Leões e pumas num jardim zoológico na capital sul-africana de Pretória contraíram Covid-19 grave, através de tratadores que estavam assintomáticos, de acordo com estudos citados pela ‘Bloomberg’.
Um estudo de 2020, que analisou fezes de dois pumas que tiveram diarreia, corrimento nasal e anorexia mostrou que os animais tinham Covid-19 e recuperaram-se completamente após 23 dias, disse a Universidade de Pretória em comunicado esta terça-feira.
Um ano depois, no meio da terceira vaga impulsionada pela variante delta da África do Sul, três leões, um dos quais com pneumonia, testaram positivo para o coronavírus.
Os estudos acrescentam evidências de que, embora a teoria dominante seja de que o coronavírus se espalhou de animais para humanos, o inverso também pode acontecer.
Os dados sugerem que a doença estava a circular entre os funcionários no momento da infeção dos leões e a doença provavelmente foi transferida deles para os felinos. Isto significa que a Covid-19 pode sofrer uma mutação nos animais e reinfectar os humanos, disseram os investigadores.
Medidas como uso de máscaras e controlo de infeções ao lidar com animais em cativeiro, bem como a imposição de barreiras para que os visitantes dos zoos não possam aproximar-se muito dos animais, são aconselháveis, defendeu a equipa responsável pela investigação.
“Isto é para proteger espécies ameaçadas de adoecer e morrer”, disseram Marietjie Venter e Katja Koeppel, duas professoras da universidade, em comunicado. “Essas medidas também são importantes pelo risco de surgimento de novas variantes, caso o vírus se estabeleça em outros reservatórios animais; essas variantes podem ser transmitidas novamente aos humanos”, acrescentaram.
Desde o início da pandemia, martas infetadas com coronavírus na Dinamarca foram abatidas e esta terça-feira, Hong Kong anunciou que dois mil animais de porte pequeno, incluindo hamsters, seriam abatidos depois de alguns terem testado positivo para a doença.







