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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 08 Jun 2026 12:17:11 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
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	<item>
		<title>De alvo do trumpismo a fenómeno digital: O surpreendente regresso de Hunter Biden</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 12:14:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Hunter Biden]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante anos, Hunter Biden foi uma das figuras mais polémicas da política norte-americana. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante anos, Hunter Biden foi uma das figuras mais polémicas da política norte-americana. Filho do antigo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, viu a sua vida pessoal transformar-se num tema recorrente do debate político nacional, alimentando críticas, investigações, processos judiciais e ataques constantes por parte dos aliados de Donald Trump.</p>
<p>Associado a problemas de dependência, controvérsias relacionadas com negócios internacionais, investigações federais e ao famoso computador portátil que se tornou símbolo de inúmeras acusações políticas, Hunter Biden foi frequentemente apresentado pelos adversários da família Biden como a personificação dos privilégios, da decadência e do alegado duplo critério que, segundo os críticos, caracterizava a elite política norte-americana.</p>
<p>Agora, depois de anos de relativo silêncio, Hunter Biden reapareceu na rede social X com uma estratégia inesperada: em vez de tentar apagar ou minimizar o seu passado, decidiu utilizá-lo como instrumento de defesa e contra-ataque.</p>
<p><strong>Um regresso sem pedidos de desculpa</strong><br />
A reaparição de Hunter Biden nas redes sociais não foi marcada por um pedido de desculpas nem por uma tentativa de reconstrução da sua imagem pública através de uma narrativa de redenção convencional.</p>
<p>Pelo contrário, o filho do antigo presidente norte-americano optou por assumir publicamente os episódios mais controversos da sua vida, recorrendo frequentemente ao humor, ao sarcasmo e à provocação para responder aos críticos.</p>
<p>Após anos a ser um dos principais alvos do movimento político associado a Donald Trump, Hunter Biden decidiu entrar diretamente no debate público, respondendo a acusações e comentários que durante muito tempo circularam sem resposta da sua parte.</p>
<p>O regresso começou oficialmente a 19 de maio, quando publicou uma mensagem simples, mas carregada de significado: “Sou o Hunter Biden. Na verdade, nunca me ouviram.”</p>
<p>A frase foi interpretada por muitos observadores como um sinal de que pretendia assumir finalmente o controlo da narrativa sobre a sua própria vida.</p>
<p><strong>Sete anos de sobriedade</strong><br />
Um dos momentos mais relevantes desta nova fase ocorreu quando Hunter Biden assinalou sete anos sem consumir drogas.</p>
<p>Num breve vídeo publicado a partir de casa, agradeceu as mensagens recebidas e afirmou que a recuperação representa o maior feito da sua vida.</p>
<p>“Estou mais orgulhoso disto do que de qualquer outra coisa que tenha feito na minha vida”, declarou.</p>
<p>O que começou como uma mensagem sobre recuperação rapidamente se transformou num intenso confronto político nas redes sociais, com centenas de utilizadores ligados ao universo MAGA a responderem às suas publicações.</p>
<p>A partir desse momento, a atividade de Hunter Biden aumentou significativamente. Em poucos dias, publicou dezenas de mensagens e respostas, dirigidas tanto a críticos como a apoiantes, participando em debates políticos, respondendo a acusações antigas e demonstrando apoio a outras pessoas em processo de recuperação de dependências.</p>
<p><strong>O passado transformado em argumento</strong><br />
Grande parte da atenção gerada pelo seu regresso resulta precisamente da forma como utiliza os episódios mais controversos da sua biografia.</p>
<p>Um dos exemplos mais citados surgiu quando um utilizador o acusou de ser o proprietário da pequena quantidade de cocaína encontrada na Casa Branca em julho de 2023.</p>
<p>Hunter respondeu com sarcasmo: “Definitivamente não era minha. Eu nunca me esqueceria das minhas drogas.”</p>
<p>A resposta tornou-se viral porque não procurava negar a sua história de dependência química. Pelo contrário, utilizava-a como elemento central da resposta.</p>
<p>A investigação oficial sobre o episódio da cocaína terminou sem identificar qualquer suspeito. Na altura, Joe Biden e a família encontravam-se em Camp David. Ainda assim, durante anos, muitos críticos continuaram a associar simbolicamente o caso a Hunter Biden.</p>
<p>A nova estratégia do filho do antigo presidente assenta precisamente nesse princípio: retirar aos adversários o impacto das acusações, assumindo ele próprio os aspetos mais polémicos do seu passado.</p>
<p><strong>Condenações, processos e o polémico perdão presidencial</strong><br />
A justiça norte-americana acabou por atingir Hunter Biden durante a presidência do seu pai.</p>
<p>Em junho de 2024, foi considerado culpado de três crimes federais relacionados com a compra de uma arma em 2018, depois de ter mentido sobre o seu consumo de drogas num formulário oficial.</p>
<p>Poucos meses mais tarde, declarou-se culpado em nove acusações relacionadas com questões fiscais.</p>
<p>Durante muito tempo, Joe Biden garantiu publicamente que não utilizaria os seus poderes presidenciais para perdoar o filho. No entanto, antes de abandonar a Casa Branca, acabou por conceder um amplo perdão presidencial.</p>
<p>A medida gerou forte controvérsia política, uma vez que não abrangeu apenas os processos relacionados com armas e impostos, mas também quaisquer potenciais infrações federais que Hunter Biden pudesse ter cometido entre 1 de janeiro de 2014 e 1 de dezembro de 2024.</p>
<p>Para os apoiantes da família Biden, Hunter foi alvo de uma perseguição política sem precedentes. Já os críticos consideraram que o perdão presidencial confirmou precisamente as acusações de favoritismo que durante anos tinham dirigido à família.</p>
<p><strong>Jill Biden surge como figura central</strong><br />
O regresso de Hunter Biden coincidiu também com a publicação das memórias de Jill Biden, antiga primeira-dama dos Estados Unidos.</p>
<p>No livro, Jill aborda a dependência química de Hunter e descreve o impacto que a situação teve sobre toda a família.</p>
<p>Hunter, que habitualmente trata Jill Biden como mãe, saiu em sua defesa nas redes sociais quando a antiga primeira-dama foi criticada por comentadores e jornalistas.</p>
<p>Jill Biden reconhece nas suas memórias que ela e Joe Biden poderão não ter compreendido totalmente a gravidade dos problemas de dependência do filho após a morte de Beau Biden, o irmão mais velho de Hunter, falecido em 2015 devido a um cancro.</p>
<p>Segundo a própria família, a morte de Beau representou um momento decisivo no agravamento dos problemas pessoais de Hunter, que mais tarde descreveria esse período como anos perdidos da sua vida.</p>
<p>A antiga primeira-dama também defendeu publicamente o perdão concedido por Joe Biden, argumentando que a família acreditava que Hunter poderia tornar-se alvo prioritário da nova administração liderada por Donald Trump.</p>
<p><strong>Donald Trump entra na discussão</strong><br />
O regresso de Hunter Biden acabou por chegar também ao centro da política nacional norte-americana.</p>
<p>Questionado sobre uma hipotética candidatura presidencial de Hunter Biden em 2028, Donald Trump aproveitou a oportunidade para criticar o Partido Democrata.</p>
<p>A especulação surgiu após uma conta satírica nas redes sociais sugerir uma eventual candidatura de Hunter Biden, algo que o próprio respondeu de forma irónica.</p>
<p>Apesar de não existir qualquer intenção real de concorrer à Casa Branca, Trump utilizou o episódio para ridicularizar os democratas e questionar a credibilidade política do filho do antigo presidente.</p>
<p>A reação acabou, contudo, por reforçar a visibilidade de Hunter Biden, que voltou a ocupar espaço no debate político nacional sem ocupar qualquer cargo, liderar qualquer movimento político ou anunciar qualquer candidatura.</p>
<p><strong>Uma figura que continua a dividir opiniões</strong><br />
A reaparição pública de Hunter Biden demonstra como continua a ser uma das personalidades mais polarizadoras da política norte-americana.</p>
<p>Para os seus críticos, permanece associado aos escândalos, aos privilégios familiares e às controvérsias que marcaram os anos da presidência de Joe Biden.</p>
<p>Para os seus apoiantes, representa um caso raro de recuperação pessoal após anos de dependência, problemas judiciais e exposição pública intensa.</p>
<p>O próprio parece não estar interessado em alterar radicalmente nenhuma dessas perceções. Em vez de procurar reconstruir a imagem através da discrição, escolheu enfrentar diretamente os seus detratores, utilizando precisamente os episódios que durante anos foram usados contra si.</p>
<p>Depois de uma década marcada por vícios, investigações, julgamentos e polémicas, Hunter Biden regressou ao espaço público sem tentar apagar o passado. Pelo contrário: transformou-o no centro da sua nova identidade política e mediática.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773375]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Chapéus de sol no areal voltam a gerar dúvidas: Polícia Marítima já fiscaliza no Algarve</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/chapeus-de-sol-no-areal-voltam-a-gerar-duvidas-policia-maritima-ja-fiscaliza-no-algarve/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:57:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Algarve]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Marítima]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Atuação das autoridades está a gerar dúvidas neste arranque da época balnear e volta a colocar no centro da discussão a forma como deve ser usado o areal nas zonas concessionadas e nos espaços livres das praias]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Marítima já está no terreno a fiscalizar banhistas que colocam chapéus de sol em frente às concessões em praias do município de Vila Real de Santo António, avança o &#8216;Correio da Manhã&#8217;. A atuação das autoridades está a gerar dúvidas neste arranque da época balnear e volta a colocar no centro da discussão a forma como deve ser usado o areal nas zonas concessionadas e nos espaços livres das praias.</p>
<p>Na Praia do Cabeço, em Castro Marim, está a ser seguido o modelo dos últimos anos. Um concessionário explicou ao &#8216;CM&#8217; que a Polícia Marítima tem procurado sensibilizar os banhistas para não ocuparem com equipamentos balneares a faixa de areia situada em frente aos apoios de praia, embora admita que há pessoas que mostram resistência.</p>
<p>O empresário defende que essa zona deve permanecer livre de chapéus de sol, tendas ou para-ventos. Na sua leitura, trata-se de uma área pública onde as pessoas podem circular e estar, mas não instalar equipamentos balneares.</p>
<p><strong>APA diz que praias são de acesso livre</strong></p>
<p>A fiscalização surge depois de a Agência Portuguesa do Ambiente ter esclarecido que os banhistas podem instalar chapéus de sol, para-ventos e outros equipamentos particulares fora das áreas concessionadas e das faixas de segurança.</p>
<p>A APA recordou que as praias são espaços de utilização pública e acesso livre, sublinhando que as zonas sem licença ou concessão podem ser usadas pelos banhistas. Ou seja, fora das áreas concessionadas e dos espaços reservados por razões de segurança, a utilização do areal não pode ser limitada de forma genérica.</p>
<p>Também a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, reforçou esta posição durante uma visita à Praia da Fuzeta-Mar, em Olhão. A governante lembrou que cabe às câmaras municipais fazer as concessões e divulgar o plano de praia.</p>
<p><strong>Concessões têm limites legais</strong></p>
<p>Maria da Graça Carvalho recordou ainda que as concessões estão sujeitas a limites. Não podem ocupar mais de 30% da área útil da praia nem ultrapassar 50% da frente de praia.</p>
<p>As faixas de segurança variam consoante as características de cada praia e podem existir junto aos acessos, aos postos de nadadores-salvadores, às embarcações de salvamento ou junto à linha de água.</p>
<p>A ministra defendeu também que deve existir informação clara à entrada das praias, para que os banhistas saibam onde ficam as zonas concessionadas, as áreas de segurança e os espaços de utilização livre. Sobre eventual sinalética que encaminhe indevidamente os utentes para zonas específicas do areal, afirmou que essas situações devem ser corrigidas pelas autarquias.</p>
<p><strong>Vila Real de Santo António mantém modelo</strong></p>
