No período compreendido entre os dias 1 de dezembro de 2020 e 7 de fevereiro de 20201, estima-se que em Portugal tenham circulado mais de 120 mil casos da variante identificada inicialmente no Reino Unido, segundo João Paulo Gomes, do Instituto Dr. Ricardo Jorge.
Na reunião com especialistas e peritos, no Infarmed, em Lisboa, o responsável revelou que as variantes inglesa, brasileira e sul-africana têm «uma mutação comum», que as torna muito mais transmissíveis.
O responsável analisou os testes da Unilabs, relatando que desde o dia 9 de dezembro, realizaram-se mais de 200 mil testes, cerca de 40 mil foram positivos e quase nove mil pertenciam à variante britânica.
«Tendo em conta a percentagem de teste que este laboratório faz relativamente à casuística nacional, nós estimámos que entre 1 de dezembro de 2020 e 7 de fevereiro de 2021, tivessem circulado mais de 120 mil casos com o padrão associado à variante do Reino Unido», disse.
Ainda assim, João Paulo Gomes, traça um cenário positivo, dizendo haver «boas notícias», uma vez que, embora as previsões iniciais fossem de uma subida de casos desta variante de 8% para 65%, «desviámo-nos completamente» desse cenário. Assim, Portugal passou de um «crescimento exponencial» para uma situação de «plateau» (planalto).






