Covid-19: Johnson & Johnson adia entregas da vacina na Europa. Portugal receberia mais de 30 mil esta semana

A farmacêutica Johnson & Johnson, da Janssen, vai adiar a entrega de vacinas na Europa, de acordo com um comunicado publicado no site da empresa. A decisão prende-se com a mais recente ligação entre a vacina e casos de coágulos sanguíneos.

«Estamos a analisar estes casos com as autoridades de saúde europeias. Proactivamente, tomámos a decisão de atrasar a distribuição da nossa vacina na Europa», pode ler-se na nota em questão divulgada há instantes.

O comunicado adianta ainda que «temos trabalhado em estreita colaboração com médicos especialistas e autoridades de saúde e apoiamos fortemente a comunicação aberta desta informação aos profissionais de saúde e ao público».

A posição anunciada surge no seguimento de o regulador de medicamentos dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration, ter recomendado esta terça-feira a suspensão da inoculação com a vacina da Johnson & Johnson, depois de terem sido registados seis casos de problemas com coágulos sanguíneos.

Segundo o New York Times, os seis cidadãos afetados por este efeito secundário desenvolveram coágulos sanguíneos duas semanas após a vacinação. São mulheres entre os 18 e os 48 anos e uma delas morreu. Outra encontra-se neste momento hospitalizada em estado crítico.

Quase sete milhões de pessoas já receberam a vacina da Johnson & Johnson nos Estados Unidos da América até ao momento, estando previsto o envio de cerca de mais nove milhões para os vários estados do país.

Recorde-se que Portugal supostamente iria receber amanhã as primeiras vacinas da Janssen (Johnson & Johnson) contra a Covid-19. Trata-se de uma vacina de toma única que demonstrou uma eficácia de 66,9% 14 dias após a injeção, no ensaio global. A percentagem sobe para 85% quando se trata de evitar que a doença progrida de maneira grave ou crítica. E até 100% de proteção contra a morte.

O primeiro lote previsto era de 30 mil doses, o que significa que o país ficaria com 1,9 milhões de doses disponíveis para administrar durante o mês de abril. Segundo o coordenador da task-force de vacinação, ainda durante o mês de abril Portugal receberia 1,8 milhões de doses de vacinas. E nos meses de maio e junho os restantes 7,2 milhões que totalizariam os nove milhões aguardados no segundo trimestre.

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