<p>Apesar da posição da APA e do Governo, o município de Vila Real de Santo António continua a defender o modelo de organização seguido nos últimos anos nas praias do concelho.</p>
<p>A polémica fica assim entre duas leituras: por um lado, a necessidade de ordenar o areal junto às concessões e garantir zonas de circulação e segurança; por outro, o princípio de que as praias são espaços públicos de acesso livre e que os banhistas podem usar as áreas não concessionadas.</p>
<p>Com a época balnear a começar, a falta de sinalização clara e de informação uniforme pode aumentar os conflitos entre concessionários, autoridades e utentes. A questão central é simples: os banhistas podem montar chapéus de sol fora das concessões, mas não nas zonas licenciadas nem nas faixas de segurança definidas no plano de praia.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773373]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Nova SBE Executive Education: &#8220;Aprender sem mudanças é entretenimento. não é formação&#8221;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/nova-sbe-executive-education-aprender-sem-mudancas-e-entretenimento-nao-e-formacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:56:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cadernos Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Nova SBE]]></category>
		<category><![CDATA[Nova SBE Executive Education]]></category>
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					<description><![CDATA[A capacidade de transformar aprendizagem em decisões concretas está no centro das novas abordagens à liderança]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A capacidade de transformar aprendizagem em decisões concretas está no centro das novas abordagens à liderança.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A formação executiva atravessa uma fase de transformação, impulsionada pela necessidade de responder a desafios complexos e a decisões com impacto directo nas organizações. Mais do que transmitir conhecimento, as instituições são hoje chamadas a garantir que a aprendizagem se traduz em acção e resultados.</p>
<p style="text-align: justify;">A Nova SBE Executive Education tem reforçado a sua presença nos rankings internacionais com uma abordagem centrada na proximidade com as empresas e na construção de soluções ajustadas à realidade dos líderes. Em entrevista à Executive Digest, Pedro Brito, CEO &amp; Associate Dean, explica como a consistência, a personalização e a ligação ao contexto organizacional têm marcado esta evolução.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como interpreta o reforço da Nova SBE Executive Education nos rankings internacionais e o peso dos programas customizados nesse reconhecimento?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O que interpretamos deste reconhecimento não é uma posição, é um padrão: consistência na forma como trabalhamos com as organizações ao longo do tempo. E esse padrão não se constrói apenas em sala de aula.</p>
<p style="text-align: justify;">Constrói-se na relação desenvolvida ao longo dos anos. As empresas com quem trabalhamos não são clientes ocasionais. São parceiros com quem criamos tensão produtiva. E isso implica cedências de ambos os lados: nós abdicamos de modelos fechados e confortáveis, eles abdicam de soluções rápidas e superficiais. Nós trazemos rigor e provocação, as empresas trazem contexto e consequência real para uma customização de elevado impacto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como avaliam o impacto da formação nas decisões das organizações?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na minha opinião, aprender sem mudanças é entretenimento. Não é formação. Por isso, cada vez mais deixo de fazer a pergunta “gostaram?” para “o que mudou?”. E há dois sinais muito claros quando existe mudança. O primeiro é a clareza: quando um líder passa a compreender melhor o sistema em que opera, passa também a antecipar melhor as consequências das suas decisões. O segundo é a capacidade de execução: mais ferramentas, competências e estrutura na forma de pensar. Tudo isso se traduz em decisões mais eficazes, e são essas decisões que criam mais valor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como asseguram um posicionamento distintivo num mercado cada vez mais competitivo na formação executiva?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A diferenciação da Nova SBE Executive Education resulta da consistência com que escolhe onde coloca o foco. A escola trabalha desafios reais da liderança, ajudando os líderes a gerir tensões como proximidade e exigência ou resultados imediatos e sustentabilidade. Ao mesmo tempo, aborda dimensões que influenciam directamente a tomada de decisão, como emoções, energia, relações e comportamento, integrando também a IA como parte do contexto actual de liderança.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isto é sustentado por investigação de ponta e por uma abordagem centrada na forma como os líderes pensam, sentem e decidem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que papel pode a formação executiva ter no desenvolvimento e retenção de talento?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A formação executiva torna-se estruturante quando deixa de estar à margem da estratégia e passa a fazer parte dela, ligando a aprendizagem às decisões estratégicas da organização. À medida que as empresas evoluem, o desafio deixa de ser a falta de conhecimento e passa a ser a gestão de tensões e complexidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Na retenção, o objectivo não deve ser “prender” pessoas, mas torná-las mais capazes, relevantes e preparadas para o mercado. Quando sentem que estão a crescer e a ser desafiadas, tendem a escolher ficar. Nesse sentido, a formação torna-se um instrumento central de gestão de talento, ao ligar desenvolvimento individual, desempenho organizacional e estratégia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como articulam programas abertos, soluções customizadas e experiências para equipas de liderança?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O portefólio da Nova SBE Executive Education é construído em função das necessidades reais das organizações. Os programas abertos, presenciais ou online, fazem sentido quando o objectivo é desenvolver competências individuais e trazer novas perspectivas. Já os programas customizados respondem a desafios estratégicos específicos, com soluções desenhadas à medida e orientadas para a implementação. Em contextos mais exigentes, focados na maturidade da liderança, são criadas experiências imersivas para trabalhar pressão, complexidade e tomada de decisão. A escolha da abordagem resulta sempre de um diagnóstico e não de um catálogo fechado.</p>
<p style="text-align: justify;">O portefólio da Nova SBE Executive Education é construído em função das necessidades reais das organizações. Os programas abertos, presenciais ou online, fazem sentido quando o objectivo é desenvolver competências individuais e trazer novas perspectivas. Já os programas customizados respondem a desafios estratégicos específicos, com soluções desenhadas à medida e orientadas para a implementação. Em contextos mais exigentes, focados na maturidade da liderança, são criadas experiências imersivas para trabalhar pressão, complexidade e tomada de decisão. A escolha da abordagem resulta sempre de um diagnóstico e não de um catálogo fechado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que experiências ajudam hoje líderes de topo a decidir em contextos complexos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os líderes de topo precisam menos de conteúdo e mais de condições para pensar melhor. Por isso, as experiências de desenvolvimento combinam perspectivas de gestão com contributos de áreas como saúde, sono ou performance mental, trabalhando a liderança também do ponto de vista emocional e físico.</p>
<p style="text-align: justify;">A abordagem passa por criar distância do contexto operacional, expor os líderes a cenários sem respostas certas e ajudá-los a lidar com paradoxos e pressão. O objectivo é transformar reflexão em decisões concretas e mais conscientes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como contribui a aprendizagem experiencial para preparar líderes para decisões mais exigentes?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A aprendizagem experiencial permite testar a tomada de decisão em contextos próximos da realidade, marcados por pressão, ambiguidade e consequências concretas. Através de simulações e dramatizações, os líderes são colocados perante cenários com informação incompleta, pressão de tempo e trade-offs reais, desenvolvendo a capacidade de decidir fora da zona de conforto. Estas experiências decorrem muitas vezes em ambientes afastados do contexto habitual, favorecendo reflexão e novas formas de actuação, e valorizam também a aprendizagem entre pares, onde os próprios líderes assumem um papel de mentoria.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>De que forma a diversidade internacional, geracional e sectorial enriquece a experiência de aprendizagem e a qualidade das decisões?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A diversidade funciona como um mecanismo de melhoria da decisão, porque cria “fricção produtiva” e obriga os líderes a pensar melhor. A interacção entre diferentes gerações é um exemplo disso. Em alguns contextos, alunos de mestrado entrevistam e desafiam líderes de topo, não numa lógica académica, mas de confronto construtivo. Esse processo obriga os líderes a explicar decisões, questionar pressupostos e sair da sua zona de conforto, promovendo uma lógica de mentoria reversa, onde quem está a começar traz perguntas que quem já lidera deixou de fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">A dimensão internacional acrescenta perspectiva. O contacto com especialistas e líderes de diferentes geografias não muda apenas o conteúdo, mas também a forma de olhar para os problemas e tomar decisões, ampliando referências e reduzindo o risco de visões fechadas. A isto junta-se ainda o contributo de mentores seniores, que trazem experiência, contexto e uma leitura crítica muitas vezes essencial para discutir temas desconfortáveis, mas relevantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Num momento em que se discute o futuro das universidades e da aprendizagem ao longo da vida, como antecipa a evolução da formação executiva e o papel das instituições neste novo contexto?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A formação executiva não está em crise; está a evoluir. E a IA está a acelerar essa evolução em todas as dimensões da aprendizagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o conhecimento está acessível em segundos, deixa de ser o factor diferenciador. O que passa a contar é a capacidade de pensar melhor, de criar, de agir.</p>
<p style="text-align: justify;">Menos transmissão, mais transformação. Menos foco no “saber”, mais foco no “saber fazer” e no “saber decidir”. Isso não diminui o papel das universidades, reforça-o.</p>
<p style="text-align: justify;">Num mundo saturado de informação, a produção de conhecimento rigoroso, testado e relevante torna- se ainda mais crítica. A diferença está no que fazemos com esse conhecimento. Deixamos de ser apenas produtores para sermos também curadores: transformar investigação em experiências que ajudam a pensar, decidir e agir melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso acontece num equilíbrio novo: o melhor das relações humanas com o melhor da tecnologia.</p>
<p style="text-align: justify;">A tecnologia acelera, amplia, personaliza. Mas não substitui aquilo que continua a ser crítico: a relação, o confronto de ideias, a construção colectiva de sentido. É aqui que a comunidade ganha um papel central. A aprendizagem deixa de ser um momento isolado e passa a ser contínua, partilhada, construída em rede.</p>
