líder do gabinete político do grupo, substituindo Yahya Sinwar, morto em outubro de 2024 num bombardeamento israelita na Faixa de Gaza.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O movimento extremista palestiniano Hamas nomeou hoje Khalil al-Hayya como novo líder do gabinete político do grupo, substituindo Yahya Sinwar, morto em outubro de 2024 num bombardeamento israelita na Faixa de Gaza.</P><br />
<P>&#8220;O Movimento de Resistência Islâmica Hamas anuncia a eleição do irmão combatente Khalil al-Hayya para a presidência do gabinete político do movimento, em substituição do líder mártir Yahya Sinwar&#8221;, declarou a organização sunita, que governa a Faixa de Gaza desde 2007, através da plataforma Telegram.</P><br />
<P>O anúncio também foi feito através de um breve comunicado divulgado pelo Filastin e pelo Centro de Informação Palestiniano, sem que, até ao momento, tenham sido divulgados mais pormenores ou declarações de Al-Hayya após a sua nomeação.</P><br />
<P>Al-Hayya, 65 anos, que já exercia a função interinamente de líder do gabinete político e principal negociador do movimento islamista palestiniano nas conversações com Israel com vista a um cessar-fogo, reforçou a sua posição na estrutura do Hamas nos últimos meses, na sequência da morte de vários altos responsáveis em ataques israelitas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791423]]></sapo:autor>
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		<title>Exames: Ministro diz que cargo não está em risco porque sente que &#8220;cumpriu a missão&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:55:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Educação, Fernando Alexandre, considerou hoje que cumpriu a sua missão no processo de classificação dos exames nacionais e que os problemas registados foram corrigidos, entendendo por isso que o seu cargo não está em risco.   ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro da Educação, Fernando Alexandre, considerou hoje que cumpriu a sua missão no processo de classificação dos exames nacionais e que os problemas registados foram corrigidos, entendendo por isso que o seu cargo não está em risco.   </P><br />
<P>&#8220;Eu cumpri a minha missão&#8221;, afirmou o ministro durante uma conferência de imprensa no dia em que começam as candidaturas do concurso nacional de acesso ao ensino superior e continua a haver relatos de problemas de alunos sem notas ou de erros nas classificações.</P><br />
<P>Fernando Alexandre reconheceu os problemas, mas sublinhou que foram sendo corrigidos e que nenhum aluno será prejudicado. </P><br />
<P>&#8220;Se isto tivesse corrido muito mal, não haveria dúvidas de que a minha posição estaria em causa&#8221;, afirmou em resposta aos jornalistas, dizendo que &#8220;no final do dia de hoje&#8221; poderá &#8220;dormir tranquilamente&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Enquanto aqui estiver será sempre a escolha do primeiro-ministro&#8221;, acrescentou.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791422]]></sapo:autor>
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		<title>Trump ameaça retaliar contra televisões que recusaram transmitir o seu discurso sobre fraude eleitoral</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/trump-ameaca-retaliar-contra-televisoes-que-recusaram-transmitir-o-seu-discurso-sobre-fraude-eleitoral/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:55:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[eleições presidenciais]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[fraude eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA['NBC' e a 'ABC' optaram por não transmitir o discurso em direto, preferindo acompanhar a intervenção com análise editorial e verificação dos factos após o seu término]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump voltou a colocar os meios de comunicação social na mira das suas críticas, ameaçando retirar as licenças de emissão da &#8216;NBC&#8217; e da &#8216;ABC News&#8217; depois de ambas terem decidido não transmitir em direto um discurso centrado nas alegações de fraude nas eleições presidenciais de 2020.</p>
<p>Durante a intervenção, o presidente americano voltou a insistir, sem apresentar provas novas, que o sistema eleitoral dos Estados Unidos foi alvo de fraude. No mesmo discurso, acusou também a China de interferência nas eleições de 2020, recuperou alegações sobre a Venezuela e voltou a referir um antigo caso relacionado com a cidade de Muskegon, no Michigan.</p>
<p><strong>Televisões recusaram transmissão sem verificação dos factos</strong></p>
<p>A &#8216;NBC&#8217; e a &#8216;ABC&#8217; optaram por não transmitir o discurso em direto, preferindo acompanhar a intervenção com análise editorial e verificação dos factos após o seu término.</p>
<p>A decisão não é inédita. As duas estações também recusaram transmitir integralmente alguns discursos de Barack Obama e Joe Biden quando consideraram que tinham um caráter predominantemente político.</p>
<p>Trump classificou a decisão como parte de uma alegada &#8220;conspiração&#8221; para proteger o Partido Democrata e impedir que o público conhecesse aquilo que descreveu como &#8220;corrupção&#8221; no sistema eleitoral.</p>
<p><strong>Presidente ameaça revogar licenças de emissão</strong></p>
<p>Durante o discurso, Trump voltou a defender que as emissoras utilizam frequências públicas sem garantirem, na sua perspetiva, uma cobertura imparcial.</p>
<p>&#8220;Tudo o que pedimos é honestidade nas nossas eleições e honestidade na informação&#8221;, afirmou.</p>
<p>O Presidente ameaçou retirar as licenças de emissão da &#8216;NBC&#8217; e da &#8216;ABC&#8217;, uma possibilidade que já tinha levantado noutras ocasiões em resposta à cobertura mediática que considera desfavorável.</p>
<p><strong>Outras cadeias também limitaram a cobertura</strong></p>
<p>Além da &#8216;NBC&#8217; e da &#8216;ABC&#8217;, outras cadeias norte-americanas optaram por não transmitir integralmente o discurso.</p>
<p>A CNN manteve a programação habitual e exibiu apenas excertos acompanhados de análise. A &#8216;CBS News&#8217; e a &#8216;MS NOW&#8217; seguiram uma estratégia semelhante.</p>
<p>A &#8216;Fox News&#8217; foi a única grande estação a transmitir a intervenção na íntegra.</p>
<p>Ainda assim, a reação posterior revelou prudência pouco habitual. O apresentador Sean Hannity limitou-se a elogiar genericamente o discurso, enquanto o jornalista Brett Baier afirmou que não existiam elementos suficientes para avaliar a veracidade das alegações apresentadas.</p>
<p>Poucos minutos depois, a emissão mudou de tema.</p>
<p><strong>Contexto marcado pelas eleições de 2020</strong></p>
<p>As alegações de fraude eleitoral continuam a marcar o discurso político de Trump, apesar de não terem sido confirmadas pelos tribunais nem pelas autoridades eleitorais americanas.</p>
<p>Em 2023, a &#8216;Fox News&#8217; aceitou pagar 787 milhões de dólares para resolver um processo por difamação relacionado com a divulgação de falsas alegações sobre manipulação das eleições presidenciais de 2020.</p>
<p>Essas teorias alimentaram a contestação aos resultados eleitorais e culminaram na invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, por apoiantes de Trump.</p>
<p><strong>Revogação das licenças enfrentaria obstáculos legais</strong></p>
<p>A eventual retirada das licenças de emissão dependeria da Comissão Federal de Comunicações (FCC), liderada por Brendan Carr.</p>
<p>Contudo, especialistas em direito americano consideram que uma medida dessa natureza enfrentaria fortes obstáculos legais, uma vez que o funcionamento das emissoras está protegido pela Lei das Comunicações e pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de expressão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791377]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>&#8220;Vamos ser melhores&#8221;: Andy Brunham discursa oficialmente como primeiro-ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:51:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Novo primeiro-ministro britânico já foi convidado pelo rei Carlos III a formar Governo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Andy Burnham assumiu esta segunda-feira funções como primeiro-ministro do Reino Unido e, no seu primeiro discurso à porta do número 10 de Downing Street, apresentou a chegada ao Governo como um momento de viragem para o país. Perante uma multidão de apoiantes que o recebeu com aplausos, o novo chefe do Executivo afirmou que o Reino Unido atravessa um período que exige reflexão, renovação e uma mudança profunda na forma de fazer política, comprometendo-se a restaurar a estabilidade e a confiança dos britânicos.</p>
