Covid-19: Governo cria ‘task force’ de cientistas comportamentais para ajudar a passar mensagem à população

O Governo criou uma task-force de cientistas para ajudarem a transmitir melhor à população as mensagens sobre os comportamentos que ajudam a combater a covid-19. De acordo com o jornal Público, a criação desta equipa de especialistas, que não serão pagos, está prevista num despacho do Ministério da Saúde.

A task-force, já criada, é coordenada por Margarida Gaspar de Matos, da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa. A equipa é também composta por António Silva, do Instituto Superior de Economia e Gestão; Cristina Godinho, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica; Duarte Sequeira, dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde; Marta Moreira Marques, do Trinity Centre for Practice and Healthcare Innovation; Miguel Arriaga, da Direção-Geral da Saúde; Osvaldo Santos, do Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Faculdade de Medicina de Lisboa; e Rui Gaspar, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica.

Assim, até ao dia 31 de dezembro, como consta no despacho, este grupo de cientistas comportamentais vai ajudar o Governo através da realização de estudos e de documentos. O secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Tiago Antunes, será o responsável por fazer a ‘ponte’ entre o executivo e o grupo de peritos.

Segundo o Público, a equipa terá ainda o apoio dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde. O objetivo passa por contribuir para “uma mudança de comportamentos individuais e coletivos” e “garantir que diferentes indivíduos e as suas comunidades mantenham” os “comportamentos recomendados como mais eficazes em cada momento e contexto social, na resposta à pandemia e nos momentos que a ela se sucederão”.

Como diz o despacho do ministério de Marta Temido, estas “mudanças comportamentais apenas poderão ser alcançáveis com a aplicação estruturada da ciência comportamental” que permite “identificar, explicar, prever e intervir sobre comportamentos”, tendo por base o “estudo de flutuações” em relação às “perceções do sistema social sobre a evolução da pandemia.

Além disso, a task-force vai também ter em atenção os “comportamentos de prevenção dos riscos de contágio pelo vírus SARS-CoV-2, em diferentes momentos e contextos sociais e por diferentes pessoas”. E ainda as variações “nos fatores individuais, sociais e ambientais que permitem a sua facilitação ou inibição e consequente explicação e previsão de alterações ao comportamento e expectativas de adesão futuras”.

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