O Grupo de Apoio Técnico à Implementação das Políticas de Saúde (GAPS) – criado no Verão para apoiar o Governo na área dos cuidados de saúde primários – considera que os contactos de alto risco que tenham recebido as duas doses da vacina contra a Covid-19 não devem cumprir isolamento.
A notícia é avançada esta terça-feira pelo jornal ‘Público’, que teve acesso às propostas já enviadas ao ministério da Saúde, de entre as quais se destacam também a redução para cinco dias do tempo de confinamento dos doentes com Covid-19 e o avanço com um “simplex para as baixas”.
A Direção Geral da Saúde (DGS) decidiu recentemente reduzir de 10 para sete dias o período de isolamento de pessoas infetadas assintomáticas e dos contactos de alto risco, mas o grupo de apoio foi ainda mais longe.
João Rodrigues, médico coordenador do GAPS, refere ao jornal que a DGS foi “extremamente cautelosa”, defendendo que “cinco dias de isolamento bastariam”, para estes casos. “Temos que simplificar [procedimentos]”, indica.
Já nos contactos vacinados, o isolamento é mesmo dispensável. “Em relação aos contactos de alto risco, como é que podemos continuar a isolá-los? É um exagero o que está preconizado”, defende.
“Temos é que explicar às pessoas qual o comportamento a adotar, e é sempre a mesma coisa – usar máscara, lavar as mãos e manter o devido distanciamento físico -, e fazer uma vida normal, ainda que com medidas de prevenção”, afirma ao ‘Público’.
O médico considera que “não se podem isolar pessoas que são essenciais para o funcionamento da economia. Até para valorizar a vacinação, quem estiver vacinado – e chegam as duas doses –, se for contacto de alto risco não tem que ser isolado”, defende.
Adicionalmente, o grupo defende que se avance com “um simplex para as baixas por covid”. Uma vez que esta tarefa está a ocupar “pelo menos 25% do tempo diário de trabalho dos médicos de família”, João Rodrigues sugere que “o teste positivo” sirva como declaração de baixa “para a segurança social e para a entidade patronal”.
Outras das propostas, adianta o jornal, passam ainda por acabar com as áreas dedicadas aos doentes respiratórios (ADR-C) na comunidade e pelo reforço da capacidade de resposta da linha SNS24, eventualmente com a criação de um “call center por distrito.