<p>No início da intervenção, Burnham descreveu a sua entrada em funções como &#8220;um momento de reflexão e de uma nova determinação&#8221;. O primeiro-ministro sustentou que a atual geração de responsáveis políticos terá de &#8220;elevar o nível&#8221; da sua atuação para responder aos desafios que o país enfrenta, defendendo que o Reino Unido precisa de demonstrar que é capaz de &#8220;recuperar novamente a sua estabilidade&#8221;. Segundo afirmou, esse será o principal desafio do seu Governo e a prioridade dos próximos anos.</p>
<p>Dirigindo-se diretamente aos cidadãos, Burnham reconheceu o crescente afastamento entre a população e a classe política. &#8220;Sei que as pessoas estão fartas da política. Ouço-vos&#8221;, declarou, assumindo que os responsáveis políticos &#8220;não têm sido suficientemente bons&#8221; e garantindo que essa realidade terá de mudar. &#8220;Temos de ser melhores. E vamos sê-lo&#8221;, afirmou, procurando transmitir uma mensagem de compromisso com uma nova forma de governar.</p>
<p>O novo primeiro-ministro classificou este momento como um verdadeiro &#8220;ponto de rutura&#8221; (&#8220;circuit-breaker moment&#8221;) para a Grã-Bretanha, defendendo que o país necessita de um novo modelo político, mais cooperativo e orientado para a resolução de problemas concretos, em vez da confrontação permanente entre partidos. Burnham prometeu promover uma cultura política baseada na colaboração, afastando-se da lógica do conflito e da procura de ganhos partidários imediatos.</p>
<p>Na mesma intervenção, o líder trabalhista fez uma reflexão sobre o percurso económico e social do Reino Unido nas últimas décadas, apontando o que considerou terem sido alguns dos &#8220;caminhos errados&#8221; seguidos durante a década de 1980. Entre eles destacou as políticas de privatização e de desindustrialização, argumentando que muitas regiões britânicas continuam, ainda hoje, sem recuperar plenamente das consequências dessas opções. Para Burnham, corrigir essas desigualdades territoriais será uma das prioridades do novo Executivo.</p>
<p>O primeiro-ministro defendeu que o futuro do país passa por reconstruir a confiança nas instituições e aproximar novamente a política dos cidadãos, através de uma governação focada em soluções práticas para os problemas do dia a dia. Na sua visão, o sucesso do novo Governo dependerá da capacidade de unir diferentes sensibilidades políticas e sociais em torno de objetivos comuns, deixando para trás anos de polarização.</p>
<p>A estreia de Andy Burnham como primeiro-ministro ficou ainda marcada pelo ambiente de entusiasmo junto dos apoiantes concentrados em Downing Street. À chegada, o novo líder foi recebido com uma forte salva de palmas e visivelmente sorridente, antes de subir ao local onde proferiu o primeiro discurso oficial enquanto chefe do Governo britânico, inaugurando assim um novo ciclo político no Reino Unido.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791408]]></sapo:autor>
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		<title>AliExpress considera &#8220;desproporcionada&#8221; multa de 550 M€ aplicada por Bruxelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:50:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A AliExpress considerou "desproporcionada" a multa de 550 milhões de euros aplicada hoje pela Comissão Europeia por falhas na avaliação e mitigação dos riscos associados à venda de produtos ilegais, inseguros ou contrafeitos na plataforma.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A AliExpress considerou &#8220;desproporcionada&#8221; a multa de 550 milhões de euros aplicada hoje pela Comissão Europeia por falhas na avaliação e mitigação dos riscos associados à venda de produtos ilegais, inseguros ou contrafeitos na plataforma.</P><br />
<P>&#8220;Discordamos da decisão proferida hoje e desta multa desproporcionada, que não refletem nem os nossos princípios estabelecidos, nem as medidas significativas e proativas que implementámos&#8221;, indicou a empresa numa declaração à agência de notícias France-Presse (AFP), sem especificar, nesta fase, se irá recorrer da sanção.</P><br />
<P>A reação surge depois de a Comissão Europeia ter multado hoje a empresa chinesa em 550 milhões de euros, considerando que a plataforma violou as suas obrigações ao abrigo da Lei dos Serviços Digitais (DSA, na sigla inglesa) &#8220;ao não avaliar e mitigar de forma diligente os riscos relacionados com a venda de produtos ilegais, inseguros ou contrafeitos na sua plataforma de comércio eletrónico&#8221;, segundo um comunicado.</P><br />
<P>&#8220;Desde a entrada em vigor do DSA, a AliExpress comprometeu-se firmemente a cumprir as suas obrigações e continua a fazê-lo&#8221;, assegurou a plataforma chinesa.</P><br />
<P>A coima foi calculada tendo em conta a natureza das infrações, a sua gravidade em termos do número de utilizadores da União Europeia afetados &#8211; 193 milhões &#8211; e a sua duração, que se prolongou pelo menos até junho de 2025, quando a Comissão emitiu conclusões preliminares no processo contra a AliExpress.</P><br />
<P>A Comissão ordenou ainda que a plataforma, que tem o seu maior mercado na UE, adote medidas corretivas.</P><br />
<P>Entre os problemas identificados na avaliação de risco, a AliExpress não tem empregados suficientes para analisar a legalidade dos produtos à venda, tem algoritmos de recomendação e publicidade que promoviam produtos ilegais antes de serem removidos e os seus indicadores de medição são fracos e insuficientes.</P><br />
<P>Já no que se refere a falhas operacionais de segurança, a visada manteve produtos perigosos à venda durante semanas e as sanções contra os vendedores infratores foram ineficazes, tendo ainda sido assinalada a facilidade de contornar regras ao mudar a categoria dos produtos e a ineficácia do sistema de combate à contrafação.</P><br />
<P>A plataforma tem até 20 de outubro para apresentar um plano de ação à Comissão que defina medidas destinadas a corrigir as falhas apontadas.</P><br />
<P>Esta é a terceira e a maior coima aplicada por Bruxelas a plataformas ao abrigo da DSA, depois da X (antigo Twitter) ter sido multada em 120 milhões de euros, por violações das regras de transparência e a Temu em 200 milhões de euros por falhas na identificação e mitigação de riscos sistémicos, incluindo a proliferação e venda de produtos ilegais e perigosos na plataforma &#8216;online&#8217;.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791403]]></sapo:autor>
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		<title>Exames: Ministro recusa abolir taxa de 25 euros para pedidos de reapreciação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:47:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Alexandre]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[ Lisboa, 20 jul 2026 (Lusa) -- O ministro da Educação, Fernando Alexandre, recusou hoje o pedido de professores e pais para abolir os 25 euros exigidos para a reapreciação dos exames nacionais, justificando tratar-se de uma "taxa moderadora".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P> O ministro da Educação, Fernando Alexandre, recusou hoje o pedido de professores e pais para abolir os 25 euros exigidos para a reapreciação dos exames nacionais, justificando tratar-se de uma &#8220;taxa moderadora&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Os 25 euros têm de se manter. É uma taxa moderadora&#8221;, defendeu o ministro durante uma conferência de imprensa no dia em que começam as candidaturas do concurso nacional de acesso ao ensino superior e na véspera do arranque da 2.º fase dos exames nacionais.</P><br />
<P>O representante dos diretores escolares, Filinto Lima, tinha pedido ao início do dia que esse valor fosse abolido tendo em conta os problemas identificados ao longo do processo de classificação dos exames nacionais.</P><br />
<P>Também o calendário da 2.º fase dos exames nacionais não será alterado, acrescentou o ministro, que anunciou que os alunos prejudicados poderão realizar exames nacionais numa época especial que se realizará em setembro, podendo depois concorrer ao ensino superior na 2.º fase.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791407]]></sapo:autor>
