Em Itália, quem recusar ser inoculado contra a covid-19 com a vacina da AstraZeneca pode aguardar por uma alternativa mais tarde, adiantou esta sexta-feira o chefe do painel de saúde que aconselha o governo.
Itália retomou hoje a administração da vacina, após uma pausa de três dias devido a preocupações sobre possíveis efeitos secundários relacionados com coágulos sanguíneos. O país seguiu a garantia dada pela Agência Europeia de Medicamentos ontem, que insistiu que a vacina é “segura e eficaz”.
“Se alguém for chamado para receber a vacina da AstraZeneca e a recusar, será reconsiderado para receber outro tipo de vacina mais tarde”, disse o chefe do Conselho Superior de Saúde de Itália, Franco Locatelli, numa conferência de imprensa hoje, citado pela Reuters.
Em Portugal, pelo contrário, quem recusar ser vacinado com a AstraZeneca vai para o fim da fila e não pode escolher outra vacina. “O princípio no processo de vacinação é a não escolha da vacina, porque as vacinas aprovadas são igualmente boas e seguras”, adiantou o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, coordenador da task-force para o plano nacional de vacinação.
Itália, um dos países da União Europeia que suspendeu temporariamente o uso da AstraZeneca, está preocupada que a confiança da população na vacina possa ter sido abalada, apesar do julgamento do regulador europeu ontem.
Giovanni Rezza, outro membro do conselho de saúde italiano, disse que nenhuma vacina será desperdiçada, mesmo perante qualquer hesitação em relação à AstraZeneca. “Se algumas pessoas não a quiserem, haverá, de qualquer forma, longas listas de espera de cidadãos que querem ser vacinados”, disse.
A Itália retomou a utilização da AstraZeneca em todos os grupos etários após o relatório da Agência Europeia de Medicamentos, juntamente com outros países.














