A cidade britânica de Londres prepara-se para iniciar um bloqueio total de todo os seus serviços, tal como tem sido feito em outros países da União Europeia (UE), caso os especialistas decidam ser esta a única solução para reduzir as mortes por Covid-19 no país, que atingem já as 103, de acordo com ‘Downing Street’.
O primeiro-ministro, Boris Johnson, já referiu não descartar restrições legais para tentar que a população cumpra com as recomendações das autoridades de saúde, permanecendo em casa, longe de qualquer evento público.
As medidas, que incluem o encerramento da maioria das lojas, obrigando os trabalhadores, excepto os essenciais, a permanecer em casa, são agora uma realidade, após um aumento exponencial de casos na capital do Reino Unido, que conta actualmente com mais de 2640 pessoas infectadas.
Nicola Sturgeon, primeira ministra da Escócia, já revelou que Boris Johnson está prestes a anunciar «medidas mais rigorosas» para a cidade londrina.
Quando questionado se poderia vir a existir um bloqueio obrigatório nas áreas de maior afluência da cidade, nos próximos dias, Johnson disse que acreditava na liberdade e considerava que as pessoas deveriam tomar as suas próprias decisões.
Contudo, numa entrevista em ‘Downing Street’, o primeiro-ministro britânico revelou: «Quanto mais rigorosos e impiedosos formos, mais facilmente será possível pôr em prática as recomendações de evitar reuniões desnecessárias, ficar em casa quando temos sintomas (…), quanto melhor formos capazes de proteger o nosso NHS (serviço nacional de saúde), menos mortes teremos e menos sofrimento haverá na população do Reino Unido».
O porta-voz oficial de Johnson referiu que as medidas actuais, de apenas recomendar a população a evitar bares, restaurantes, transportes públicos e contactos sociais «desnecessários» – eram apenas o «necessário neste momento», afirmando que o governo estava preparado para «fazer tudo o que for necessário para manter a população em segurança, com base em conselhos científicos e médicos».