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		<title>Famílias de alunos sobredotados defendem medidas específicas na revisão da educação inclusiva</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/familias-de-alunos-sobredotados-defendem-medidas-especificas-na-revisao-da-educacao-inclusiva/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:46:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um grupo de famílias de crianças e jovens sobredotados defende que sejam incluídas medidas específicas para a sobredotação na revisão do Regime Jurídico da Educação Inclusiva, alertando para os prejuízos da exclusão destes alunos, na aprendizagem e nas relações pessoais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um grupo de famílias de crianças e jovens sobredotados defende que sejam incluídas medidas específicas para a sobredotação na revisão do Regime Jurídico da Educação Inclusiva, alertando para os prejuízos da exclusão destes alunos, na aprendizagem e nas relações pessoais. </P><br />
<P>Num documento enviado à agência Lusa, os pais consideram que a proposta de revisão do Decreto-Lei n.º 54/2018 mantém um enquadramento jurídico suficientemente aberto para abranger os alunos com sobredotação, mas apontam que essa flexibilidade continua a deixar a resposta dependente da interpretação de cada escola.</P><br />
<P>Segundo o grupo de 52 pessoas, embora a proposta do Governo reforce conceitos como as barreiras à aprendizagem e à participação, a diferenciação pedagógica, a equidade e o desenvolvimento integral dos alunos, continua a não esclarecer de que forma essas orientações devem ser aplicadas às crianças e jovens com altas capacidades.</P><br />
<P>As famílias sustentam que essa ausência de referências específicas tem contribuído para respostas desiguais entre escolas, dificuldades na identificação da sobredotação e inexistência de medidas adequadas às necessidades pedagógicas e socioemocionais destes alunos.</P><br />
<P>No documento, afirmam que muitos professores e Equipas Multidisciplinares de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI) não dispõem de formação suficiente para reconhecer a sobredotação nem para identificar as barreiras à aprendizagem que podem afetar estes alunos, apesar do elevado desempenho académico.</P><br />
<P>Segundo os pais, a falta de identificação precoce pode conduzir a desmotivação, ansiedade, isolamento social, sub-rendimento escolar e problemas de saúde mental, defendendo que reconhecer estas necessidades &#8220;não é criar privilégios&#8221;, mas garantir uma resposta educativa adequada.</P><br />
<P>Entre as propostas apresentadas na consulta pública, o grupo defende que o conceito de educação inclusiva passe a explicitar que também abrange alunos cujas barreiras à aprendizagem resultem de capacidades significativamente acima do esperado para a idade.</P><br />
<P>Propõe que o Plano de Desenvolvimento Integral (PDI) inclua obrigatoriamente instrumentos de avaliação das altas capacidades e da criatividade, inspirados no modelo em vigor na Região Autónoma da Madeira, bem como a integração desse plano no processo individual do aluno ao longo de todo o percurso escolar.</P><br />
<P>As famílias defendem igualmente que as futuras Equipas Locais de Apoio à Inclusão disponham de consultores especializados em sobredotação e que a formação inicial e contínua dos professores passe a incluir conteúdos obrigatórios sobre neurodivergência, altas capacidades, dupla excecionalidade, diferenciação pedagógica e saúde mental.</P><br />
<P>Outra das propostas passa pela criação de formação específica nos Centros de Formação de Associação de Escolas, aberta também a pais e encarregados de educação.</P><br />
<P>No documento, é defendida a clarificação de que medidas como o ingresso antecipado no ensino obrigatório ou a progressão por disciplinas não devem depender de critérios administrativos, mas ser decididas em função do bem-estar emocional e do potencial académico identificado.</P><br />
<P>As famílias propõem também a criação de uma via prioritária para apreciação, pelas EMAEI, de relatórios de diagnóstico emitidos por entidades especializadas, como a Associação Nacional para o Estudo e Intervenção na Sobredotação (ANEIS), considerando que isso permitirá evitar atrasos na adoção de medidas de apoio.</P><br />
<P>Entre as sugestões consta ainda a elaboração, até ao final de 2026, de uma portaria específica para a sobredotação e altas capacidades, inspirada no modelo da Madeira, que prevê equipas multidisciplinares especializadas para apoiar as escolas na avaliação, definição de estratégias e formação de docentes.</P><br />
<P>Segundo os subscritores, a atual revisão do diploma constitui uma oportunidade para ultrapassar uma lacuna identificada desde 2018, garantindo orientações mais claras para a identificação e acompanhamento de alunos sobredotados e reduzindo as diferenças de resposta entre estabelecimentos de ensino.</P><br />
<P>A consulta pública decorreu entre 30 de junho e 17 de julho, na sequência da proposta de revisão do Regime Jurídico da Educação Inclusiva, feita pelo Governo, que prevê maior participação das famílias e uma transição mais planeada para quando os jovens terminam a escola.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791415]]></sapo:autor>
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		<title>O risco de resolver tudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:35:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[liderança]]></category>
		<category><![CDATA[Risco]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Alexandre Castro Martins, Diretor de Vendas da Soprem Wood]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1></h1>
<div class="brxe-f0ce47 brxe-div">
<div class="brxe-aykqev brxe-text-basic"><em><strong>Por Alexandre Castro Martins, Diretor de Vendas da Soprem Wood</strong></em></div>
</div>
<p>Durante muito tempo, associou-se a boa liderança à capacidade de resolver problemas rapidamente. O líder eficaz era aquele que aparecia no momento certo, tomava decisões difíceis e desbloqueava situações complexas. Essa imagem continua presente em muitas organizações.</p>
<p>Mas há um problema nessa visão: ela cria dependência.</p>
<p>Um líder que resolve constantemente os problemas da organização torna-se, inevitavelmente, parte central de todos eles. À medida que a empresa cresce, essa centralidade deixa de ser uma vantagem e passa a ser um limite. O crescimento da organização fica condicionado pela disponibilidade, energia e capacidade de uma única pessoa.</p>
<p>O verdadeiro papel da liderança não é resolver mais problemas. É garantir que a organização desenvolve a capacidade de os resolver sem depender do líder.</p>
<p>Isto exige uma mudança profunda de foco: da intervenção para a construção de sistemas, processos e pessoas. Em vez de perguntar “como resolvo isto?”, o líder passa a perguntar “o que precisa de existir para que isto seja resolvido sem mim?”.</p>
<p>Esta mudança não é intuitiva. Resolver problemas dá uma sensação imediata de impacto e utilidade. Construir capacidade organizacional é mais lento, menos visível e, muitas vezes, menos valorizado no curto prazo. No entanto, é isso que determina a escalabilidade de uma empresa.</p>
<p>As organizações mais fortes não são aquelas onde os problemas são resolvidos mais rapidamente pelo topo. São aquelas onde os problemas deixam de subir ao topo.</p>
<p>Isso não significa ausência de liderança. Pelo contrário. Significa uma forma de liderança mais exigente, porque obriga o líder a abdicar do controlo direto sobre a execução e a concentrar-se na qualidade das decisões que acontecem em toda a organização.</p>
<p>Neste contexto, o papel do líder torna-se menos operacional e mais estrutural. Em vez de ser o “resolvedor de problemas”, passa a ser o arquiteto da capacidade organizacional. Isto implica criar equipas competentes, definir princípios claros de decisão e garantir que existe autonomia suficiente para que a organização funcione de forma consistente sem intervenção constante.</p>
<p>Quando isso não acontece, o padrão repete-se. A empresa cresce, mas o líder torna-se um gargalo. Tudo passa por ele, tudo depende dele, e qualquer ausência gera bloqueios. O que parecia eficiência transforma-se em fragilidade estrutural.</p>
<p>As melhores organizações conseguem precisamente o oposto: à medida que crescem, reduzem a dependência do topo para resolver problemas operacionais. Os problemas continuam a existir, mas a capacidade de resposta está distribuída.</p>