<p style="text-align: justify;">No futuro, não serão as instituições com mais conteúdo que vão liderar. Serão aquelas que conseguem ligar conhecimento de ponta, experiência relevante e comunidade activa, criando ecossistemas onde as pessoas pensam melhor, criam mais, decidem com mais qualidade e evoluem de forma contínua.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>E</em><em>ste artigo faz parte do Caderno Especial “</em>MBA, Pós-graduações &amp; formação de executivos<em>”, publicado na edição de Maio (n.º 242</em><em>) da Executive Digest.</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765822]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Portugal em risco de ter cortes no consumo de eletricidade ao longo do ano, alerta relatório da DGEG</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/portugal-em-risco-de-ter-cortes-no-consumo-de-eletricidade-ao-longo-do-ano-alerta-relatorio-da-dgeg/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:47:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal poderá enfrentar cortes no fornecimento de eletricidade durante várias horas por ano caso não sejam introduzidas melhorias significativas na operação do sistema elétrico nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal poderá enfrentar cortes no fornecimento de eletricidade durante várias horas por ano caso não sejam introduzidas melhorias significativas na operação do sistema elétrico nacional. O alerta consta de um relatório recente da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), citado pelo Expresso, que valida as simulações realizadas pela Rede Elétrica Nacional (REN) e conclui que o país não conseguirá cumprir os níveis mínimos de fiabilidade exigidos para a rede elétrica em nenhum dos cenários analisados para os próximos dez anos.</p>
<p>As conclusões surgem mais de um ano após o apagão de 28 de abril de 2025, um episódio que expôs fragilidades na infraestrutura elétrica nacional e que obrigou à recuperação progressiva da ligação à rede ao longo de cerca de 12 horas. Segundo o relatório, os problemas identificados nessa ocasião não desapareceram e continuam a representar um risco relevante para a segurança do abastecimento energético.</p>
<p>De acordo com o documento, a principal preocupação prende-se com a crescente dificuldade em garantir que a produção disponível consiga responder à procura de eletricidade, sobretudo num contexto em que o consumo energético continua a aumentar.</p>
<p>A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) estabelece atualmente como referência um défice expectável máximo de 1,45 horas por ano entre a oferta e a procura de eletricidade. Contudo, as projeções analisadas pela DGEG apontam para um cenário bastante mais gravoso.</p>
<p>Segundo o relatório, o sistema elétrico português poderá já este ano registar um défice de 12,8 horas anuais, um valor quase nove vezes superior ao limite considerado aceitável pela regulação do setor. Na prática, isso significa que poderão existir períodos em que a energia disponível não será suficiente para satisfazer toda a procura, obrigando à adoção de medidas de gestão da rede que podem incluir cortes de consumo.</p>
<p><strong>Nenhum cenário cumpre os padrões mínimos de fiabilidade</strong><br />
Um dos aspetos mais preocupantes destacados pelo relatório é o facto de nenhum dos cenários avaliados permitir atingir os padrões mínimos de fiabilidade definidos para o sistema elétrico nacional ao longo da próxima década.</p>
<p>A análise contempla diferentes perspetivas de evolução do setor, desde uma trajetória mais conservadora até uma abordagem considerada mais ambiciosa. No entanto, mesmo nas hipóteses mais favoráveis, a DGEG conclui que persistem riscos significativos de insuficiência de capacidade para responder à procura elétrica futura.</p>
<p>Esta realidade reforça os alertas sobre a necessidade de acelerar investimentos e alterações operacionais que permitam aumentar a robustez da rede e garantir a segurança do abastecimento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773366]]></sapo:autor>
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		<title>Irão anuncia fim dos ataques a Israel, mas ameaça resposta “mais severa” se houver nova agressão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:44:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[Declaração foi feita pelo comando militar de emergência Khatam al-Anbiya e surge num momento em que o frágil cessar-fogo no Médio Oriente volta a ser posto à prova por novas trocas de ataques entre Israel e o Irão]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Irão anunciou a suspensão das operações militares contra Israel, mas avisou que poderá responder com medidas “mais severas e esmagadoras” se as ações militares israelitas continuarem, incluindo no sul do Líbano. A declaração foi feita pelo comando militar de emergência Khatam al-Anbiya e surge num momento em que o frágil cessar-fogo no Médio Oriente volta a ser posto à prova por novas trocas de ataques entre Israel e o Irão.</p>
<p>“A cessação das operações das forças armadas é anunciada”, refere o comunicado citado pelos media iranianos. A mesma nota acrescenta, porém, que, se a “agressão” e os “atos de malícia” continuarem, nomeadamente no sul do Líbano, Teerão avançará com medidas “muito mais severas e esmagadoras” do que as anteriores.</p>
<p>O anúncio surge depois de Donald Trump ter afirmado que Israel e Irão querem um cessar-fogo imediato. Numa publicação na &#8216;Truth Social&#8217;, o presidente americano apelou aos dois lados para que parassem imediatamente de “disparar” e afirmou que as negociações finais de paz continuam em curso, embora possam ser prejudicadas por “ignorância ou estupidez”.</p>
<p><iframe src="https://truthsocial.com/@realDonaldTrump/116714035637911912/embed" class="truthsocial-embed" style="max-width: 100%; border: 0" width="600" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><script src="https://truthsocial.com/embed.js" async="async"></script></p>
<p><strong>Trump mantém pressão sobre Teerão</strong></p>
<p>Apesar do apelo à desescalada, Trump deixou claro que o bloqueio contra o Irão continuará “em pleno vigor” até ser alcançado um acordo final. O presidente americano tem procurado apresentar-se como o principal mediador de uma saída para o conflito, numa altura em que as negociações com Teerão enfrentam dificuldades e a guerra tem sido impopular junto da opinião pública americana.</p>
<p>A tensão agravou-se este domingo, quando Israel lançou ataques aéreos no Líbano, uma frente que tem sido um dos pontos sensíveis nas negociações entre Washington e Teerão. O Irão respondeu com mísseis contra Israel, no primeiro ataque deste tipo em dois meses. Na segunda-feira, Israel voltou a atacar alvos no centro e oeste do Irão.</p>
<p>O Exército israelita afirmou ter atingido “alvos militares pertencentes ao regime terrorista iraniano”, mas não detalhou as estruturas visadas. A Casa Branca não respondeu às questões sobre se os ataques israelitas tiveram coordenação ou aprovação dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Líbano volta ao centro da crise</strong></p>
<p>A referência iraniana ao sul do Líbano mostra que esta frente continua a ser um dos principais pontos de risco. Teerão acusa Israel de prolongar a instabilidade regional através das operações militares naquele território, enquanto Israel insiste na necessidade de responder a ameaças ligadas a grupos apoiados pelo Irão.</p>
<p>O conflito reacendeu-se num momento em que o cessar-fogo alcançado em abril parecia cada vez mais frágil. Além dos ataques entre Israel e Irão, Israel afirmou ter detetado um míssil lançado a partir do Iémen, onde operam os rebeldes Houthi, também apoiados por Teerão. A Arábia Saudita chegou a acionar sirenes de alerta numa zona próxima de uma base com forças americanas, embora tenha indicado depois que o perigo tinha passado.</p>
<p>O risco para as negociações é evidente. Embora Trump tenha dito que os ataques iranianos não teriam impacto no acordo, outros sinais apontam para um processo diplomático em dificuldade. Um responsável iraniano ligado às conversações afirmou que, nesta fase, um acordo com Trump já não é viável, responsabilizando o presidente americano pela escalada e pela situação no Líbano.</p>
<p><strong>Cessar-fogo ainda preso por divergências</strong></p>
<p>As negociações continuam marcadas por várias divergências. Entre os pontos em aberto estão a sequência para reabrir o estreito de Ormuz, as exigências americanas sobre o programa nuclear iraniano e a reivindicação de Teerão para receber fundos congelados antes de fechar um entendimento.</p>
<p>Trump ameaçou manter o bloqueio aos portos iranianos e admitiu nova ação militar caso não haja acordo. O presidente americano também afirmou que os Estados Unidos poderiam agir contra urânio enriquecido iraniano, caso Teerão não o entregue, uma hipótese que especialistas consideram arriscada devido aos potenciais perigos de contaminação e à exposição de forças americanas.</p>
<p>Apesar disso, responsáveis da administração americana insistem que as conversações estão a avançar. Outros diplomatas regionais, pelo contrário, afirmam que o processo regrediu e que as trocas militares tornam cada vez mais difícil separar a negociação da possibilidade de retoma aberta da guerra.</p>
<p>A mensagem de Teerão procura, por isso, deixar duas ideias em simultâneo: o Irão aceita parar os ataques contra Israel, mas não abdica de responder se considerar que Israel continua a agir no Líbano ou contra interesses iranianos. O cessar-fogo mantém-se, mas continua dependente de um equilíbrio instável entre pressão militar, ameaças políticas e negociações ainda sem acordo final.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773367]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: UE liberta novo financiamento de 2,8 mil M€</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:35:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Verba hoje disponibilizada destina-se a apoiar as necessidades de financiamento de Kiev e manter a administração pública, enquanto o país continua a defender-se da guerra da Rússia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia (UE) libertou hoje quase 2,8 mil milhões de euros para a Ucrânia, a sétima parcela ao abrigo do Mecanismo para a Ucrânia que soma já 29,5 mil milhões de euros.</p>
<p>De acordo com um comunicado da Comissão Europeia, a verba hoje disponibilizada destina-se a apoiar as necessidades de financiamento de Kiev e manter a administração pública, enquanto o país continua a defender-se da guerra da Rússia.</p>
<p>Este é o sétimo desembolso ao abrigo do mecanismo, o principal instrumento da UE para apoiar a recuperação, a agenda de reformas e o progresso da Ucrânia na adesão à UE.</p>
<p>Com este último pagamento, o apoio total da UE à Ucrânia atinge os 29,5 mil milhões de euros, o equivalente a quase 77% da verba disponível para apoio direto ao orçamento do Estado.</p>
<p>O desembolso surge na sequência da aplicação bem-sucedida, por parte da Ucrânia, de reformas em vários setores estratégicos, incluindo a gestão das finanças públicas, o sistema judicial, os mercados financeiros, o capital humano, o ambiente de negócios, a energia, a agricultura, as matérias-primas críticas, a digitalização e a transição ecológica.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773317]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Barril de Brent sobe perto de 5% após fogo cruzado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:35:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O barril de Brent para entrega em agosto, referência internacional, chegou hoje a ser negociado cerca de 5% acima do fecho anterior, aproximando-se dos 98 dólares, depois dos bombardeamentos cruzados entre Israel e o Irão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O barril de Brent para entrega em agosto, referência internacional, chegou hoje a ser negociado cerca de 5% acima do fecho anterior, aproximando-se dos 98 dólares, depois dos bombardeamentos cruzados entre Israel e o Irão.</p>
<p>Pelas 11:00, o crude do Mar do Norte, de referência na Europa, era negociado a 96,7 dólares ou 4,0%, depois de ter subido aos 97,9 dólares.</p>
<p>O Brent iniciou a semana em alta, depois de bombardeamentos cruzados entre Israel e Irão no fim de semana e uma queda significativa na bolsa de Nova Iorque na sexta-feira.</p>
<p>Na sequência da guerra no Irão, depois de bombardeamentos de Estados Unidos da América e Israel na república islâmica, o estreito de Ormuz encontra-se bloqueado.</p>
<p>Esta via navegável estratégica por onde passam 20% das exportações globais de petróleo.</p>
<p>O estreito está praticamente fechado desde 28 de fevereiro, impactando diretamente os preços do petróleo.</p>
<p>O fogo cruzado entre o Irão e Israel começou na noite de domingo, com um ataque iraniano em território israelita em retaliação pelo bombardeamento israelita de Beirute, horas antes.</p>
<p>Israel reportou ataques a zonas no oeste e centro do Irão, que por sua vez lançou uma série de mísseis na noite de domingo e mais três hoje de manhã contra território israelita, sem causar feridos.</p>
<p>Entretanto, os Huthis no Iémen lançaram um míssil em direção ao território israelita, que foi intercetado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773322]]></sapo:autor>
