A França deve ultrapassar esta quinta-feira a terrível marca das 100 mil mortes por Covid-19, tonando-se assim no quarto país europeu a fazê-lo, depois do Reino Unido, Itália e Rússia, de acordo com a ‘Euronews’.
Cerca de 297 vítimas mortais foram registadas na quarta-feira no país governado por Emmanuel Macron, elevando o total para 99.805. Na semana anterior, uma média de 293 pessoas perderam a vida diariamente devido ao vírus.
O país reportou oficialmente a primeira morte por Covid-19 na Europa a 14 de fevereiro de 2020, quando um turista chinês de 80 anos morreu no hospital após três semanas internado na unidade de cuidados intensivos. 12 dias depois, foi anunciada a morte do primeiro cidadão francês, um homem de 60 anos.
No final da primavera do ano passado, e apesar de um bloqueio rígido imposto em meados de março, o país registou quase 30 mil mortes. Contudo, o pior estava por vir, porque a segunda vaga mostrou ser ainda mais violenta em França, agravando-se no início deste ano pelo surgimento de variantes mais contagiosas. Desde outubro, mais de 65 mil mortes foram atribuídas ao vírus no país.
O aumento no número de casos atribuídos à variante britânica levou o presidente Emmanuel Macron a anunciar um novo bloqueio no dia 31 de março deste ano. Atualmente, todas as lojas não essenciais em todo o país estão fechadas, está proibida a circulação entre diferentes regiões e os franceses têm recolher obrigatório a partir das 19h.
Cerca de 10 dias após o terceiro bloqueio, o número de novos casos ultrapassou os 43.500 na quarta-feira e o país mantém a quarta maior taxa de incidência a 14 dias da União Europeia (UE), com quase 802 infeções por 100 mil habitantes, de acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês).
O porta-voz do governo, Gabriel Attal, disse aos jornalistas na quarta-feira que «a terceira vaga infelizmente ainda não nos deixou». «Embora existam alguns sinais positivos, que mostram que as restrições estão a funcionar, ainda é muito cedo para ver a plena eficácia destas medidas a nível nacional», sublinhou.
«Acrescento que o pico de hospitalizações ainda não foi atingido. Isto significa que temos ainda temos dias muito difíceis pela frente em hospitais e unidades de cuidados intensivos», disse ainda o responsável no mesmo dia.
Mais de 13.600 pessoas foram hospitalizadas devido à Covid-19 em todo o país na semana passada, incluindo mais de três mil cidadãos em unidades de cuidados intensivos.