<p>Isto não é apenas uma questão de eficiência. É uma questão de resiliência.</p>
<p>Uma organização que depende do líder para resolver problemas não é resiliente. É vulnerável a ausência, a sobrecarga e a complexidade.</p>
<p>Por isso, o verdadeiro teste de liderança não está na rapidez com que um problema é resolvido quando o líder intervém. Está na capacidade da organização continuar a funcionar e a evoluir quando ele não intervém.</p>
<p>No fundo, liderar não é ser o ponto final de todos os problemas. É garantir que a organização deixa de precisar desse ponto final.</p>
<p>E é por isso que o verdadeiro trabalho de um líder não é resolver problemas — é garantir que eles são resolvidos sem ele.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Alexandre Castro Martins, Diretor de Vendas da Soprem Wood]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Gerir o portfólio tecnológico com rigor para maior competitividade e inovação</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/gerir-o-portfolio-tecnologico-com-rigor-para-maior-competitividade-e-inovacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:31:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[inovação]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Artur Amaral, Country Manager da SoftwareOne Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Artur Amaral, Country Manager da SoftwareOne Portugal</strong></em></p>
<p>Nos últimos anos, o investimento em tecnologia deixou de ser uma linha orçamental periférica para se tornar um dos maiores centros de custo das organizações. Cloud, software empresarial, segurança, inteligência artificial, constituem uma despesa que cresceu em volume, em complexidade e em dispersão. Com ela cresceu também um problema que raramente aparece nas reuniões de board, mas que impacta diretamente a capacidade de as empresas crescerem: a falta de visibilidade sobre o que está a ser consumido, por quem, e com que retorno.</p>
<p>O padrão que observamos no mercado é consistente: a maioria das organizações sabe quanto gasta em TI. Poucas sabem exatamente para <em>onde</em> esse dinheiro vai, e menos ainda conseguem responder com confiança se cada euro investido está efetivamente a gerar valor para o negócio.</p>
<p><strong>O problema não é o investimento, é o controlo</strong></p>
<p>Os ambientes tecnológicos tornaram-se demasiado complexos para serem geridos sem processos estruturados e dados fiáveis. Licenças subaproveitadas, aplicações SaaS contratadas por diferentes equipas sem coordenação central, ambientes cloud sobredimensionados, contratos que se renovam automaticamente sem revisão crítica &#8211; são situações que encontramos com regularidade. Os modelos de governação não evoluíram ao mesmo ritmo que a própria tecnologia.</p>
<p>A cloud é um exemplo paradigmático. A elasticidade que a torna tão atrativa pode, sem um acompanhamento contínuo, transformar-se numa fonte significativa de desperdício. Recursos ativos sem utilização real, configurações desajustadas, consumos que crescem fora do previsto, resultam em pequenos desvios que, acumulados, pesam de forma relevante nos orçamentos no final do ano. Os dados confirmam o que vemos no terreno. Um estudo recente da SoftwareOne, que inquiriu mais de 2.300 decisores de TI em 20 países, incluindo 100 em Portugal, revela que 97% dos decisores portugueses enfrentam dificuldades na otimização dos custos cloud. Um número expressivo, que não é exclusivo de Portugal: a percentagem global é de 94%.</p>
<p><strong>IT Cost Management como prática de gestão estratégica</strong></p>
<p>Durante muito tempo, &#8220;gestão de custos de TI&#8221; foi quase sinónimo de cortes. Essa leitura é, hoje, não apenas redutora como contraproducente. O que está em causa não é limitar o investimento tecnológico, é garantir que cada euro investido é alocado com critério, com visibilidade e com impacto mensurável no negócio.</p>
<p>É neste contexto que o IT Portfolio Management se afirma como uma disciplina de gestão estratégica, e não apenas como um exercício de controlo financeiro. Trata-se de ter uma visão completa do ativo tecnológico da organização: o que está licenciado, o que está a ser efetivamente utilizado, em que condições contratuais, com que riscos de conformidade associados e onde existem oportunidades de otimização.</p>
<p>Na prática, isso traduz-se em capacidade de negociar com os grandes fabricantes a partir de uma posição informada; em estar preparado para auditorias sem surpresas; em tomar decisões de renovação ou consolidação com base em dados e não em perceções; e em criar condições para que os departamentos de tecnologia deixem de estar permanentemente em modo reativo e possam dedicar mais recursos à inovação.</p>
<p><strong>O momento da IA exige uma base sólida</strong></p>
<p>A inteligência artificial está no topo das prioridades de transformação digital de muitas organizações. Mas a pressão para adotar IA rapidamente não pode sobrepor-se à necessidade de garantir que a base tecnológica está organizada para a suportar.</p>
<p>Implementar soluções de IA sobre um ambiente tecnológico não estruturado, com dados dispersos, infraestruturas sobredimensionadas, modelos de governação imaturos, é amplificar problemas existentes, não resolvê-los. Antes de acelerar, é necessário consolidar.</p>
<p>As organizações que mais tirarão partido da IA nos próximos anos não serão necessariamente as que investiram mais cedo, mas as que construíram uma fundação tecnológica sólida, com visibilidade sobre os seus ativos, controlo sobre os seus custos e agilidade para realocar recursos onde o impacto é maior.</p>
<p><strong>Uma responsabilidade partilhada</strong></p>
<p>A gestão eficaz do portefólio tecnológico não pode ser uma responsabilidade exclusiva das equipas de TI, nem uma preocupação circunscrita ao departamento financeiro. Exige alinhamento entre as duas funções e envolvimento das unidades de negócio, que são, em última instância, quem define as necessidades e quem beneficia (ou não) do retorno do investimento.</p>
<p>Criar essa visão partilhada é, muitas vezes, o passo mais difícil. Mas é também o passo que distingue as organizações que gerem a tecnologia de forma reativa das que a utilizam como alavanca para o crescimento e inovação.</p>
<p>Nos próximos anos, a competitividade não dependerá apenas da capacidade de adotar novas tecnologias. Dependerá da capacidade de as gerir com inteligência, de extrair valor real do que já existe e de criar as condições certas para que a inovação seja sustentável. Saber gerir o portefólio tecnológico é, antes de mais, saber distinguir aquilo que acrescenta valor daquilo que apenas consome orçamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Artur Amaral, Country Manager da SoftwareOne Portugal]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Exames: Alunos prejudicados poderão realizar exames em época especial em setembro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/exames-alunos-prejudicados-poderao-realizar-exames-em-epoca-especial-em-setembro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:28:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministro da Educação, Fernando Alexandre, reconheceu hoje vários erros no processo de classificação das provas e anunciou que os alunos prejudicados poderão realizar exames nacionais numa época especial que se realizará em setembro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Ministro da Educação, Fernando Alexandre, reconheceu hoje vários erros no processo de classificação das provas e anunciou que os alunos prejudicados poderão realizar exames nacionais numa época especial que se realizará em setembro.</P><br />
<P>&#8220;Aos alunos que não disponham de todas a informação necessária para decidir se devem ir à 2.ª fase dos exames nacionais, será dada a possibilidade de realização de exames numa época especial, a realizar no início de setembro&#8221;, anunciou o ministro durante uma conferência de imprensa no dia em que começam as candidaturas do concurso nacional de acesso ao ensino superior e na véspera do arranque da 2.º fase dos exames nacionais.</P><br />
<P>Em causa pode estar um pedido de reapreciação de prova cujo resultado não chega a tempo. </P><br />
<P>Os alunos que realizem as provas nesta época especial irão concorrer na 2.ª fase, acrescentou o ministro, que hoje voltou a sublinhar que &#8220;nenhum aluno será prejudicado, seja nas suas classificações seja no acesso ao ensino superior&#8221;.</P><br />
