Os hospitais portugueses começaram a apostar em videochamadas para monitorizar os doentes infectados com Covid-19 que estão a ser tratados em casa e dar resposta a consultas em atraso, avança o “Diário de Notícias”. (DN).
De acordo com o “DN”, a experiência começou em Ovar, durante o cerco sanitário, de 17 de Março a 18 de Abril. Mas, entretanto, já terá chegado à Póvoa do Varzim, nesta semana, e para a próxima deverá ser implementada na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, disse ao jornal o presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Luís Góis Pinheiro.
O objectivo, escreve o “DN”, é que se estenda ao resto do país, sendo a grande vantagem a redução da probabilidade de contágio. Além disso, através deste método, os hospitais também impedem o aumento das listas de espera.
No caso de doentes com Covid-19, trata-se de uma actualização da plataforma Tracecovid, criada durante o surto para monitorizar os infectados e os contactos em vigilância. Até aqui os médicos de família ou os especialistas nos hospitais contactavam os doentes pelo telefone. Mas, agora, poderão vê-los, aceder ao processo clínico de cada um e prescrever exames. Já os doentes podem entrar em contacto com os clínicos sem marcação prévia.
Desde que foi disponibilizada, a 26 de Março, a Tracecovid já permitiu mais de meio milhão de contactos entre os utentes e os profissionais de saúde. «Nós já tínhamos lançado as teleconsultas em que os promotores desta consulta eram os médicos de família e os médicos especialistas, mas um utente – que acede à área reservada do Portal do Serviço Nacional de Saúde para contactar um médico por videoconferência – é inovador», explicou ao “DN”, Luís Góis Pinheiro.
Portugal regista já 22.353 casos de infecção pelo novo coronavírus, mais 371 do que ontem, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde, divulgado nesta quinta-feira, que dá conta de 820 vítimas mortais (+35).
O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Press”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 190 mil mortos e infectou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios, com mais de 708 mil doentes considerados curados.





