A imunidade de grupo só será atingida no último trimestre de 2021, de acordo com um estudo do Citi Private Bank. Os primeiros países a beneficiarem da imunidade generalizada à covid-19 serão os mais desenvolvidos, que já asseguraram encomendas de vacinas.
Com vários candidatos à vacina contra o novo coronavírus a mostrarem resultados de ensaios promissores nos últimos dias, os investidores e analistas estão cada vez mais otimistas de que a pandemia poderá chegar ao fim em breve.
No entanto, a análise do Citi mostrou que a imunidade de grupo pode formar-se só no final do próximo ano. Para afirmar isto, o banco partiu do princípio que as vacinas desenvolvidas pela Pfizer e BioNTech, AstraZeneca e Universidade de Oxford e Moderna receberiam aprovação de emergência entre dezembro e janeiro.
De acordo com o estudo, citado pela CNBC, a vacinação vai fazer crescer o PIB mundial em 0,7% em 2021 e em 3% em 2022, à medida que a atividade regressa ao normal.
Os países mais ricos vão poder iniciar uma distribuição mais ampla das vacinas no segundo ou terceiro trimestre do próximo ano, e formar imunidade até aos últimos três meses de 2021, conclui a análise.
A imunidade de grupo ocorre quando um número suficiente de pessoas numa população desenvolve proteção contra uma doença, que deixa de se espalhar tão facilmente dentro de uma comunidade.