<P>Até as 11:30 da manhã, pouco mais de metade das provas já tinham sido entregues aos alunos &#8212; 180 mil num universo de 290 mil &#8212; para poderem decidir se queriam pedir reapreciação das provas.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791388]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>“As empresas devem passar a entender o seu papel também como gerador de mudança social”: Inês Sequeira, CEO da Rede Capital Social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:17:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[social]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista à Executive Digest, defende uma filantropia mais estruturada, orientada para o impacto e capaz de mobilizar as empresas como verdadeiros agentes de transformação da sociedade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A revisão do regime do mecenato e do Estatuto dos Benefícios Fiscais abre uma nova discussão sobre o papel das empresas no apoio a causas de interesse público.</p>
<p>Para Inês Sequeira, Co-founder e CEO da Rede Capital Social, o desafio vai muito além dos incentivos fiscais: passa por uma mudança de cultura e de paradigma que permita transformar o mecenato numa ferramenta estratégica de desenvolvimento económico e social.</p>
<p>Em entrevista à Executive Digest, a responsável defende uma filantropia mais estruturada, orientada para o impacto e capaz de mobilizar as empresas como verdadeiros agentes de transformação da sociedade.</p>
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<p><strong>O Parlamento aprovou recentemente uma autorização legislativa para rever o regime do mecenato e alterar o Estatuto dos Benefícios Fiscais. Que importância atribui a esta decisão?</strong></p>
<p>Considero essencial criar condições regulamentares e fiscais favoráveis ao mecenato e à filantropia. Uma vez que o Estatuto dos Benefícios Fiscais constitui o principal veículo para reforçar incentivos e previsibilidade, vejo esta autorização legislativa com muito bons olhos, vindo potenciar um instrumento legal já existente. O aumento do limite de dedução fiscal e o reforço das majorações permitirá às empresas reduzir o custo associado aos donativos, tornando o mecenato mais atrativo. Trata-se, portanto, de um exemplo de como não é preciso criar regimes complexos de raiz para promover o impacto social, bastando, em muitos casos, fazer advocacy para promover alterações legislativas, de forma a remover barreiras e gerar incentivos ao desenvolvimento do setor filantrópico.</p>
<p>Contudo, importa sublinhar que esta alteração beneficia sobretudo as empresas que já fazem donativos significativos e que, até agora, atingiam o limite de dedução. Para muitas PME, que representam a maioria do tecido empresarial português, o limite raramente constitui o principal obstáculo à prática do mecenato.</p>
<p>Assim, além do aumento do limite de dedução fiscal e o reforço das majorações, assentes numa lógica de incentivos indiretos e decisões anuais, a revisão deste regime e a alteração do EBF poderão considerar outras medidas que permitam criar uma mudança estrutural no sistema, como a formalização do mecenato de competências e dos DAFs (“donor-advised funds”), como sugerimos no estudo “Filantropia Estratégica em Portugal: caminhos para a Mudança Sistémica”, que desenvolvemos em parceria com os Associados e Knowledge Partners PwC Portugal e a Equator Company.</p>
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<p><strong>Na prática, o que muda para as empresas com o aumento do limite de dedução dos donativos em sede de IRC?</strong></p>
<p>Ao aumentar o valor que as empresas podem deduzir em sede de IRC quando fazem donativos, de 0,8 para 1% do volume de vendas ou dos serviços prestados pela empresa, esta revisão permite que um montante mais elevado de donativos possa beneficiar do regime fiscal do mecenato. Ou seja, as empresas que realizam donativos de maior dimensão deixam de atingir tão rapidamente o limite previsto na lei e podem continuar a usufruir do benefício fiscal sobre uma parcela mais significativa das suas contribuições.</p>
<p>Esta alteração é particularmente relevante para empresas que já têm uma prática consolidada de mecenato ou que pretendem reforçar o seu investimento em projetos sociais, culturais, científicos, ambientais ou desportivos. Ao aumentar a margem de donativos elegíveis para efeitos fiscais, cria-se um incentivo para assumir compromissos financeiros mais ambiciosos e de longo prazo.</p>
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<p><strong>Considera que os incentivos previstos são suficientemente atrativos para alterar o comportamento das empresas ou trata-se apenas de um ajustamento marginal?</strong></p>
<p>Diria que se trata de um passo na direção certa, mas dificilmente será, por si só, suficiente para alterar de forma significativa o comportamento da maioria das empresas. Os incentivos fiscais são um fator relevante, mas a decisão de apoiar causas através do mecenato continua a depender sobretudo da estratégia de atuação filantrópica e de responsabilidade social da empresa, da sua capacidade financeira e do alinhamento dos projetos apoiados com os seus valores e objetivos. Para as empresas que já recorrem ao mecenato, o aumento da dedução pode incentivar um reforço dos donativos. Já para aquelas que nunca o fizeram, é pouco provável que a medida, isoladamente, seja determinante.</p>
<p>Além dos incentivos fiscais, prevê-se que esta revisão também venha clarificar o conceito de donativo, incluindo algumas prestações em espécie, assim como alargar o universo das entidades e iniciativas elegíveis. Esta evolução, a confirmar-se na aprovação final do diploma, aproximaria o regime português de práticas já existentes noutros países europeus, sem, contudo, introduzir ainda mecanismos estruturais como o mecenato de competências ou os DAFs, que continuam ausentes do quadro legal nacional.</p>
<p>Assim, encaro esta iniciativa como um reconhecimento de necessidade de rever o regime de mecenato e alterar o EBF, que é um sinal muito positivo, bem como um esforço para reforçar a atratividade do regime, mas cujo impacto dependerá também de outros fatores, como a simplificação dos procedimentos, a estabilidade do enquadramento fiscal e uma maior divulgação das vantagens do mecenato junto do tecido empresarial.</p>
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<p><strong>As empresas portuguesas olham para o mecenato como uma ferramenta estratégica ou continuam a encará-lo sobretudo como uma ação pontual de responsabilidade social?</strong></p>
<p>Ainda que observemos uma transição, muitas empresas ainda abordam o mecenato e a filantropia sem uma visão estratégica, confundindo conceitos como responsabilidade social e filantropia, e mecenato e comunicação. Isto faz com que estas iniciativas sejam, muitas vezes, desenvolvidas de forma pontual e reativa, em vez de integrarem uma estratégia filantrópica orientada para a criação de impacto de médio e longo-prazo. A verdade é que a realidade é muito heterogénea: se algumas (grandes) empresas tendem cada vez mais a integrar o mecenato e a filantropia numa estratégia mais ampla de criação de impacto, estabelecendo parcerias de longo-prazo com entidades do setor social, cultural ou científico, muitas outras (sobretudo PMEs) continuam a encará-los sobretudo como uma ação pontual de responsabilidade social, frequentemente associada a campanhas específicas, pedidos de apoio ou iniciativas locais.</p>
<p>Segundo os dados da 6ª edição do Informa D&amp;B, a espinha dorsal quantitativa da análise do setor empresarial em Portugal, em 2023, 19% do tecido empresarial português fez donativos, 81% deles provenientes de microempresas. Do total das entidades doadoras, 23% também fizeram donativos com regularidade nos 4 anos anteriores. Estes indicadores permitem aferir a regularidade da doação, mas não, por si só, a existência de uma estratégia filantrópica estruturada, enquanto ativo estratégico e forma de retribuir à sociedade. Há, portanto, margem para uma maior consistência, estando a filantropia empresarial ainda longe do seu potencial.</p>
