Apesar das expectativas de a hotelaria poder abrir portas já no próximo mês de maio, este regresso, que se pretende gradual, terá de se concretizar mais tarde, segundo Raul Martins, presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) e dono da cadeia Altis, noticia o ‘Expresso’.
O presidente da AHP antecipa que “não haverá hotéis a abrir em maio poderão abrir alguns em julho, e se abrir um terço, já é muito”, acrescentando que muitas cadeias hoteleiras têm a maioria dos trabalhadores em ‘lay off’ situação que vigora até junho, regime que o Governo se propôs rever com as associações.
“O que vai acontecer é que durante julho e agosto, com algum recomeço do transporte aéreo, poderá haver alguma reabertura de hotéis”, detalha Raul Martins.
Mas “no dia em que todas as companhias voltarem a fazer todos os voos – que não se sabe quando é – isso será feito com um terço das pessoas nos aviões. O que significa que também só haverá um terço das pessoas no turismo, e com taxas destas de ocupação a 25% os hotéis não são rentáveis”, reforça o responsável.
Mas para “pequenos hotéis, turismos rurais, moradias e o próprio alojamento local fora das cidades” já se perspetiva que “possa haver mais procura” e que estas unidades comecem a abrir a partir de junho, conclui Raul Martins.
Nota ainda para a consideração de que os hotéis de cidade, como Lisboa e Porto, serão os últimos a recuperar, porque as pessoas irão querer evitar zonas urbanas com mais aglomeração de gente.
Em seu entender, “até que haja transporte aéreo em volume razoável, não há razões para os hotéis abrirem. Temos dificuldade de fazer previsões, estamos em situação de pandemia e ainda não começámos a descer o número de casos e de mortos”.
Para que o cenário comece a melhorar, entende que terá de aparecer um medicamento que dê segurança aos turistas a nível de proteção de saúde. “Só depois de haver um medicamento, o que poderá acontecer dentro de três meses segundo a Universidade de Oxford, é que se pode pensar em ter os hotéis abertos com mais segurança. Agora, para se voltar ao que foi 2019, terá mesmo de ser com uma vacina, pois só assim os mais velhos irão querer viajar”, remata.














