Covid-19. Hermès fatura 2,5 milhões de euros no dia seguinte à reabertura na China

A contribuição da indústria de luxo e ‘high-end’ para o Produto Interno Bruto (PIB) europeu é de 4%, com uma injeção anual de 800 mil milhões de euros.

Sónia Bexiga

A loja do grupo Hermès, gigante francesa da moda de luxo, em Canton, província de Guangdong na China, faturou 2,5 milhões de euros por dia após a sua reabertura, findo o período de confinamento obrigatório face à pandemia do novo coronavírus, avançam os media locais chineses.

A notícia dá esperança às restantes das empresas do setor que aspiram a uma recuperação semelhante à da Hermès e que beneficiaria toda a economia europeia, aponta o relatório da ECCIA (Aliança Europeia das Indústrias Culturais e Criativas), representante de mais de 600 marcas de luxo, marcas inovadoras e instituições culturais de 12 países.

Entre outros aspetos a ter em conta, incluem-se a contribuição da indústria de luxo e ‘high-end’ para o Produto Interno Bruto (PIB) europeu que é de 4%, com uma injeção anual de 800 mil milhões de euros, bem como o facto de o setor empregar mais de dois milhões de pessoas na Europa, tendo criado 300 mil empregos na Europa entre 2014 e 2018. As exportações representam 10% do total das exportações europeias em 2018.

O grupo Hermès, que ainda não comentou estes resultados, anunciou, recentemente, o apoio aos seus 15 mil funcionários em todo o mundo, mantendo os salários, que assume com os seus recursos sem solicitar a ajuda oferecida pelo governo francês para combater os danos económicos causados pela covid-19.

O grupo doou 20 milhões de euros a vários hospitais públicos da região de Paris, 30 toneladas de desinfetante para as mãos produzidos na sua fábrica de perfumes em Vaudreuil e mais de 31. mil máscaras.

Continue a ler após a publicidade

 

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.