<p>O estudo “Filantropia Estratégica em Portugal: Caminhos para a Mudança Sistémica”, que publicámos recentemente, em parcerias com os Associados e Knowledge Partners PwC Portugal e Equator Company, confirma precisamente esta realidade. Embora uma parte significativa dos financiadores afirme dispor de uma estratégia formal, a presença dessa estratégia não é sinónimo de maturidade. Os resultados evidenciam uma grande heterogeneidade, coexistindo organizações com modelos estruturados e orientados para impacto de médio e longo-prazo com outras que mantêm abordagens predominantemente operacionais.</p>
<p>Quando comparado com outros contextos europeus, Portugal está atrás no que respeita o nível de maturidade das suas organizações, nomeadamente na sofisticação e consistência das práticas filantrópicas. Um dos principais fatores identificados é o défice de literacia filantrópica, tanto no setor empresarial, como em parte do setor fundacional. Por isso, além de um enquadramento fiscal favorável, é importante promover maior conhecimento, capacitação e uma cultura de filantropia estratégica, para que as decisões de doação sejam cada vez mais orientadas para a criação de valor e impacto social duradouro.</p>
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<p><strong>Que tipos de organizações ou projetos deverão beneficiar mais deste reforço dos incentivos ao mecenato?</strong></p>
<p>O reforço dos incentivos deverá beneficiar as várias entidades elegíveis ao abrigo do regime do mecenato, incluindo organizações sociais, culturais, científicas, ambientais, de saúde e outras entidades de interesse público, pelo que o aumento dos limites de dedução e a revisão de alguns aspetos do regime poderão tornar mais atrativo o apoio privado a um conjunto alargado de projetos.</p>
<p>No entanto, há áreas que parecem sair especialmente reforçadas. Desde logo, o mecenato cultural, que continua a merecer uma atenção particular, através da revisão das majorações fiscais, da clarificação e alargamento das categorias de entidades e iniciativas elegíveis e da criação de um sistema de reconhecimento destas entidades. Também o mecenato científico beneficia de um reforço relevante, alinhando este regime com o já aplicável ao mecenato cultural. Esta alteração constitui um sinal claro da intenção de reforçar o incentivo ao financiamento privado da ciência e da investigação.</p>
<p>As organizações sociais também deverão beneficiar do reforço dos incentivos, uma vez que o aumento dos limites de dedução e a revisão de alguns aspetos do regime do mecenato têm um alcance transversal e podem tornar mais atrativo o apoio privado a entidades de solidariedade social e outras organizações de interesse público. No entanto, ao contrário do que sucede com os setores da cultura e da ciência, a proposta não prevê alterações estruturais específicas para o mecenato social, como novas áreas elegíveis ou a revisão das majorações aplicáveis. Por isso, o impacto deverá resultar sobretudo do facto de as empresas passarem a dispor de um enquadramento fiscal mais favorável para realizar donativos.</p>
<p>Em suma, embora a revisão tenha um alcance transversal, tudo indica que os setores da cultura e da ciência serão dos principais beneficiários das alterações previstas. Ainda assim, o impacto efetivo desta revisão dependerá da forma como o Governo concretizar a autorização legislativa e da capacidade das organizações para mobilizar estes incentivos junto de empresas e outros financiadores.</p>
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<p><strong>Como se posiciona Portugal face aos restantes países europeus em matéria de filantropia e mecenato empresarial?</strong></p>
<p>Portugal tem registado uma evolução positiva nos últimos anos, mas continua a apresentar um nível de maturidade filantrópica empresarial inferior ao de outros países europeus, onde esta está mais consolidada e integrada na estratégia das organizações.</p>
<p>No estudo que publicámos recentemente sobre a filantropia em Portugal, fazemos um exercício de benchmarking internacional, comparando Portugal com o Reino Unido, França e Espanha, entre outros países europeus. Desta análise, sobressai a enorme disparidade do volume dos donativos empresariais em Portugal, em relação aos países de referência: se, em 2023, 72 mil empresas portuguesas (19% do tecido empresarial) doaram 264 milhões de euros, em Espanha, este número ascendeu os 1,2 mil milhões de euros no ano de 2018 (dados citados no estudo “Philanthropy in Europe”, publicado pela European Research Network on Philanthropy, em março de 2026. Já em França, o mecenato empresarial movimenta cerca de 3,6 mil milhões de euros por ano, com mais de 20% das empresas francesas a praticar alguma forma de mecenato.</p>
<p>Mas a principal diferença não reside apenas no volume de financiamento. Nestes países, a filantropia empresarial é encarada como uma componente da estratégia da empresa e não apenas como uma expressão de responsabilidade social ou um mecanismo de otimização fiscal. É comum encontrar parcerias plurianuais com organizações da sociedade civil, financiamento flexível, avaliação de impacto e colaboração estreita entre empresas, fundações e setor público.</p>
<p>Também ao nível dos instrumentos existem diferenças relevantes. Em França, por exemplo, o benefício fiscal assume a forma de uma redução direta do imposto devido, tornando o regime mais simples e previsível para as empresas. Além disso, existe o mécénat de compétences, que permite às empresas disponibilizar tempo e competências dos seus colaboradores para organizações de interesse público, beneficiando igualmente de incentivos fiscais. Trata-se de um instrumento amplamente utilizado e que ainda não tem um equivalente formal em Portugal.</p>
<p>O Reino Unido destaca-se pela maturidade do seu ecossistema filantrópico, combinando incentivos fiscais como o Gift Aid com instrumentos inovadores, como os “donor-advised funds”, mecanismos de “matching gifts” promovidos pelas empresas e modelos estruturados de voluntariado corporativo. Mais do que benefícios fiscais, existe uma cultura de doação profundamente enraizada e um conjunto de instituições que facilitam e incentivam a filantropia, inclusive a filantropia empresarial. Já em Espanha, a filantropia empresarial é mais dinâmica do que a portuguesa, mas carece da mesma necessidade de estruturação.</p>
<p>Portanto, em Portugal, as empresas ainda apostam nos donativos pontuais de forma dominante, sendo necessária uma transição deste tipo de doação para um investimento social estruturado, à semelhança do que é praticado no Reino Unido e França.</p>
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<p><strong>A Rede Capital Social tem defendido uma abordagem mais estratégica ao financiamento de impacto. Como distingue filantropia tradicional, filantropia estratégica e investimento de impacto?</strong></p>
<p>Defendemos uma filantropia estratégica que se afaste da caridade e do assistencialismo a que a filantropia tradicional tem sido votada, sobretudo em Portugal. A Rede Capital Social quer promover uma mudança sistémica que promova a transição de uma filantropia assente no financiamento de soluções sociais, por via de doações pontuais que não resolvem os problemas na sua raiz, mas apenas os atenuam, para uma filantropia estratégica (e colaborativa), que mais do que responder a necessidades pontuais, procura atuar de forma deliberada, estruturada e orientada para resultados, medindo o seu impacto. Esta filantropia parte do pressuposto de que os problemas sociais são complexos, e que por isso exigem respostas estratégicas, que considerem também o apoio não financeiro, a colaboração entre os vários atores do ecossistema, e o alinhamento do financiamento com a estratégia do doador, colocando o impacto no centro. Acreditamos que esta filantropia deve complementar o Estado: com mais flexibilidade, tolerância ao risco e capacidade de experimentação, a filantropia estratégica pode atuar como um laboratório, catalisador, financiador de inovação e acelerador da mudança sistémica.</p>
<p>Já o investimento de impacto consiste em financiar organizações, empresas ou fundos, esperando um retorno financeiro (parcial), além de social. Acredito que o investimento de impacto é infelizmente ainda um nicho em Portugal e que deve atuar sobretudo como instrumento complementar à filantropia, pelo que a Rede Capital Social está sobretudo focada em promover uma mudança sistémica na filantropia no quadro geral do investimento social do qual esta faz parte de forma a contribuir para a transformação social.</p>