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		<title>Passageiros recuam no metro e barco e sobem por via aérea e ferroviária no 1.º trimestre, avança INE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:34:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[transportes]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de passageiros nos transportes diminuiu no primeiro trimestre, em termos homólogos, no metropolitano e por via fluvial, tendo aumentado no transporte aéreo e ferroviário, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de passageiros nos transportes diminuiu no primeiro trimestre, em termos homólogos, no metropolitano e por via fluvial, tendo aumentado no transporte aéreo e ferroviário, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).</p>
<p>Já no que se refere às mercadorias, registaram-se diminuições em todos os modos de transporte.</p>
<p>De acordo com as estatísticas da atividade dos transportes do INE, de janeiro a março viajaram por metropolitano 69,3 milhões de passageiros, o equivalente a uma diminuição homóloga de 2,2%, após a redução de 3,5% registada no trimestre anterior.</p>
<p>No mesmo período, o transporte ferroviário registou 57,6 milhões de passageiros, refletindo um crescimento de 0,8% (+6,7% no quarto trimestre de 2025).</p>
<p>Já os aeroportos nacionais movimentaram 14,5 milhões de passageiros no período, correspondendo a um crescimento homólogo de 3,9% (+4,7% no trimestre anterior), enquanto o transporte por via fluvial totalizou 5,1 milhões de passageiros, uma redução de 3,1% face ao mesmo trimestre de 2025 (-3,5% no quarto trimestre de 2025).</p>
<p>O Metro de Lisboa transportou 41,5 milhões de passageiros, menos 4,0% face ao mesmo período de 2025 (-5,4% no quarto trimestre de 2025), tendo o Metro do Porto movimentado 22,8 milhões de passageiros, registando um crescimento homólogo de 0,8% (+0,9%).</p>
<p>No Metro Sul do Tejo foram transportados 4,9 milhões de passageiros, uma diminuição de 0,6% (-6,3% no trimestre anterior).</p>
<p>Até março, a taxa de utilização do conjunto dos sistemas de metropolitano situou-se em 22,4%, mantendo-se inalterada face ao período homólogo de 2025 e diminuindo 0,8 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre anterior.</p>
<p>A taxa de utilização mais elevada foi registada no Metro do Porto (23,5%), seguindo-se o Metro de Lisboa (22,5%) e o Metro Sul do Tejo (14,0%).</p>
<p>No que se refere ao transporte ferroviário, o tráfego suburbano concentrou 83,3% do total de passageiros transportados, tendo movimentado 48,0 milhões pessoas (-0,3%; -0,03% no trimestre anterior).</p>
<p>O tráfego interurbano totalizou 9,6 milhões de passageiros, registando um crescimento homólogo de 6,9% (+58,1% no quarto trimestre de 2025), enquanto o tráfego internacional manteve a tendência de redução observada nos últimos trimestres, totalizando 14,2 mil passageiros, menos 15,8% do que no período homólogo (-15,6%).</p>
<p>Quanto ao transporte aéreo, o aeroporto de Lisboa concentrou 54,2% do total de passageiros movimentados, num total de 7,9 milhões, mais 3,1% face ao mesmo período de 2025 (+3,4% no quarto trimestre de 2025).</p>
<p>O aeroporto do Porto movimentou 3,5 milhões de passageiros, um crescimento homólogo de 8,3% (+8,1% no trimestre anterior), e o de Faro contabilizou 1,3 milhões, um aumento de 2,4%.</p>
<p>Por sua vez, o aeroporto da Madeira movimentou 1,2 milhões de passageiros (+3,6% do que no período homólogo), enquanto o de Ponta Delgada movimentou 422,0 mil passageiros, menos 6,2% face ao primeiro trimestre de 2025.</p>
<p>De janeiro a março, o tráfego aéreo internacional movimentou 12,0 milhões de passageiros, correspondendo a um crescimento homólogo de 4,7% e representando 82,8% do tráfego total de passageiros.</p>
<p>Relativamente ao transporte por vias navegáveis, no rio Tejo foram transportados 4,9 milhões de passageiros, menos 3,0% face ao mesmo período de 2025 (-4,2% no quarto trimestre de 2025).</p>
<p>No transporte de mercadorias registaram-se diminuições em todos os modos de transporte: O transporte rodoviário registou a redução mais acentuada (-12,7%; -4,9% no quarto trimestre de 2025), seguido do transporte marítimo (-6,5%; -18,0% no trimestre anterior), ferroviário (-2,1%; +4,3%) e aéreo (-0,3%; -6,2%).</p>
<p>Por sua vez, o transporte por oleoduto aumentou 5,0% face ao período homólogo (+2,4% no quarto trimestre 2025), enquanto no transporte de gás por gasoduto se verificaram acréscimos mais acentuados tanto na entrada (+11,0%; +0,3% no trimestre anterior) como na saída (+11,7%; +0,4%).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773318]]></sapo:autor>
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		<title>BCE avança com plano para harmonizar estatísticas bancárias na zona euro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:32:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Zona Euro]]></category>
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					<description><![CDATA[O Banco Central Europeu (BCE) pretende harmonizar as estatísticas divulgadas pelos bancos da zona euro e, para tal, visa implementar um quadro de informação integrada.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco Central Europeu (BCE) pretende harmonizar as estatísticas divulgadas pelos bancos da zona euro e, para tal, visa implementar um quadro de informação integrada.</p>
<p>O BCE anunciou hoje que realizará uma consulta pública sobre o projeto de harmonização na segunda metade de 2027, o que ajudará a dar forma à proposta legislativa final.</p>
<p>No segundo trimestre de 2030, terá início uma fase piloto de um ano e, a partir do segundo trimestre de 2031, os bancos deverão comunicar as estatísticas de acordo com o novo quadro.</p>
<p>O plano de implementação esclarece como serão modelados os requisitos específicos de cada país, de modo a serem consistentes com o modelo geral.</p>
<p>Este guia consolida os requisitos de informação estatística num quadro padronizado único que se aplicará diretamente aos bancos residentes na zona do euro.</p>
<p>Além disso, este quadro de informação cria uma base sólida para integrar mais dados na União Europeia (UE), segundo o BCE.</p>
<p>A longo prazo, a estratégia de divulgação de informação simplificará o volume de dados que os bancos devem apresentar aos reguladores.</p>
<p>Tendo em conta as atuais tensões geopolíticas, a implementação será realizada com base em tecnologia e bases de dados europeias, visando reforçar a soberania digital da Europa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773283]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Lisboa e Leiria sob aviso amarelo na terça-feira devido ao vento forte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:32:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Os distritos de Lisboa e Leiria vão estar na terça-feira sob aviso amarelo devido à previsão de vento forte de norte/noroeste, com rajadas até 80 quilómetros por hora, informou hoje o IPMA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os distritos de Lisboa e Leiria vão estar na terça-feira sob aviso amarelo devido à previsão de vento forte de norte/noroeste, com rajadas até 80 quilómetros por hora, informou hoje o IPMA.</p>
<p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o aviso amarelo vai estar em vigor entre as 12:00 e as 21:00 de terça-feira.</p>
<p>O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.</p>
<p>O IPMA prevê para terça-feira no continente céu pouco nublado ou limpo, vento moderado a forte com rajadas na faixa costeira e nas terras altas e pequena subida da temperatura no interior.</p>
<p>A previsão do IPMA para terça-feira aponta para temperaturas mínimas a variar entre os 11 graus Celsius (em Viana do Castelo, Guarda e Braga) e os 18 (em Faro) e máximas entre os 20 (em Aveiro) e os 34 (em Faro).</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773277]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Euribor volta a subir a três meses para novo máximo desde abril de 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:31:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Euribor subiu hoje a três e a seis meses, no prazo mais curto para um máximo desde abril de 2025, e desceu a 12 meses face a sexta-feira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Euribor subiu hoje a três e a seis meses, no prazo mais curto para um máximo desde abril de 2025, e desceu a 12 meses face a sexta-feira.</p>
<p>Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,351%, continuou abaixo das taxas a seis (2,586%) e a 12 meses (2,816%).</p>
<p>A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 2,586%, mais 0,002 pontos do que na sexta-feira.</p>
<p>Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a abril indicam que a Euribor a seis meses representava 39,56% do &#8216;stock&#8217; de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.</p>
<p>Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,53% e 24,55%, respetivamente.</p>
<p>No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje, para 2,816%, menos 0,026 pontos do que na sessão anterior.</p>
<p>Em sentido contrário, a Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,351%, mais 0,039 pontos que na sexta-feira e um novo máximo desde abril de 2025.</p>
<p>Esta semana realiza-se a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que termina na quinta-feira e é a terceira depois do início da guerra com o Irão, e o mercado prevê que a entidade suba as taxas diretoras, pela primeira vez em quase três anos.</p>
<p>Na anterior reunião, em 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.</p>
<p>A média mensal da Euribor subiu, de novo, nos três prazos em maio, mas de forma menos acentuada do que em abril.</p>
<p>Em maio, a média mensal da Euribor subiu 0,051 pontos para 2,226% a três meses.</p>
<p>Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,082 pontos para 2,536% e 0,057 pontos para 2,804%, respetivamente.</p>
<p>As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773303]]></sapo:autor>
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		<title>Partos em Portugal crescem 3,7% em 2025 após recuo no ano anterior, revela INE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:31:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[INE]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[natalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal registou 87.130 partos em 2025, mais 3.071 do que em 2024 (+3,7%), recuperando a tendência de crescimento interrompida no ano anterior, com a região Norte a contribuir com quase metade do aumento nacional, revelam hoje dados do INE.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal registou 87.130 partos em 2025, mais 3.071 do que em 2024 (+3,7%), recuperando a tendência de crescimento interrompida no ano anterior, com a região Norte a contribuir com quase metade do aumento nacional, revelam hoje dados do INE.</p>
<p>A publicação &#8220;Estatísticas dos partos&#8221; do Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que o aumento registado em 2025 contraria a queda observada entre 2023 e 2024 e retoma a tendência de crescimento verificada desde 2022.</p>
<p>Os dados realçam o aumento da proporção de partos de mães de nacionalidade estrangeira de 26,3%, em 2024, para 28,8%, em 2025, com as parturientes de nacionalidade estrangeira a residirem sobretudo em municípios do Algarve e da Grande Lisboa.</p>
<p>&#8220;O conjunto de nacionalidades estrangeiras mais representadas manteve-se em relação ao ano anterior, reforçando o peso no total de partos, com destaque para o Brasil (10,5% do total de partos em 2025)&#8221;, salienta.</p>
<p>Do total de partos ocorridos em 2025, 99,7% (86.869) foram de mães residentes no país e 0,3% (261) de mães residentes no estrangeiro, proporções semelhantes às dos últimos dois anos.</p>
<p>Segundo os dados, o número de partos aumentou em todas as regiões do país, entre 2024 e 2025, com exceção da Região Autónoma da Madeira, onde se registou uma diminuição de 3,3%.</p>
<p>Nas restantes regiões, o INE destaca o acréscimo de quase 6% observado na região Norte, mas também o aumento de cerca de 5% registado na região Centro, na Península de Setúbal e na Região Autónoma dos Açores.</p>
<p>&#8220;Conjugando o número de partos e a variação anual relativa de partos em cada região, conclui-se que a região Norte contribuiu em quase metade (1,8 pontos percentuais) para o aumento de 3,7% do número de partos ocorridos em Portugal em 2025&#8221;, sublinha.</p>
<p>O maior número de partos de mulheres residentes no país ocorreu na região Norte (29,8%) e na Grande Lisboa (25,6%), seguindo-se a região Centro (13,7%), a Península de Setúbal (9,7%) e a região Oeste e Vale do Tejo (7,7%).</p>
<p>Os dados revelam ainda que, nos últimos 20 anos, a idade das parturientes tem aumentado: entre 2003 e 2025, a proporção de partos de mães com 35 ou mais anos passou de 17,2% para 32,0%.</p>
<p>Em 2025, a proporção de partos gemelares (com dois ou mais nascimentos) aumentava com a idade das mães: 40,4% dos partos gemelares ocorridos em 2025 respeitavam a mães com 35 ou mais anos, enquanto a proporção de partos simples nas mesmas idades foi de 31,9%.</p>
