Atualmente, todas as regiões portuguesas à exceção de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) registam um índice de transmissibilidade (o chamado Rt), acima de 1, de acordo com o último relatório do Instituto Nacional Ricardo Jorge (INSA), hoje publicado.
O organismo, que todas as semanas analisa a evolução da curva epidémica e dos parâmetros de transmissibilidade da Covid-19 em Portugal, adianta que o facto de só esta região ter um Rt abaixo de 1, sugere um aumento da incidência a nível regional.
«Todas as regiões do país apresentam a média do índice de transmissibilidade (5 dias) acima de 1, exceto a região de Lisboa e Vale do Tejo, sugerindo um aumento da incidência de SARS-CoV-2», pode ler-se no documento que descreve os valores concretos deste indicador para cada região.
Assim, segundo o INSA, estima-se que o valor médio do Rt entre os dias 7 e 11 de abril se fixe em 1,05, podendo o seu verdadeiro valor estar entre 1,04 e 1,06 com uma confiança de 95%. Foram ainda estimados os seguintes valores de R(t): 1,11 no Norte, 1,05 no Centro, 0,96 em LVT, 1,13 no Alentejo, 1,07 no Algarve, 1,41 na região autónoma dos Açores e 1,22 na região autónoma da Madeira.
Face à semana passada, a transmissibilidade de LVT desceu (antes era de 1,02), mas por outro lado, subiu nas restantes regiões, com o Centro e o Alentejo a registarem agora um R(t) acima de 1, o que anteriormente não se verificava.
O organismo adianta ainda que «Portugal apresenta a taxa de notificação acumulada de 14 dias entre 60 e 119,9 100.000 habitantes e R(t) aproximadamente 1, ou seja, taxa de notificação elevada e com tendência crescente».
Contudo, ressalva que entre os dias 8 e 11 de abril, «observou-se uma redução acentuada do R(t), tendo passado de 1,08 para 1,01 (IC95% 0,97 a 1,04), sugerindo um desacelerar da tendência de crescimento da incidência de SARS-CoV-2».