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<p><strong>O que falta fazer para que o mecenato seja encarado como uma ferramenta de desenvolvimento económico e social, e não apenas como um benefício fiscal?</strong></p>
<p>Penso que o que está em causa é uma mudança de cultura e de paradigma. As empresas devem passar a entender o seu papel também como gerador de mudança social, e encarar o financiamento de projetos sociais como um investimento em causas de interesse público os quais irão contribuir para um maior bem-estar social e económico. Uma empresa não é uma realidade estanque e isolada da sociedade, são organizações inseridas na sociedade e nas comunidades e como tal para serem bem-sucedidas têm de se preocupar com o todo. Assim, o benefício fiscal deve ser entendido com uma vantagem adicional, e não como um fim em si mesmo.</p>
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<p>Acredito que a promoção desta filantropia mais estratégica, em que os donativos são realizados com critério, estando, idealmente, alinhados com o posicionamento e estratégia da empresa, tornará mais fácil esta visão do mecenato e da filantropia como ferramenta de desenvolvimento económico e social. Para este fim, será fundamental promover a transparência, a avaliação de impacto e o acompanhamento dos projetos, aproximando o doador das organizações.</p>
<p>A revisão do regime de mecenato e do Estatuto dos Benefícios Fiscais representa uma oportunidade para criar um enquadramento mais simples, previsível e orientado para o impacto. Um regime eficaz deve reduzir a complexidade administrativa, oferecer estabilidade e transmitir confiança a doadores, empreendedores e organizações sociais, incentivando compromissos de longo-prazo, em vez de apoios pontuais, que evidenciem o potencial de desenvolvimento económico e social do mecenato e da filantropia, paralelamente aos benefícios fiscais.</p>
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<p><strong>Que papel podem desempenhar os grandes grupos empresariais portugueses na construção de um ecossistema de impacto mais robusto?</strong></p>
<p>Os grandes grupos empresariais portugueses têm um papel determinante na construção de um ecossistema de impacto mais robusto. Pela sua dimensão, capacidade financeira e influência, podem contribuir não apenas através do financiamento de iniciativas de interesse público, mas também colocar ao serviço da sociedade o seu conhecimento, redes, capacidade de inovação e visão de longo-prazo. Assim, as grandes empresas podem aumentar o volume dos donativos, dar visibilidade e ajudar a escalar bons projetos sociais, e ceder recursos humanos para prestar apoio especializado a organizações sociais. Através da sua influência, devem liderar pelo exemplo, inspirando outras empresas a contribuir para o impacto social.</p>
<p>Por outro lado, sabemos que o tecido empresarial português é maioritariamente (99%) composto por PMEs, e que 81% das empresas que fazem donativos em Portugal são microempresas. Neste sentido, será necessário adaptar os mecanismos para que estas empresas possam também assumir um papel mais relevante no ecossistema de impacto português, democratizando a filantropia empresarial. Um bom exemplo seria a formalização legal do mecenato de competências.</p>
<p>Em todo o caso, penso que uma atuação filantrópica estratégica por parte dos grandes grupos empresariais terá sempre um impacto positivo para todo o tecido empresarial, porque cria o awareness (consciencialização e sensibilização) e a mudança de cultura necessárias, estabelecendo uma visão mais ambiciosa para o papel das empresas na criação de valor para a sociedade. No fundo, acredito que as grandes empresas portuguesas devem afirmar-se como atores de transformação social e, assim, ajudar a transformar a mentalidade empresarial portuguesa.</p>
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<p><strong>Se pudesse introduzir uma medida adicional nesta revisão legislativa para potenciar o impacto do mecenato em Portugal, qual seria e porquê?</strong></p>
<p>No nosso estudo, defendemos entre outros a formalização legal dos DAFs (“donor-advised funds”).</p>
<p>Os DAFs são veículos filantrópicos em que um doador contribui para um fundo, obtendo benefício fiscal imediato, e recomenda posteriormente a distribuição dos donativos a causas da sua escolha. Ainda inexistentes em Portugal como instrumento formal, a formalização dos DAFs permitiria aos doadores estruturar a sua filantropia de forma flexível e com este benefício fiscal imediato, como já é feito no Reino Unido e nos EUA, em que este mecanismo é a infraestrutura filantrópica de maior crescimento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791363]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>BES/GES: Ricardo Salgado e restantes arguidos absolvidos de alegada corrupção no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:16:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[BES]]></category>
		<category><![CDATA[ges]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Salgado]]></category>
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					<description><![CDATA[(CORREÇÃO) Lisboa, 20 jul 2026 (Lusa) - O Tribunal Central Criminal de Lisboa absolveu hoje todos os arguidos, incluindo o ex-banqueiro Ricardo Salgado, num processo relacionado com a alegada corrupção de um antigo vice-presidente do Banco do Brasil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>(CORREÇÃO) Lisboa, 20 jul 2026 (Lusa) &#8211; O Tribunal Central Criminal de Lisboa absolveu hoje todos os arguidos, incluindo o ex-banqueiro Ricardo Salgado, num processo relacionado com a alegada corrupção de um antigo vice-presidente do Banco do Brasil.</P><br />
<P>O antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES) estava acusado de ter pago, com recurso a entidades em paraísos fiscais, 1,8 milhões de dólares (cerca de 1,6 milhões de euros ao câmbio atual) a Allan Simões Toledo para que o Banco do Brasil financiasse em 200 milhões de dólares (quase 175 milhões de euros ao câmbio atual) ao banco português, falido em 2014.</P><br />
<P>Os atos sob suspeita foram praticados entre 2011 e 2014 e o antigo vice-presidente do Banco do Brasil não era arguido neste processo, cujo julgamento começou em 20 de maio de 2025.</P><br />
<P>(NOVA VERSÃO PARA CORRIGIR, NO SEGUNDO PARÁGRAFO, O CÂMBIO DE DÓLARES PARA EUROS, ONDE SE LÊ 15,7 MILHÕES DE EUROS DEVE LER-SE 1,6 MILHÕES DE EUROS) </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791346]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Exames nacionais: Ministro pede desculpa por falhas que persistem nas classificações e anuncia nova &#8220;fase especial&#8221; para setembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:15:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, garantiu esta segunda-feira que nenhum aluno será prejudicado pelas falhas registadas no processo de classificação digital dos exames nacionais, quer ao nível das classificações, quer no acesso ao ensino superior.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, garantiu esta segunda-feira que nenhum aluno será prejudicado pelas falhas registadas no processo de classificação digital dos exames nacionais, quer ao nível das classificações, quer no acesso ao ensino superior. Numa conferência de imprensa realizada após vários dias marcados por atrasos, erros e classificações suspensas, o governante reiterou o compromisso do Ministério com a &#8220;proteção dos direitos de todos os alunos&#8221;, assegurando que a prioridade continua a ser garantir &#8220;total equidade e transparência em todo o processo&#8221;.</p>
<p>Fernando Alexandre voltou a pedir desculpa pelos constrangimentos registados nas últimas semanas e agradeceu o trabalho desenvolvido por diretores, professores e restantes profissionais envolvidos na organização e classificação dos exames. &#8220;Peço desculpa, mais uma vez&#8221;, afirmou, reconhecendo que o período foi particularmente exigente para toda a comunidade educativa, mas salientando o esforço desenvolvido para normalizar a situação e assegurar a divulgação das classificações.</p>
<p><strong>Erro de exportação originou pautas incorretas</strong><br />
O ministro explicou que uma parte significativa dos problemas ficou a dever-se a um erro de exportação informática, que levou à publicação de pautas com classificações incorretas ou em estado de suspensão.</p>
