Covid-19: Imagens de raio-x comprovam menos danos nos pulmões dos vacinados

Estudo realizado na Coreia do Sul aponta que a vacina contra a Covid-19 aumenta a proteção nos pulmões

Francisco Laranjeira

Os pacientes infetados pelo SARS-CoV-2 após terem sido vacinados contra a Covid-19 têm danos mais leves nos pulmões, segundo apontou um estudo na revista científica ‘Radiology’. Um grupo de cientistas da Coreia do Sul consultou dados de 761 pacientes hospitalizados pela Covid-19, com uma média etária de 47 anos, a partir do banco de imagens ‘Korean Imaging Cohort for Covid-19’ (KICC-19), entre junho e agosto de 2021.

“O objetivo deste estudo foi documentar as características clínicas e de imagem das infeções inovadoras da Covid-19 e compará-las com as de infeções em pacientes não vacinados”, explicou Yeon Joo Jeong, responsável pelo estudo.

Desses 761 pacientes, um subgrupo de 47 pessoas tinha já recebido as duas doses da vacina, enquanto outros 127 estavam imunizados parcialmente e 587 não tinham recebido qualquer vacina contra o novo coronavírus. As imagens de tomografia computadorizada do tórax foram feitas em 54% das pessoas durante o internamento.

Os cientistas sul-coreanos constataram que apenas 22% das tomografias dos não vacinados não tinham sinais de pneumonia – um índice que subiu para os 30% entre os parcialmente imunizados e para 59% para aqueles que tinham tomado as duas doses. Fatores como diabetes, idade avançada, trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas no sangue, situação que prejudica a coagulação), além de níveis elevados de proteínas como LDH (desidrogenase lática – enzima que participa do processo de transformar a glicose em energia das células de animais e plantas) e C reativa (PCR) também foram associados a um maior risco da Covid-19 grave.

Idosos ou indivíduos com pelo menos uma comorbidade estavam, na sua maior parte, no grupo dos vacinados. A necessidade de ventilação mecânica e a morte hospitalar ocorreu apenas entre os não imunizados. “Após o ajuste para as características clínicas basais, a análise mostrou que os pacientes totalmente vacinados tinham um risco significativamente menor de necessitar de oxigénio suplementar e de internação em cuidados intensivos do que os pacientes não vacinados”, apontou Yeon Joo Jeong, em comunicado.

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