<p>Para 92,5% dos partos simples, as parturientes tiveram uma gravidez com duração superior a 37 semanas, enquanto nos partos gemelares, aquela proporção diminui para 37,9%. Neste tipo de parto, a gravidez durou entre 32 e 36 semanas em 52,6% dos casos.</p>
<p>De acordo com os dados, a proporção de partos distócicos (com intervenções instrumentais como fórceps e ventosa, ou por cesariana) realizados em hospitais tem aumentado, representando desde 2009 mais de metade dos partos.</p>
<p>&#8220;Em particular, o número de cesarianas aumentou, entre 1999 e 2024, de 27,1% para 38,6% dos partos realizados em hospitais&#8221;, destaca o INE.</p>
<p>No ano passado, 98,5% dos partos ocorreram num estabelecimento hospitalar e 1% no domicílio da parturiente, correspondendo os restantes 0,5% a partos ocorridos noutros locais.</p>
<p>A quase totalidade dos partos (99%) foi assistida por médico (72,3%) ou enfermeira parteira (26,7%).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773331]]></sapo:autor>
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		<title>Listas de colocação: Menos 1.400 professores entram nos quadros apesar da falta de docentes, alerta FENPROF</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:29:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As listas definitivas de colocação dos concursos interno e externo de docentes para o ano letivo de 2026/2027 já foram publicadas, revelando uma redução significativa do número de professores que ingressaram nos quadros do Ministério da Educação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As listas definitivas de colocação dos concursos interno e externo de docentes para o ano letivo de 2026/2027 já foram publicadas, revelando uma redução significativa do número de professores que ingressaram nos quadros do Ministério da Educação. A divulgação dos resultados levou a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) a renovar as críticas à política de recrutamento do Governo, considerando que os números ficam aquém das necessidades reais das escolas num contexto de crescente escassez de docentes.</p>
<p>Num comunicado divulgado após a publicação das listas, a FENPROF sublinha que este foi um ano marcado por um aumento expressivo do número de horários e de horas atribuídos através da contratação de escola, ao mesmo tempo que o número de vagas abertas nos concursos interno e externo ficou abaixo do registado no ano anterior.</p>
<p>Segundo a estrutura sindical, esta situação confirma alertas que já tinham sido anteriormente feitos sobre a insuficiência das vagas disponibilizadas para responder às necessidades permanentes do sistema educativo.</p>
<p><strong>Vincularam menos 1.400 docentes do que no ano anterior</strong><br />
Os dados divulgados mostram que, no concurso externo, ingressaram nos quadros 4.776 docentes. Trata-se de uma quebra significativa face ao ano anterior, quando tinham vinculado 6.176 professores.</p>
<p>De acordo com a FENPROF, a redução de cerca de 1.400 vinculações é particularmente difícil de compreender tendo em conta o contexto atual de falta de professores.</p>
<p>No comunicado, a federação recorda que entre setembro de 2025 e junho de 2026 se aposentaram aproximadamente 2.730 docentes e que as previsões apontam para cerca de 4.000 aposentações por ano nos próximos tempos.</p>
<p>Para o sindicato, estes números demonstram que o sistema educativo continuará sujeito a fortes pressões relacionadas com a substituição de profissionais e a renovação dos quadros.</p>
<p><strong>Milhares de professores continuam sem acesso à vinculação</strong><br />
A organização sindical destaca ainda que milhares de docentes contratados continuam sem acesso aos quadros, apesar de assegurarem necessidades permanentes das escolas durante vários anos consecutivos.</p>
<p>Segundo a FENPROF, muitos destes profissionais acumulam décadas de experiência e serviço, mas permanecem numa situação de precariedade laboral que considera incompatível com as exigências do sistema educativo.</p>
<p>No comunicado, a federação defende que esta realidade contribui para a perda de atratividade da profissão docente e contraria princípios previstos na Constituição, na legislação nacional e no direito comunitário.</p>
<p><strong>Lisboa continua a concentrar necessidades mais urgentes</strong><br />
Os resultados do concurso externo mostram igualmente a persistência das dificuldades de recrutamento na Área Metropolitana de Lisboa.</p>
<p>Dos 4.776 docentes que vincularam, 1.806 ficaram colocados nos denominados Quadros de Zona Pedagógica (QZP) carenciados 45 e 46, ambos localizados na região de Lisboa. Este número representa 37,8% do total das vinculações realizadas.</p>
<p>Também no concurso interno se verificou uma forte concentração de colocações nestes dois QZP. Dos 14.340 docentes de carreira que mudaram de quadro de agrupamento, escola não agrupada ou grupo de recrutamento, 3.648 foram colocados precisamente nestas zonas consideradas mais carenciadas.</p>
<p><strong>Educação Especial, Pré-Escolar e 1.º Ciclo lideram colocações</strong></p>
<p>Os concursos permitiram ainda identificar os grupos de recrutamento com maior número de colocações.</p>
<p>De acordo com os dados destacados pela FENPROF, o grupo do 1.º Ciclo do Ensino Básico registou 3.090 colocações, surgindo como o mais representativo.</p>
<p>Seguiram-se a Educação Especial, com 1.784 colocações, e a Educação Pré-Escolar, com 1.697 colocações.</p>
<p><strong>Vinculação dinâmica continua a ser destacada pelo sindicato</strong><br />
Entre os docentes que ingressaram nos quadros através do concurso externo, a FENPROF destaca que:</p>
<ul>
<li>152 vincularam através da denominada &#8220;norma-travão&#8221;;</li>
<li>1.554 ingressaram por via da &#8220;vinculação dinâmica&#8221;;</li>
<li>1.415 vincularam em 2.ª prioridade;</li>
<li>1.655 vincularam em 3.ª prioridade.</li>
</ul>
<p>A federação considera que a vinculação dinâmica tem sido, desde a sua criação, o mecanismo que mais contribuiu para combater a precariedade docente.</p>
<p>Por esse motivo, manifesta preocupação perante o anúncio do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) de extinguir este instrumento no âmbito das alterações previstas ao modelo de concursos.</p>
<p><strong>Mais de oito mil vagas disponibilizadas, mas apenas parte foi ocupada</strong><br />
Outro dos aspetos apontados pela FENPROF prende-se com a diferença entre o número de vagas disponibilizadas e o número efetivo de vinculações.</p>
<p>Segundo o comunicado, tinham sido abertas 8.565 vagas distribuídas entre Quadros de Agrupamento/Escola Não Agrupada (QA/QE) e Quadros de Zona Pedagógica (QZP), mas apenas 4.776 docentes ingressaram nos quadros.</p>
<p>Perante esta discrepância, a federação considera essencial que o Ministério esclareça quantas dessas vagas foram ocupadas por docentes que já pertenciam aos quadros, quantos lugares acabaram extintos e quantas vagas ficaram efetivamente por preencher.</p>
<p>A organização defende que a divulgação desta informação é fundamental para avaliar com rigor as necessidades permanentes das escolas e a eficácia das medidas adotadas para combater a falta de professores.</p>
<p><strong>Mudanças nos concursos geram preocupação</strong><br />
Além da análise dos resultados agora divulgados, a FENPROF manifesta preocupação com as alterações estruturais que o Ministério prepara para o futuro regime de concursos.</p>
<p>Segundo o sindicato, o novo modelo poderá traduzir-se na extinção prática da mobilidade interna e no desaparecimento de instrumentos atualmente utilizados para a colocação de docentes, como a contratação inicial, as reservas de recrutamento e as contratações de escola.</p>
<p>A federação questiona igualmente de que forma será garantido o processo de vinculação dos docentes caso a vinculação dinâmica seja eliminada.</p>
<p>Outra preocupação prende-se com a possibilidade de docentes contratados poderem ultrapassar professores de carreira no acesso a determinadas vagas através do futuro modelo de colocação contínua, que permitirá candidaturas e alterações permanentes.</p>
<p>No comunicado, a FENPROF alerta que a complexidade deste sistema levanta dúvidas quanto à sua fiabilidade, transparência e capacidade para respeitar as prioridades e a graduação profissional dos candidatos.</p>
<p><strong>Sindicato exige valorização da carreira docente</strong><br />
Perante o cenário atual, a FENPROF reafirma que a resolução da falta de professores passa pela adoção de políticas consistentes de valorização da profissão.</p>
<p>A estrutura sindical sustenta que quaisquer alterações que fragilizem princípios como a transparência, a justiça e a equidade poderão agravar ainda mais a instabilidade do sistema educativo.</p>
<p>Na posição assumida após a divulgação das listas definitivas, a federação volta a defender a revisão do Estatuto da Carreira Docente e a implementação de medidas de valorização profissional capazes de tornar a carreira mais atrativa.</p>
<p>Segundo a FENPROF, esse é o caminho necessário para enfrentar a escassez de professores que afeta as escolas portuguesas, considerando que as opções atualmente seguidas pelo Governo e pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação não respondem adequadamente aos problemas estruturais existentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773335]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PCP acusa Governo de elitizar o ensino superior e pede revogação do RJIES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:29:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[RJIES]]></category>
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					<description><![CDATA[O PCP acusou hoje o Governo de "elitizar cada vez mais o ensino superior" e "submetê-lo à lógica do lucro" e defendeu a revogação do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), cuja revisão foi aprovada no parlamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O PCP acusou hoje o Governo de &#8220;elitizar cada vez mais o ensino superior&#8221; e &#8220;submetê-lo à lógica do lucro&#8221; e defendeu a revogação do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), cuja revisão foi aprovada no parlamento.</p>
<p>Numa declaração na sede nacional do PCP, em Lisboa, Jorge Pires, membro da Comissão Política do Comité Central, considerou que as alterações em curso no ensino superior promovidas pelo Governo PSD/CDS, &#8220;com o apoio do Chega, PS e Iniciativa Liberal&#8221;, visam &#8220;a crescente mercantilização do ensino superior público, no quadro de uma ofensiva mais global de privatização das funções sociais do Estado&#8221;.</p>
<p>&#8220;O que o Governo do PSD e CDS, com o apoio do Chega, PS e IL, pretende é elitizar cada vez mais o ensino superior, submetê-lo à lógica do lucro, transformando aquele que é um pilar estratégico do desenvolvimento do país num luxo&#8221;, criticou o dirigente comunista.</p>
<p>Jorge Pires apontou como exemplos a revisão do RJIES, alterações ao regulamento de acesso ao ensino superior e mudanças no sistema de ação social.</p>
<p>Sobre o RJIES, o dirigente comunista recordou que o PCP se opôs ao regime desde a sua criação, em 2007, argumentando que &#8220;introduziu profundas e negativas transformações de sentido neoliberal no sistema de ensino superior português&#8221; e promoveu a &#8220;empresarialização e a privatização do ensino superior público&#8221;.</p>
<p>Sobre a revisão do RJIES, aprovada no parlamento e que aguarda agora a decisão do Presidente da República sobre a sua promulgação, Jorge Pires defendeu que o diploma &#8220;mantém as opções políticas do texto original e conserva os vários problemas que este regime trouxe às instituições de ensino superior, abrindo ainda espaço para o seu aprofundamento&#8221;.</p>
<p>A revisão deste regime feita pelo Governo, argumentou, &#8220;para além de consagrar todos os aspetos negativos que o RJIES tinha, ainda os vai aprofundar mais&#8221;.</p>
<p>Questionado sobre se o Presidente da República, António José Seguro, deveria vetar o diploma, Jorge Pires afirmou que &#8220;não será por aí que se resolve o problema&#8221;, porque há a possibilidade de os partidos confirmarem a votação na Assembleia da República, obrigando o chefe de Estado a promulgar.</p>
<p>&#8220;O que ia resolver o problema do RJIES era este RJIES que foi agora aprovado nem sequer entrar em vigor, ser revogado, porque nós não precisamos deste regime jurídico para resolver os problemas do ensino superior em Portugal. O que nós precisamos é que o Estado assuma as suas responsabilidades&#8221;, sublinhou.</p>
