O secretário de estado adjunto e da saúde, António Lacerda Sales, disse esta sexta-feira que «as faixas mais vulneráveis», incluindo os idosos, nunca deixaram de ser uma prioridade para o Governo na vacinação contra à Covid-19.
Em declarações a partir de Beja, o responsável explicou a as propostas recebidas,. que «ainda não foram analisadas pelo ministério da saúde», algo que vai acontecer «a seu tempo», sendo nessa altura tomada «uma decisão política».
«As faixas mais vulneráveis sempre foram uma prioridade para este Governo, nomeadamente os mais idosos», refere exemplificando com o trabalho desenvolvido em lares, estrituras residenciais para idosos. «Não será com certeza agora que a idade será um limite para a vacinação», acrescenta.
No entanto o responsável ressalva que «determinadas vacinas têm uma indicação para determinadas faixas etárias», sendo que essa é a única limitação, tem apenas que ver com as características das vacinas, mas garantidamente para este Governo não há nenhuma limitação de idade».
Perante a insistência dos jornalistas, Lacerda Sales acaba por admitir que sim, «os idosos serão uma prioridade neste primeiro período de vacinação, tal como os doentes com comorbidades, assim tem sido uma prática deste Governo, priorizar estas faixas mais vulneráveis».
O secretário de estado esclarece ainda que este processo de vacinação «está a ser conjugado com todos os países da União Europeia (UE), que depois internamente terá uma estratégia, organização, distribuição, armazenamento e logística, tem muitas dimensões e é um processo muito complexo».
«Queremos fazer uma grande campanha de vacinação, com um grande plano e o objetivo é ter a melhor cobertura possível, acrescenta.
O responsável adiantou também que existem «seis contratos aprovados e quatro contratos fechados (AstraZeneca, Pfizer, J&J e Sanofi) com vacinas de diferentes características. Estão 16 milhões de doses», afirma. «A vacinação é um processo complexo. Não nos vamos vacinar todos ao mesmo tempo e as vacinas vão chegar por tranches, haverá grupos prioritários», revela garantindo que ninguém vai ficar sem vacina.







