Entre Março e Agosto de 2020 foram detidas 535 pessoas por crime de desobediência, ao violarem as regras impostas no âmbito da pandemia da Covid-19, avança esta sexta-feira o ‘Jornal de Notícias’ (JN), que cita dados do Ministério da Administração Interna (MAI).
As detenções estiveram a cargo das forças policiais portuguesas, Guarda Nacional Republicana (GNR) e Polícia de Segurança Pública (PSP), que detiveram na sua maioria 345 cidadãos, (correspondente a 64% do total), fora da sua residência, não cumprindo com o dever de confinamento a que estavam sujeitos.
Ainda assim, segundo a mesma publicação, este grupo subdivide-se em dois: 157 casos de infecção ou suspeitas, que por isso estavam submetidos ao «confinamento obrigatório» e ainda 188 cidadãos que deviam ter obedecido ao «dever geral de recolhimento domiciliário», apesar de não fazerem parte dos casos descritos acima.
Os dados do MAI revelam também que 428 das 535 detenções, o equivalente a 80% do total, ocorreram durante o estado de emergência em Portugal, ou seja, entre 22 de Março e 2 de Maio de 2020. Por sua vez, quando o país atravessava o estado de calamidade, entre 3 de Maio e 30 de Junho, registaram-se 52 detenções. Em Julho, Portugal estava em estado de calamidade, alerta e contingência, tendo registado 48 detenções e desde 1 de Agosto até agora, somam-se mais sete detidos.













