Covid-19: Habitantes confinados em cidade chinesa trocam tabaco e aparelhos tecnológicos por comida

Publicações nas redes sociais mostram residentes a trocar tabaco e até mesmo aparelhos de tecnologia por comida, uma vez que cerca de 13 milhões de pessoas estão confinadas em casa desde 23 de dezembro, sem poder sair para comprar alimentos.

Simone Silva

Alguns residentes em quarentena na cidade chinesa de Xian têm recorrido à troca de produtos nos últimos dias, à medida que continuam as preocupações com a escassez de alimentos, avança a ‘BBC’.

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Publicações nas redes sociais mostram residentes a trocar tabaco e até mesmo aparelhos de tecnologia por comida, uma vez que cerca de 13 milhões de pessoas estão confinadas em casa desde 23 de dezembro, sem poder sair para comprar alimentos.

Nos últimos dias, muitos recorreram às redes sociais com inúmeras reclamações. As autoridades têm fornecido alimentos gratuitos para as famílias, mas algumas disseram que os produtos estão a acabar ou que ainda não receberam ajuda.

Vídeos e fotos publicadas na rede social chinesa Weibo mostraram pessoas a trocar cigarros por repolhos, detergente para louça por maçãs e pensos higiénicos por legumes. Um outro vídeo mostrou um residente a trocar a sua consola Nintendo Switch por um pacote de massa instantânea e dois pães.

“As pessoas estão a trocar coisas com outras no mesmo prédio, porque já não têm comida suficiente para se alimentarem”, disse um morador à Rádio Free Asia, que adiantou também que há quem queira trocar smartphones e tablets por arroz.

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“Cidadãos indefesos chegaram à era da troca – batatas são trocadas por cotonetes”, disse um utilizador da Weibo, enquanto outro descreveu a situação como um “regresso à sociedade primitiva”.

Ainda assim, alguns mostraram-se mais otimistas e comentaram sobre o quão “tocados” ficaram com a gentileza dos seus vizinhos em partilhar os seus alimentos entre si.

Recorde-se que as autoridades chinesas decidiram colocar sob confinamento algumas áreas na cidade portuária de Ningbo, província de Zhejiang, depois de detetarem 23 casos de Covid-19 nos últimos dias.

Trata-se da segunda cidade chinesa a lançar um bloqueio este inverno, depois de Xian, que somou 1663 infeções, desde o início de dezembro do ano passado.

Os 23 casos detetados em Ningbo, cidade de nove milhões de habitantes, foram diagnosticados numa fábrica de têxteis e correspondem à variante delta do coronavírus, noticiou a imprensa estatal chinesa.

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As autoridades locais decidiram que os residentes não podem sair de casa em áreas específicas da cidade, como o distrito de Beilun, enquanto em outras áreas o movimento vai ser limitado.

“Entre os 23 casos, 19 têm sintomas leves e os outros quatro moderados. A fonte da infeção ainda é desconhecida”, disse um funcionário, citado pela emissora estatal CCTV.

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