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Covid-19: Hospitais estão a recusar doentes com pulseira azul ou verde

Os doentes sem gravidade não vão ser atendidos nas urgências hospitalares e serão reencaminhados para os centros de saúde. A ordem veio do Ministério da Saúde e é para manter enquanto a pandemia durar, avança o ‘Expresso’ na edição deste sábado.

O reencaminhamento tem de ser autorizado pelo doente: “o utente tem de aceitar, de forma expressa, esta referenciação para os cuidados de saúde primários. Caso haja recusa, mantém todos os seus direitos no âmbito da concretização do episódio de urgência hospitalar”, garante o gabinete da ministra Marta Temido.

De acordo com o Semanário, o reencaminhamento já está a ser feito em várias unidades, nomeadamente no Hospital de Santa Maria Maior, em Barcelos, a Unidade Local de Saúde de Matosinhos e os Centros Hospitalares de Vila Nova de Gaia-Espinho, Leiria, Lisboa Central (que integra o São José) e Lisboa Ocidental (a que pertence o São Francisco Xavier).

A medida parece positiva mas os médicos de família garantem não ter capacidade de resposta. A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) avisa “não estarem reunidas as mais elementares condições para este procedimento”, que diz revelar “um completo desconhecimento das condições de trabalho nos cuidados primários”.

“Fazemos as consultas da nossa lista, a consulta aberta, consultas para recuperar a atividade parada durante o confinamento, teleconsultas e a orientação e tratamento de mais de 90% dos casos suspeitos ou confirmados de covid-19. Só em contactos telefónicos são perto de 40 a 50 todos os dias. E agora ainda teremos de ver os casos com pulseira azul ou verde”, critica Rosa de Fátima Ribeiro, da comissão executiva da FNAM.

“O que está a acontecer é mais uma sequência de medidas avulsas”, afirma o presidente da FNAM, Noel Carrilho.

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