<p>O dirigente do PCP criticou também as alterações ao regulamento de acesso e ingresso no ensino superior por, argumentou, restringirem &#8220;o acesso dos estudantes com necessidades educativas específicas ao contingente especial de candidatos com deficiência&#8221;.</p>
<p>O comunista abordou ainda as alterações propostas ao regime jurídico de graus e diplomas, considerando que poderão criar novas barreiras no acesso ao ensino superior, com a &#8220;imposição de requisitos adicionais baseados em critérios internacionais&#8221; de literacia, numeracia e proficiência em língua inglesa.</p>
<p>Sobre as alterações do sistema de ação social no ensino superior, Jorge Pires afirmou que apontam para um &#8220;aprofundamento do caminho de liberalização, mercantilização e privatização&#8221; dos serviços, criticando a possibilidade de concessão de serviços como bares e cantinas a privados.</p>
<p>O PCP defende uma nova lei de bases do financiamento do ensino superior, que inclua investigação e desenvolvimento, a eliminação das propinas para todos os graus académicos, o reforço da ação social escolar através do aumento das bolsas e a &#8220;consagração de uma verdadeira participação e gestão democrática das instituições&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773348]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>WTW alerta empresas para aumento dos riscos de rapto, extorsão e violência dirigida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:28:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[WTW Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Volatilidade geopolítica, o crescimento da criminalidade organizada, o aumento das ameaças dirigidas a executivos e empresas e a utilização crescente de criptomoedas em esquemas de extorsão estão a transformar o contexto global de segurança]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A crescente sofisticação das ameaças relacionadas com rapto, extorsão, violência armada e crises de segurança está a obrigar as empresas a reforçar estratégias de prevenção, resposta e continuidade de negócio. O alerta foi deixado pela WTW Portugal durante o webinar “Risk Insights Talks – Special Crime”, dedicado à evolução dos riscos de segurança com impacto direto nas organizações e nos seus colaboradores.</p>
<p>A sessão reuniu especialistas internacionais para analisar ameaças como rapto, extorsão, terrorismo, violência armada e outras situações críticas. A principal conclusão é que estes riscos deixaram de ser encarados como cenários extremos ou excecionais e passaram a integrar o atual mapa de risco empresarial.</p>
<p>A volatilidade geopolítica, o crescimento da criminalidade organizada, o aumento das ameaças dirigidas a executivos e empresas e a utilização crescente de criptomoedas em esquemas de extorsão estão a transformar o contexto global de segurança. Para as organizações, isto significa que a preparação deixou de ser apenas uma medida preventiva e passou a ser parte essencial da resiliência operacional.</p>
<p><strong>Risco reduzido em Portugal, mas ameaças crescem na Europa</strong></p>
<p>No caso português, a WTW considera que o risco geral continua a ser reduzido. Ainda assim, a empresa chama a atenção para o aumento dos chamados “raptos-relâmpago” no contexto europeu, sobretudo associados à criminalidade urbana e à coerção financeira.</p>
<p>A consultora destaca também o crescimento global dos incidentes relacionados com ameaças e violência dirigida. Nos Estados Unidos, as notificações de apoio a crises aumentaram 26% em 2025 face ao ano anterior, um sinal da maior exposição das empresas a situações de segurança complexas.</p>
<p>Para Luís Teixeira, Senior Director – Business Development da WTW, a diferença está cada vez mais na capacidade de resposta imediata. “Os riscos relacionados com rapto, extorsão, ameaças ou violência dirigida já não são cenários remotos para as organizações. Hoje, a verdadeira diferença está na capacidade de preparação e resposta nas primeiras horas após um incidente”, afirma.</p>
<p>O responsável defende que as empresas devem integrar estes riscos nos seus modelos de gestão, garantindo acesso a apoio especializado, protocolos claros e equipas treinadas para atuar em contextos de elevada pressão.</p>
<p><strong>Seguros especializados ganham relevância</strong></p>
<p>O webinar abordou também a crescente importância dos seguros especializados de Kidnap &#038; Ransom e Active Assailant, pensados para apoiar organizações na gestão de incidentes críticos. Estas soluções podem incluir resposta operacional, apoio psicológico, comunicação de crise, evacuação e recuperação pós-incidente.</p>
<p>Entre os temas debatidos estiveram ainda a preparação das equipas de gestão de crise, a formação especializada, a criação de protocolos internos de resposta e o acesso a serviços de intelligence e consultoria preventiva.</p>
<p>A WTW disponibiliza estes serviços através da unidade Alert:24, que assegura apoio permanente às organizações. A oferta inclui monitorização de risco, formação, consultoria especializada e acompanhamento operacional em situações de crise, com foco na prevenção e no reforço da resiliência empresarial.</p>
<p><strong>Primeiras horas são decisivas numa crise</strong></p>
<p>Diego Gómez-Arroyo, Director of Special Crime &#038; Crisis Management da WTW, sublinha que estes riscos exigem uma abordagem estruturada e permanente. “Os riscos de rapto, extorsão e violência dirigida deixaram de ser eventos improváveis e passaram a exigir uma abordagem estruturada e permanente por parte das organizações”, afirma.</p>
<p>O responsável acrescenta que a preparação, a formação das equipas e a capacidade de resposta nas primeiras horas de uma crise são hoje fatores determinantes para minimizar impactos humanos, operacionais e reputacionais.</p>
<p>Num cenário internacional mais instável, a WTW defende que as empresas que investem em prevenção, formação e mecanismos especializados de resposta ficam mais bem posicionadas para proteger colaboradores, preservar a continuidade do negócio e salvaguardar a reputação.</p>
<p>Com presença em mais de 140 países e mercados, a WTW presta consultoria e soluções nas áreas das pessoas, risco e capital, apoiando empresas na definição de estratégias de resiliência, gestão de risco e desempenho organizacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773332]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Vinhos Verdes abrem portas das adegas e revelam nova ambição: Alvarinho torna-se passaporte para conquistar mais turistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:20:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Monção e Melgaço abriram, durante dois dias, as portas das suas quintas e adegas num movimento concertado que pretende ir além da celebração vínica: pretendem posicionar o Alvarinho como verdadeiro “passaporte” de entrada na nova ambição turística da Região dos Vinhos Verdes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Monção e Melgaço abriram, durante dois dias, as portas das suas quintas e adegas num movimento concertado que pretende ir além da celebração vínica: pretendem posicionar o Alvarinho como verdadeiro “passaporte” de entrada na nova ambição turística da Região dos Vinhos Verdes.</p>
<p>A iniciativa <a href="https://executivedigest.sapo.pt/moncao-e-melgaco-abrem-adegas-ao-publico-para-celebrar-o-alvarinho-com-dois-dias-de-experiencias-entre-vinhas-e-e-ja-este-fim-de-semana/">Open Cellars</a>, promovida pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), em articulação com o Turismo do Porto e Norte de Portugal, os municípios e os produtores locais, colocou o foco na sub-região como destino de enoturismo de referência, num momento em que o setor procura reforçar valor e notoriedade internacional.</p>
<p>Ao todo, 16 produtores participaram na ação, que transformou as adegas em espaços de experiência e descoberta, com provas comentadas, visitas vínicas, harmonizações gastronómicas, workshops sensoriais, sunsets entre vinhas e atividades de natureza e cultura local.</p>
<p>Mais do que um programa de enoturismo, a iniciativa funcionou como uma montra do território e da sua identidade vitivinícola, onde o Alvarinho assume um papel central na estratégia de diferenciação e valorização da região no mercado global.</p>
<p>Segundo a presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes – CVRVV, Dora Simões, o projeto nasceu da vontade de associar as comemorações ligadas ao Alvarinho à crescente importância do turismo vínico na região.</p>
<p>“Entendemos que, dada a importância do enoturismo na sub-região e na Região dos Vinhos Verdes, era importante colocar algum foco nesta área e proporcionar visitas a operadores turísticos, jornalistas especializados e outros interessados”, explicou.</p>
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<p>A iniciativa permitiu dar a conhecer uma realidade que, na visão da responsável, distingue Monção e Melgaço de outras regiões vitivinícolas. Entre os principais fatores diferenciadores estão a forte presença de pequenas adegas e produtores boutique, a aposta na casta Alvarinho e uma paisagem singular marcada por sistemas de condução da vinha muito próprios.</p>
<p>“É uma região com uma estrutura de adegas pequenas, próxima e autêntica, muito alavancada numa única casta, o Alvarinho, que tem hoje uma procura nacional e internacional muito interessante”, destacou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Vinhos Verdes procuram subir na cadeia de valor</strong></p>
<p>Com mais de metade da produção destinada à exportação, os Vinhos Verdes atravessam, segundo Dora Simões, uma fase de evolução do seu posicionamento no mercado.</p>
<p>A presidente da CVRVV considera que a região está a conseguir mostrar uma imagem mais diversificada, para além dos tradicionais vinhos leves e de consumo imediato. Atualmente, muitos produtores apostam também em vinhos de guarda, monocasta e segmentos de maior valor acrescentado. “Os portefólios das empresas passaram a incluir não apenas os vinhos mais leves e descomplicados, mas também vinhos com potencial de envelhecimento que expressam as castas autóctones da região”, afirmou.</p>
<p>A responsável sublinha ainda que a forte ligação às castas autóctones constitui uma vantagem competitiva da região, permitindo comunicar de forma mais eficaz a identidade dos seus vinhos e contribuir para uma valorização do preço médio de venda.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-773340" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1350" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-scaled.jpg 2560w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-300x158.jpg 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-853x450.jpg 853w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-768x405.jpg 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-1536x810.jpg 1536w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-2048x1080.jpg 2048w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-1200x633.jpg 1200w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-600x316.jpg 600w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Espumantes são aposta estratégica</strong></p>
<p>Outra das tendências destacadas por Dora Simões é o crescimento da categoria dos espumantes, uma das poucas que continua a apresentar sinais positivos nos mercados internacionais.</p>
<p>Sem estabelecer comparações diretas com outras regiões produtoras, a presidente da CVRVV considera que os Vinhos Verdes dispõem de condições naturais favoráveis para reforçar a sua presença neste segmento.</p>
<p>“As castas da região são muito aptas à produção de espumantes, com acidez pronunciada e perfil aromático adequado”, referiu.</p>
<p>Monção e Melgaço assumem já um papel relevante nesta estratégia, sendo uma das sub-regiões com maior expressão na produção de espumantes premium elaborados a partir da casta Alvarinho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Cooperação para captar mais turistas</strong></p>
<p>No balanço da iniciativa Open Cellars, Dora Simões destaca a colaboração entre entidades públicas e privadas como um dos principais fatores de sucesso.</p>
<p>A responsável considera que o projeto funcionou como uma experiência piloto para preparar o território para um crescimento sustentado da procura turística, envolvendo produtores, autarquias e organismos de promoção turística.</p>
<p>“Foi um exercício conjunto para percebermos como nos devemos organizar e preparar para receber cada vez mais turistas e para compreender de que forma a região é percecionada pelos operadores turísticos”, afirmou.</p>
