Covid-19: França, Alemanha e Reino Unido preparam-se para novos ‘lockdown’

Já não há dúvidas sobre uma segunda onda de casos de COVID-19 na Europa e também é claro que alguns países estão a apertar de novo as regras para tentar garantir que os cidadãos não irão passar o Natal isolados. Em Portugal, é obrigatório usar máscara na rua a partir de hoje, mas há mais exemplos de restrições um pouco por toda a Europa.

Em França, Emmanuel Macron anuncia hoje novas medidas de combate ao avanço da pandemia do novo coronavírus. Confinamento é uma das possibilidades em cima da mesa, de acordo com os meios de comunicação franceses, sendo que seria uma versão mais leve daquilo que se viveu em Março: as escolas ficariam abertas, bem como outras actividades essenciais.

«Devemos esperar decisões difíceis», alertou ontem o ministro do Interior, Gérald Darmanin, evocando as novas restrições previstas em Itália, Espanha e República Checa como exemplos. Ontem, França registou 523 mortes associada à COVID-19.

Além de França, também a Alemanha está à beira do lockdown. A Reuters divulgou hoje uma proposta de Angela Merkel que obrigaria bares, restaurantes, ginásios e salas de espectáculos a fechar portas, por exemplo. O documento sugere ainda que apenas se possa sair à rua na companhia do próprio agregado e de pessoas de outro agregado, num máximo de duas casas.

O jornal Bild adianta que Angela Merkel estará a preparar um “lockdown light”, ou seja, que permite que alguns espaços se mantenham de portas abertas, como é o caso de escolas e creches. Excepção feita a regiões onde o número de infecções permanece significativamente elevado.

«Temos de nos preparar para um lockdown porque — é o que as curvas em todos os países vizinhos mostram — essa será a única maneira de colocar as curvas de infecções novamente sob controlo e reduzi-las», sublinha o físico Dirk Brockmann, citado pelo Deutsche Welle. Só nos últimos dias, a Alemanha registou um recorde de 14.964 novos casos de infecção.

O cenário é semelhante também no Reino Unido, com 367 mortes durante o dia de ontem, o número mais alto desde 27 de Maio. O caminho a seguir poderá ser também o do confinamento, especialmente em Inglaterra – os governos da Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales já adoptaram novas medidas.

O governo de Boris Johnson ainda não deu, porém, sinais de estar a preparar novo lockdown, indicando apenas que estão a ser avaliadas opções. Ainda que cientistas do SAGE – organismo que aconselha o governo britânico em matéria científica – já tenham demonstrado preocupação com o rumo do país.

Defendem que todos os cidadãos devem ser alvo de restrições mais sérias até meados de Dezembro, considerando as previsões actuais de 500 mortes diárias e de 25 mil pessoas internadas até ao final do próximo mês.

«Será pior desta vez, mais mortes. É essa a projecção que tem sido apresentada ao primeiro-ministro e ele está agora sob muita pressão para avançar com o confinamento de novo», indica fonte ao Telegraph.

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