<p>Segundo Fernando Alexandre, essas situações foram rapidamente identificadas e corrigidas, tendo sido solicitado às escolas que procedessem à atualização das pautas. Os casos que não resultavam diretamente desse erro informático foram igualmente resolvidos durante o fim de semana.</p>
<p>&#8220;Não é expectável que hoje persistam pautas e notas em suspenso&#8221;, afirmou, sublinhando que todo o processo de regularização decorreu em articulação com os estabelecimentos de ensino.</p>
<p><strong>Governo mantém confiança na classificação digital</strong><br />
Apesar dos problemas registados, o ministro defendeu que a correção eletrónica dos exames representa um avanço estrutural no sistema de avaliação externa.</p>
<p>Na sua perspetiva, este novo modelo permite aumentar a qualidade, o rigor e a transparência das classificações, ao mesmo tempo que facilita a identificação e correção de eventuais falhas.</p>
<p>Fernando Alexandre recordou que uma das novidades deste ano foi permitir aos alunos consultar não apenas a classificação obtida, mas também a versão digitalizada da respetiva prova, considerando que esta medida constitui uma condição essencial para garantir maior transparência no processo.</p>
<p><strong>Mais de 190 mil provas já distribuídas</strong><br />
Segundo os dados apresentados pelo Ministério, às 11h30 desta segunda-feira encontravam-se já distribuídas cerca de 190 mil provas digitalizadas da primeira fase dos exames nacionais.</p>
<p>Durante esse processo de consulta foram, contudo, identificadas algumas desconformidades em PDFs disponibilizados aos alunos, embora o ministro tenha sublinhado que se trata de um número &#8220;muito restrito&#8221; de situações.</p>
<p>Para resolver esses casos, será criado um procedimento específico na plataforma eletrónica, permitindo aos estudantes comunicar qualquer desconformidade, analisar corretamente a sua classificação e decidir, com toda a informação disponível, se pretendem apresentar um pedido de reapreciação.</p>
<p><strong>Erro em Físico-Química afetou mais de 12 mil alunos</strong><br />
Fernando Alexandre confirmou igualmente que o acesso às provas digitalizadas permitiu detetar um erro na classificação do exame nacional de Físico-Química, relacionado com a matriz de correção utilizada.</p>
<p>O problema foi entretanto corrigido e todas as classificações foram revistas de acordo com a matriz considerada correta.</p>
<p>Segundo o ministro, mais de 12 mil alunos foram abrangidos por esta situação.</p>
<p>Na leitura do Governo, este episódio demonstra precisamente uma das vantagens do novo sistema digital.</p>
<p>&#8220;Uma vez identificado o erro, foi possível corrigi-lo de forma sistemática, célere e com total transparência&#8221;, salientou Fernando Alexandre.</p>
<p><strong>Candidaturas ao ensino superior mantêm calendário</strong><br />
O ministro fez questão de assegurar que os problemas registados não terão impacto no concurso nacional de acesso ao ensino superior.</p>
<p>Fernando Alexandre recordou que o sistema já permite aos candidatos alterar ou atualizar a candidatura até ao final do prazo da primeira fase e, quando estejam em causa alterações decorrentes de pedidos de reapreciação, essas modificações podem mesmo ser efetuadas posteriormente, nos termos previstos na legislação.</p>
<p>Por esse motivo, garantiu que não existe necessidade de alterar o calendário da primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que arrancou precisamente esta segunda-feira.</p>
<p><strong>Segunda fase dos exames mantém-se</strong><br />
Também a segunda fase dos exames nacionais decorrerá conforme previsto.</p>
<p>O ministro confirmou que os primeiros exames realizam-se esta terça-feira, mantendo-se igualmente o modelo de classificação eletrónica.</p>
<p>Ainda assim, reconheceu que serão introduzidos vários melhoramentos estruturais já nesta segunda fase, procurando evitar a repetição dos problemas verificados durante a primeira ronda de exames.</p>
<p><strong>Época especial para alunos sem informação completa</strong><br />
Fernando Alexandre anunciou igualmente uma solução destinada aos alunos que, devido aos constrangimentos registados, não disponham atempadamente de toda a informação necessária para concorrer à segunda fase do acesso ao ensino superior.</p>
<p>Esses estudantes poderão recorrer a uma época especial em setembro, articulada com uma alteração da segunda fase do concurso de acesso ao ensino superior, garantindo que ninguém fica impedido de apresentar candidatura por motivos alheios à sua responsabilidade.</p>
<p><strong>Auditoria externa vai avaliar todo o processo</strong><br />
Entre as medidas anunciadas está ainda a realização de uma auditoria externa independente ao processo de classificação digital dos exames nacionais.</p>
<p>O objetivo passa por analisar todas as falhas verificadas, identificar as respetivas causas e introduzir melhorias que permitam garantir que, já no próximo ano letivo, todo o processo decorra &#8220;com normalidade e tranquilidade&#8221;, afirmou o ministro.</p>
<p><strong>Conferência surge após vários dias de polémica</strong><br />
A conferência de imprensa foi anunciada na noite de domingo, numa altura em que persistiam dúvidas sobre a divulgação das classificações das provas finais do 9.º ano.</p>
<p>As notas deveriam ter sido publicadas na sexta-feira, mas o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) adiou a divulgação, justificando a decisão com a necessidade de dar prioridade ao tratamento dos exames nacionais do ensino secundário, devido ao calendário do concurso de acesso ao ensino superior.</p>
<p>Durante o fim de semana continuaram a surgir problemas relacionados com classificações suspensas, atrasos na chegada dos ficheiros às escolas e dificuldades decorrentes da generalização da correção digital dos exames, implementada este ano após uma experiência-piloto realizada no ano letivo anterior.</p>
<p>Na intervenção desta segunda-feira, Fernando Alexandre procurou encerrar esse ciclo de incerteza, reafirmando que o Governo continuará a acompanhar o processo até à sua conclusão e garantindo que a prioridade permanece inalterada: assegurar que todos os alunos são tratados com equidade, transparência e justiça, sem qualquer prejuízo para o seu percurso académico ou para o acesso ao ensino superior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_791353]]></sapo:autor>
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		<title>Exames: Erro na avaliação de um item no exame de Física e Química A obriga a reclassificação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:15:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Física e Química A]]></category>
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					<description><![CDATA[Os exames nacionais de Física e Química A serão reclassificados devido a um erro na avaliação de um item e serão enviadas esta manhã novas pautas, anunciou hoje o Júri Nacional de Exames (JNE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os exames nacionais de Física e Química A serão reclassificados devido a um erro na avaliação de um item e serão enviadas esta manhã novas pautas, anunciou hoje o Júri Nacional de Exames (JNE).</P><br />
<P>Numa informação enviada hoje às escolas e a que a Lusa teve acesso, o JNE explicou que foi identificado &#8220;um problema de parametrização relativo à leitura automática do item 7.1 da versão 2 da prova de exame nacional de Física e Química A (715)&#8221;. </P><br />
<P>Com este erro na classificação das provas, &#8220;na manhã deste dia 20 de julho, as estruturas regionais do JNE/EduQA procederão ao envio às escolas de novas pautas&#8221; relativas ao exame de Física e Química A, lê-se na nota enviada às escolas. </P><br />
<P>As falhas no processo de digitalização das provas levaram o ministério a adiar a divulgação dos resultados, que foi reagendada para a passada sexta-feira, mas as escolas começaram a receber as notas apenas ao início da noite.</P><br />
<P>Ainda na noite de sexta-feira, as notas foram afixadas, mas mais de 1.400 exames surgiram na pauta com a informação de &#8220;suspenso&#8221; por falhas no processo e muitas outras notas tiveram de ser posteriormente corrigidas, segundo o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA).</P><br />
<P>Apenas no domingo foram enviados às escolas os ficheiros sobre os 1.400 exames com a sua nota suspensa.</P><br />
<P>Por outro lado, termina hoje o prazo para os alunos se inscreverem na 2.ª fase dos exames nacionais que deverão começar na terça-feira.</P></p>
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