Pacientes que já tiveram Covid-19 e foram vacinados com a injeção da Pfizer produziram sete vezes mais anticorpos (que protegem contra o vírus) do que aqueles que não contraíram a doença, de acordo com um estudo britânico, citado pelo ‘Daily Mail’.
A pesquisa, da Universidade de Oxford, contou com a participação de 237 profissionais de saúde em diversas cidades do Reino Unido, nomeadamente Sheffield, Oxford, Liverpool, Newcastle e Birmingham. A maioria dos voluntários era do sexo feminino.
A equipa de investigação mediu os níveis de anticorpos e células T, que são substâncias usadas pelo sistema imunológico para destruir o coronavírus. Níveis mais altos geralmente significam uma imunidade mais forte que protege contra a doença viral.
Os cientistas descobriram que, após as duas doses da vacina, as pessoas que tinham sido infetadas com Covid-19 no passado apresentavam 6,8 vezes mais anticorpos no sangue do que aquelas que nunca tinham contraído o vírus e também foram vacinadas.
Adicionalmente, as mesmas pessoas mostraram ter 2,9 vezes mais anticorpos apenas com uma dose da vacina do que aqueles que não foram infetados, mas que receberam as duas doses, ou seja, completaram o processo de vacinação.
Ainda assim, os especialistas indicam que as segundas doses continuam a ser necessárias para todos porque se acredita que o reforço faça a imunidade durar mais tempo.
Miles Carroll, virologista da Universidade de Oxford e autor do estudo, disse que ainda é muito cedo para dizer que aqueles que já contraíram Covid-19 não precisam de uma segunda dose. «O que descobrimos é que mesmo as pessoas que já foram infetadas e receberam só uma dose têm mais proteção do que os que nunca tiveram o vírus», mas isso não invalida que essa proteção seja suficiente.
«Portanto, tomar aquela segunda dose, mesmo que já tenha sido infetado, é essencial para garantir que a pessoa tem uma imunidade sólida e duradoura», acrescentou o especialista.














