Covid-19. Governo e Presidente da República continuam em alta mesmo em semana sensível do 25 de abril

O Índice de Avaliação de Desempenho do Governo atinge nesta quinta semana de quarentena um valor de 77 pontos, e o do Presidente da República, 73, ambos com uma queda de dois pontos.

Sónia Bexiga

Na semana da polémica em torno das comemorações do 25 de abril na Assembleia da República, Governo e Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, mantêm avaliações muito positivas, segundo apurou o “Barómetro de Opinião COVID-19 da Marktest”, divulgado esta segunda-feira.

De acordo com os resultados, da última sondagem, realizada entre 20 e 22 de abril, são agora 88,7% os portugueses que dão nota positiva ao desempenho do Governo durante a pandemia de Covid-19. Um valor ligeiramente inferior ao registado na última sondagem (91%) e que parece assim revelar que a polémica em torno das comemorações do 25 de abril na Assembleia da República não teve particular impacto na avaliação global feita pelos portugueses.

Os resultados mostram ainda que o índice de Avaliação de Desempenho do Governo atinge os 77 pontos e o de Avaliação de Desempenho do Presidente da República regista 72,6 pontos. Ou seja, à medida que o tempo passa, as avaliações do Governo e do PR, continuam muito positivas, apesar de nesta semana, ambos terem registado quebras de cerca de dois pontos nas suas avaliações.

O Índice de Avaliação de Desempenho do Governo atinge nesta quinta semana de quarentena um valor de 77 pontos, menos dois pontos face à semana passada. A avaliação do Presidente da República atinge um valor de 73, o que também traduz uma queda de dois pontos.

Sensivelmente a mesma variação negativa (2,8 pts) foi também registada no índice de Expectativa Económica dos portugueses, que traduz a estimativa sobre a situação económica pessoal e do país daqui por um ano. Perante as incertezas gerais sobre futuro, o Índice de Expectativa atinge, nesta edição, um valor de 21.3.

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Noutro plano, 75% dos portugueses consideram que o Governo tem feito tudo o que está ao seu alcance para proteger os portugueses do risco representado pelo coronavírus (-4 p.p face à semana passada). Analisando esta mesma questão do ponto de vista económico, diminuiu também, ainda que de forma não significativa, no espaço desta última semana a % daqueles que acreditam que sim: são agora 69% (menos 2 p.p)

O impacto económico percecionado que esta crise provocada pela covid-19 poderá ter junto dos portugueses continua a ter no Aumento da Taxa de Desemprego, no Aumento de Impostos e na Subida de Preços de Bens essenciais as respostas mais ouvidas. O primeiro-ministro, António Costa, diz que quer evitar a via da austeridade a todo o custo, mas as expectativas dos portugueses evidenciam que tal será muito difícil, ou impossível.

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