<p>O objetivo passa agora por consolidar uma estrutura capaz de atrair um número crescente de visitantes nacionais e internacionais, reforçando simultaneamente a notoriedade da sub-região de Monção e Melgaço e da Região dos Vinhos Verdes nos mercados externos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773143]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Nove países da UE revoltam-se contra plano de Bruxelas para impor carros elétricos às empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:05:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um grupo de nove Estados-membros da União Europeia uniu-se para contestar uma proposta da Comissão Europeia que pretende acelerar a eletrificação das frotas automóveis empresariais através da imposição de metas obrigatórias para grandes empresas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um grupo de nove Estados-membros da União Europeia uniu-se para contestar uma proposta da Comissão Europeia que pretende acelerar a eletrificação das frotas automóveis empresariais através da imposição de metas obrigatórias para grandes empresas. A iniciativa, liderada pela Polónia, será discutida esta segunda-feira numa reunião dos ministros dos Transportes da União Europeia, no Luxemburgo.</p>
<p>A coligação integra ainda Bulgária, Chéquia, Estónia, Hungria, Itália, Letónia, Eslováquia e Roménia. Embora estes países não se oponham à descarbonização das frotas corporativas, defendem que Bruxelas deve privilegiar mecanismos de incentivo em vez de recorrer a obrigações legais que, na sua perspetiva, podem prejudicar a competitividade das empresas europeias.</p>
<p>A proposta em análise prevê que as empresas com mais de 250 trabalhadores ou com um volume de negócios superior a 50 milhões de euros sejam obrigadas a reduzir significativamente as emissões das suas frotas de automóveis e carrinhas.</p>
<p>Segundo o plano da Comissão Europeia, até 2030 as grandes frotas empresariais terão de cumprir duas quotas distintas na aquisição de novos veículos. Aproximadamente 69% dos veículos comprados deverão ser híbridos plug-in, enquanto cerca de 45% deverão corresponder a automóveis elétricos a bateria ou movidos a hidrogénio. Os objetivos concretos variariam de Estado-membro para Estado-membro.</p>
<p>Bruxelas considera que as frotas empresariais podem desempenhar um papel determinante na aceleração da transição energética do setor dos transportes, contribuindo simultaneamente para reduzir a dependência europeia de combustíveis fósseis importados.</p>
<p><strong>Nove governos defendem incentivos em vez de regulação</strong><br />
No documento conjunto, os nove países reconhecem o potencial das frotas corporativas para impulsionar a adoção de veículos mais limpos e diminuir a dependência petrolífera da Europa. Ainda assim, alertam que a imposição de quotas obrigatórias poderá criar novos encargos para as empresas e afetar a sua capacidade competitiva.</p>
<p>Por essa razão, defendem uma abordagem baseada em incentivos financeiros, apoio técnico e partilha de boas práticas.</p>
<p>Os governos signatários sustentam que &#8220;a prioridade deve ser dada a um quadro europeu facilitador baseado em orientações, troca de boas práticas, incentivos direcionados e apoio técnico, em vez da regulamentação proposta&#8221;.</p>
<p><strong>Infraestruturas desiguais preocupam Estados-membros</strong><br />
Outra das principais críticas prende-se com as diferenças significativas existentes entre os países da União Europeia no que diz respeito às condições para a adoção de veículos elétricos.</p>
<p>Os nove governos apontam para disparidades relevantes em áreas como a rede de carregamento, os mercados de leasing automóvel, os sistemas fiscais, a capacidade das redes elétricas e os enquadramentos administrativos.</p>
<p>Na sua perspetiva, a aplicação de objetivos uniformes poderá penalizar os países que ainda não dispõem das condições necessárias para uma transição rápida.</p>
<p>O documento refere que a elaboração de orientações por parte da Comissão Europeia, acompanhada por um intercâmbio estruturado de boas práticas, permitiria aos Estados-membros adaptar a implementação das medidas às suas circunstâncias específicas.</p>
<p><strong>Organizações ambientais pedem mais ambição</strong><br />
A oposição dos nove países surge numa altura em que organizações ambientalistas e associações ligadas à mobilidade sustentável defendem precisamente o reforço das metas propostas.</p>
<p>Uma análise recente da organização Transport &#038; Environment (T&#038;E) concluiu que, em 18 dos 27 Estados-membros da UE, a diferença fiscal entre veículos elétricos e automóveis movidos a combustíveis fósseis continua a ser insuficiente para compensar os preços mais elevados dos elétricos.</p>
<p>Segundo Stef Cornelis, diretor de frotas e transporte de mercadorias da T&#038;E, os maiores mercados automóveis europeus — Alemanha, Espanha, Itália e Polónia — continuam a falhar na criação de incentivos eficazes para que as empresas façam a transição para veículos elétricos.</p>
<p>Na sua avaliação, a futura regulamentação europeia poderá funcionar como o catalisador necessário para ultrapassar a atual inércia do mercado.</p>
<p>Cornelis defendeu que &#8220;a regulamentação europeia das frotas é o catalisador necessário para quebrar esta inércia&#8221; e apelou ao Conselho da UE e ao Parlamento Europeu para reforçarem a ambição da proposta apresentada pela Comissão.</p>
<p><strong>PME podem ser afetadas indiretamente</strong><br />
Embora a proposta tenha como alvo formal as grandes empresas, os nove países alertam para possíveis efeitos indiretos sobre as pequenas e médias empresas.</p>
<p>Grande parte das PME adquire veículos através de contratos de leasing em vez de compras diretas. Os governos receiam que, caso as empresas de leasing fiquem sujeitas às novas metas obrigatórias, os custos e exigências acabem por ser transferidos para os seus clientes empresariais.</p>
<p>O documento sublinha que cerca de 80% dos automóveis utilizados por PME não são adquiridos diretamente, o que poderá fazer com que estas empresas sejam afetadas pelas novas obrigações mesmo sem estarem abrangidas pela legislação.</p>
<p>Veículos especiais e infraestruturas críticas também levantam dúvidas</p>
<p>Os países contestatários defendem ainda que determinados tipos de veículos devem beneficiar de maior flexibilidade. Entre eles incluem-se frotas associadas a infraestruturas críticas, serviços de emergência e operações relacionadas com a preparação e resposta a crises.</p>
<p>Na ótica destes governos, a capacidade operacional destes setores não deve ser comprometida pela aplicação rígida de metas climáticas.</p>
<p>O grupo argumenta que a transição ecológica das frotas empresariais deve ser compatível com objetivos mais amplos da União Europeia, incluindo a resiliência, a preparação para emergências e a segurança económica, especialmente num contexto geopolítico cada vez mais complexo.</p>
<p>A proposta da Comissão Europeia deverá ser um dos temas centrais da reunião dos ministros dos Transportes da UE, marcada para esta segunda-feira no Luxemburgo.</p>
<p>O encontro poderá revelar até que ponto existe consenso entre os Estados-membros para avançar com metas obrigatórias de eletrificação das frotas empresariais ou se Bruxelas será pressionada a reformular a iniciativa, privilegiando incentivos económicos em detrimento de imposições regulatórias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773327]]></sapo:autor>
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		<title>“O Sol” da Ucrânia: o drone que promete abater ameaças russas por uma fração do custo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:02:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[drone P1-SUN]]></category>
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		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Este drone intercetor compacto é capaz de atingir velocidades próximas dos 306 km/h e apresentado por operadores ucranianos como uma solução com uma taxa de sucesso quase total contra este tipo de ameaça]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ucrânia está a transformar o uso de drones numa das marcas da sua resistência à invasão russa, e o P1-SUN, conhecido como “O Sol”, surge como uma das respostas mais recentes aos ataques com drones Shahed, de fabrico iraniano e usados pelas forças de Moscovo. O &#8217;20 Minutos&#8217; destaca este drone intercetor compacto, capaz de atingir velocidades próximas dos 306 km/h e apresentado por operadores ucranianos como uma solução com uma taxa de sucesso quase total contra este tipo de ameaça.</p>
<p>O P1-SUN sobe verticalmente, quase como um foguete, antes de se inclinar para a frente e iniciar a perseguição horizontal ao alvo. Um piloto de drones do Corpo de Fuzileiros Navais da Ucrânia afirmou ao &#8216;The Sun&#8217; que, quando o aparelho localiza o alvo, a probabilidade de destruição pode chegar aos 99% ou 100%.</p>
<p>A lógica do sistema é simples: usar um drone rápido, pequeno e relativamente barato para destruir outro drone antes de este atingir cidades, infraestruturas críticas ou posições militares. O aparelho pode voar a cerca de 270 km/h e atingir picos próximos dos 305 km/h. Em patrulha, a bateria dura cerca de 20 minutos; numa perseguição de interceção, a autonomia baixa para sete ou oito minutos.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="pl" dir="ltr">Takie systemy antydrnowe powinny być jak najszybciej wdrażane w Polsce i dostarczane do jednostek. To najtańszy sposób neutralizowania zagrożeń powietrznych.. <br />Na filmie ukraiński mały interceptor &#8211; dron Sting (Wild Hornet) czy P1-Sun raz nakierowany cel, sam dalej podąża za… <a href="https://t.co/JKBCH9zldC">pic.twitter.com/JKBCH9zldC</a></p>
<p>&mdash; Takeshi Kovacs (@PrzemekShura) <a href="https://x.com/PrzemekShura/status/2060105472410288534?ref_src=twsrc%5Etfw">May 28, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><strong>Uma resposta barata a uma ameaça cara</strong></p>
<p>O argumento económico é central. Segundo o piloto citado, intercetar um Shahed com o P1-SUN custa cerca de 2.000 dólares, aproximadamente 1.720 euros, enquanto um Shahed custa cerca de 50.000 dólares, perto de 42.960 euros. Antes do aparecimento destes drones intercetores, a Ucrânia recorria a sistemas de defesa aérea mais caros, como Patriot ou IRIS-T, para responder a ameaças relativamente baratas.</p>
<p>Essa diferença de custo explica por que razão o P1-SUN interessa para lá do campo de batalha ucraniano. A empresa SkyFall apresentou o drone na feira BEDEX 2026, em Bruxelas, como uma solução de baixo custo para defesas antiaéreas europeias e da NATO que procuram responder a ataques em massa com drones de longo alcance.</p>
<p>O sistema já tinha sido mostrado no World Defense Show 2026, na Arábia Saudita, em fevereiro, mas a presença em Bruxelas deu-lhe uma dimensão mais europeia. A mensagem da SkyFall é clara: a experiência acumulada na Ucrânia pode transformar-se numa solução exportável para países que receiam ataques contra cidades, bases militares, centros logísticos e infraestruturas críticas.</p>
<p><strong>Velocidade, visão térmica e curto alcance</strong></p>
<p>O P1-SUN foi concebido sobretudo para interceções rápidas, não para missões longas de vigilância. Segundo a informação apresentada pela SkyFall, integra tecnologia de visão computacional e câmara térmica para detetar e seguir alvos aéreos, incluindo drones Shahed e Geran-2.</p>
<p>O aparelho pode transportar uma carga útil de cerca de 800 gramas, operar a altitudes até 5.000 metros e atingir um alcance operacional próximo dos 17 quilómetros. Com carga, a autonomia ronda os 14 minutos, o que confirma a sua vocação: levantar voo perto da zona protegida, perseguir o alvo e destruí-lo rapidamente.</p>
<p>O &#8217;20 Minutos&#8217; refere que o drone usado pelos militares ucranianos transporta cerca de 500 gramas de explosivos e pesa apenas 1,5 quilos totalmente carregado. A principal limitação apontada pelos operadores está na manobrabilidade. O P1-SUN não consegue fazer curvas muito apertadas, o que obriga o piloto a manter movimentos suaves para evitar danos no motor.</p>
<p><strong>Europa olha para a defesa em camadas</strong></p>
<p>A importância do P1-SUN está menos na ideia de substituir sistemas como Patriot ou IRIS-T e mais na possibilidade de acrescentar uma camada barata à defesa antiaérea. Em ataques de saturação, com dezenas ou centenas de drones baratos, usar mísseis muito caros em cada interceção torna-se financeiramente difícil e pode esgotar rapidamente os arsenais.</p>
<p>É esse problema que a Ucrânia enfrenta diariamente e que a Europa começa a observar com maior atenção. Uma arquitetura de defesa mais densa pode combinar radares, sensores eletro-óticos, guerra eletrónica, armas convencionais, mísseis e drones intercetores como o P1-SUN. O objetivo é reservar os meios mais caros para ameaças mais complexas e usar soluções mais baratas contra drones de ataque descartáveis.</p>
<p>A presença da SkyFall em Bruxelas mostra também que o debate europeu sobre antidrones está a mudar. Já não se trata apenas de detetar ou bloquear drones por interferência eletrónica; trata-se também de os destruir de forma rápida, repetida e economicamente sustentável.</p>
<p><strong>O campo de batalha como laboratório</strong></p>
<p>O caso do P1-SUN mostra como a guerra na Ucrânia acelerou a inovação militar. As empresas ucranianas estão a desenvolver sistemas pensados para produção rápida, substituição simples e missões muito específicas, moldadas por necessidades reais de combate.</p>
<p>O drone “O Sol” nasce precisamente dessa lógica. É pequeno, rápido, relativamente barato e desenhado para um problema concreto: abater drones Shahed antes de estes cumprirem a sua missão. Não resolve sozinho a defesa aérea da Ucrânia, nem da Europa, mas pode aliviar a pressão sobre sistemas mais caros e aumentar a capacidade de resposta a ataques em massa.</p>
<p>Para já, a promessa é clara: se a Rússia usa drones baratos para obrigar a Ucrânia a gastar mísseis caros, Kiev quer responder com uma arma igualmente económica. E essa lógica pode tornar-se uma das chaves da defesa aérea europeia nos próximos anos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773321]]></sapo:autor>
	</item>
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		<title>Infarmed atualiza lista de medicamentos com exportação temporariamente suspensa após ruturas registadas em maio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:56:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Infarmed atualizou a lista de medicamentos cuja exportação se encontra temporariamente suspensa, numa medida destinada a garantir o abastecimento do mercado nacional e a proteger o acesso dos doentes a fármacos considerados críticos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Infarmed atualizou a lista de medicamentos cuja exportação se encontra temporariamente suspensa, numa medida destinada a garantir o abastecimento do mercado nacional e a proteger o acesso dos doentes a fármacos considerados críticos. A decisão consta da Deliberação n.º 062/CD/2026, divulgada através de uma circular informativa do regulador do medicamento.</p>
<p>Segundo o documento, a atualização surge na sequência das dificuldades de abastecimento verificadas durante o mês de maio e pretende assegurar a normalização do fornecimento de medicamentos que registaram situações de rutura ou que continuam a exigir medidas especiais de acompanhamento.</p>
<p>De acordo com o Infarmed, a suspensão temporária das exportações abrange os medicamentos críticos que estiveram em rutura durante maio, os fármacos abastecidos ao abrigo de autorização de utilização excecional e ainda determinadas substâncias consideradas prioritárias para o mercado português.</p>
<p>Na circular, o regulador esclarece que a medida visa “assegurar a normalização do abastecimento dos medicamentos críticos que estiveram em rutura no mês de maio, os medicamentos que estejam a ser abastecidos ao abrigo de autorização de utilização excecional e todos os medicamentos contendo quetiapina na forma de comprimido de libertação prolongada, quetiapina na forma de comprimido revestido por película e dosagem de 50 mg ou mononitrato de isossorbida na forma de comprimido de libertação prolongada”.</p>
<p><strong>Mais de três dezenas de medicamentos abrangidos</strong><br />
A lista atualizada inclui medicamentos utilizados em áreas terapêuticas muito distintas, desde doenças cardiovasculares, oncologia e endocrinologia até oftalmologia, neurologia, doenças infecciosas e imunologia.</p>
<p>Entre os medicamentos abrangidos encontram-se:</p>
<ul>
<li>Adenoscan (adenosina);</li>
<li>Bglau (brimonidina);</li>
<li>Carbonato de Cálcio Labesfal;</li>
<li>Cilostazol Ferrer;</li>
<li>Desmopressina Teva;</li>
<li>Dobutamina Generis;</li>
<li>Dobutamina Hikma;</li>
<li>Enicil Duo;</li>
<li>Enicil Duofree;</li>
<li>Epirrubicina Hikma;</li>
<li>Holoxan;</li>
<li>Latanoprost + Timolol Generis;</li>
<li>Lemtrada;</li>
<li>Lopinavir + Ritonavir Viatris;</li>
<li>Metoprolol Aurobindo;</li>
<li>Monoprost Duo;</li>
<li>Movymia;</li>
<li>Myfenax;</li>
<li>Neostigmina Braun;</li>
<li>Novoseven;</li>
<li>Nozinan 100;</li>
<li>Nyxoid;</li>
<li>Piramide;</li>
<li>Pramipexol Aurobindo;</li>
<li>Protozol;</li>
<li>Protopic;</li>
<li>Pylera;</li>
<li>Rifadin;</li>
<li>Tromalyt 150 mg;</li>
<li>Vaxneuvance;</li>
<li>Zoref.</li>
</ul>
<p>Os medicamentos identificados abrangem diferentes apresentações farmacêuticas, incluindo comprimidos, cápsulas, colírios, soluções injetáveis, suspensões orais e vacinas.</p>
<p><strong>Objetivo é proteger o abastecimento nacional</strong><br />
A suspensão temporária da exportação constitui um dos mecanismos utilizados pelo Infarmed para evitar que medicamentos sujeitos a procura elevada ou com dificuldades de fornecimento sejam desviados para outros mercados, colocando em risco a disponibilidade para os doentes em Portugal.</p>
<p>Quando um medicamento integra esta lista, a sua exportação ou distribuição para outros países fica sujeita a restrições, permitindo que as existências disponíveis sejam prioritariamente direcionadas para satisfazer as necessidades do mercado nacional.</p>
<p>O regulador sublinha que a medida tem caráter temporário e está associada à evolução das condições de abastecimento. À medida que a situação de disponibilidade dos medicamentos seja normalizada, os produtos podem ser retirados da lista.</p>
<p><strong>Quetiapina e mononitrato de isossorbida sob vigilância especial</strong><br />
Além dos medicamentos que registaram ruturas durante maio, a nova deliberação determina igualmente a proteção de todos os medicamentos que contenham determinadas substâncias consideradas sensíveis do ponto de vista do abastecimento.</p>
<p>É o caso da quetiapina em comprimidos de libertação prolongada, da quetiapina em comprimidos revestidos por película na dosagem de 50 miligramas e ainda do mononitrato de isossorbida em comprimidos de libertação prolongada.</p>
<p>Segundo o Infarmed, estas categorias passam a integrar automaticamente o conjunto de medicamentos sujeitos a suspensão temporária de exportação, independentemente das marcas comerciais envolvidas.</p>
<p>A atualização agora anunciada decorre da Deliberação n.º 062/CD/2026, que substitui a lista anterior e estabelece quais os medicamentos abrangidos pelas restrições em vigor.</p>
<p>O Infarmed disponibilizou ainda os contactos do Centro de Informação do Medicamento e dos Produtos de Saúde (CIMI) para esclarecimento de dúvidas relacionadas com a aplicação da medida, reforçando que o objetivo central continua a ser garantir a continuidade dos tratamentos e minimizar o impacto das ruturas de abastecimento no Serviço Nacional de Saúde e nos doentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773315]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Depois do fracasso na Gronelândia, Trump cobiça agora ilhas estratégicas no Oceano Índico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:47:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Ilhas Chagos]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Oceano Índico]]></category>
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					<description><![CDATA[Plano de compra direta das ilhas é uma das opções apresentadas ao presidente americano enquanto Washington decide que posição tomar sobre o processo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Casa Branca estará a analisar um plano para os Estados Unidos comprarem as ilhas Chagos, no Oceano Índico, numa nova tentativa de controlo territorial depois de Donald Trump não ter conseguido avançar com a ambição de adquirir a Gronelândia, escreve o &#8216;The Independent&#8217;. A proposta surge num momento de incerteza sobre o futuro do arquipélago, cuja soberania o Reino Unido aceitou transferir para as Maurícias, mantendo a base militar de Diego Garcia sob controlo conjunto britânico e americano.</p>
<p>De acordo com o jornal britânico, o plano de compra direta das ilhas é uma das opções apresentadas ao presidente americano enquanto Washington decide que posição tomar sobre o processo. A ideia ganhou força após atrasos na legislação britânica necessária para concluir a transferência do território, depois de os EUA terem retirado apoio ao acordo em janeiro.</p>
<p>Trump já tinha criticado duramente o tratado, classificando a cedência das ilhas como um “ato de grande estupidez”. A administração americana considera que o Reino Unido cometeria um erro ao entregar o Território Britânico do Oceano Índico, devido à importância estratégica de Diego Garcia para a segurança dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Diego Garcia no centro da disputa</strong></p>
<p>As ilhas Chagos são vistas como um ativo militar estratégico sobretudo por causa da base de Diego Garcia, utilizada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido. Localizada no Oceano Índico, a instalação permite projetar operações no Sudeste Asiático, acompanhar a presença militar chinesa na região e apoiar missões no Médio Oriente.</p>
<p>Um responsável americano disse ao &#8216;The Independent&#8217; que a localização de Diego Garcia torna a base “vital e indispensável” para a segurança nacional dos Estados Unidos. A mesma fonte acrescentou que Washington mantém contactos regulares com os aliados britânicos para preservar a viabilidade da base como plataforma regional de segurança.</p>
<p>A proposta terá sido levantada diretamente junto de Trump pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, embora não seja, por agora, a opção principal em análise. A Casa Branca não comentou oficialmente a notícia.</p>
<p><strong>Uma política externa marcada por ambições territoriais</strong></p>
<p>O eventual interesse nas ilhas Chagos surge depois de Trump ter voltado a colocar a aquisição de territórios no centro da política externa americana. A Gronelândia foi o caso mais visível: o presidente defendeu durante meses que os interesses militares dos Estados Unidos justificavam a compra do território à Dinamarca, chegando a enviar o vice-presidente JD Vance à base americana naquele território ártico.</p>
<p>A pressão sobre a Gronelândia aumentou a tensão entre Washington e aliados europeus, incluindo o Reino Unido. A resistência de vários países da NATO acabou por travar a iniciativa, mas a lógica parece agora reaparecer nas Chagos, outro território cuja importância estratégica está ligada à presença militar americana.</p>
<p>O &#8216;The Independent&#8217; enquadra ainda esta possível ofensiva no contexto de outras ameaças e movimentos territoriais feitos por Trump, incluindo declarações sobre o Canadá, a Venezuela, o Panamá e Cuba. A administração americana tem também reforçado a presença naval nas Caraíbas e conduzido operações militares contra embarcações que o presidente diz estarem ligadas ao tráfico de droga.</p>
<p><strong>Reino Unido, Maurícias e a pressão americana</strong></p>
<p>O Reino Unido controla as ilhas Chagos desde 1814, mas aceitou transferir a soberania para as Maurícias. O plano de Keir Starmer prevê que Diego Garcia continue sob controlo conjunto britânico e americano, preservando a função militar da base.</p>
<p>O problema está no apoio de Washington. Sem a concordância americana, o acordo torna-se politicamente mais difícil para Londres. A oposição de Trump coloca pressão adicional sobre Starmer, que já enfrentava críticas internas e externas quanto à transferência de soberania.</p>
<p>A disputa sobre as Chagos junta-se, assim, a outros pontos de tensão entre Trump e o primeiro-ministro britânico, incluindo divergências sobre a contribuição europeia e da NATO para a política de segurança americana. Para Washington, a questão central é garantir que Diego Garcia não perde valor estratégico nem fica exposta a influências consideradas hostis.</p>
<p><strong>Maurícias diz que soberania não está em causa</strong></p>
<p>Apesar das notícias sobre uma possível proposta americana, o Governo das Maurícias afirmou que não recebeu qualquer proposta oficial dos Estados Unidos para comprar as ilhas Chagos. As autoridades mauricianas reiteraram ainda que a soberania sobre o arquipélago não é negociável.</p>
<p>O caso deixa em aberto uma disputa com várias camadas: a descolonização de um território ainda ligado ao Reino Unido, a manutenção de uma das bases militares mais importantes dos Estados Unidos, a pressão estratégica no oceano Índico e a preferência de Trump por soluções de controlo direto.</p>
<p>Para já, a compra das Chagos não será a opção principal em cima da mesa. Mas o facto de estar a ser discutida mostra que, depois da Gronelândia, a administração americana continua disponível para olhar para territórios estratégicos como peças centrais da sua política externa.</p>
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