A semana passada foi marcada por uma negociação das moedas do G10 bastante estável, com o dólar a ter uma reação mista à continuidade de subidas das taxas de juro, uma vez que os ativos de risco não tiveram reações significativas a estes movimentos das divisas.
David Brito, Diretor-Geral da Ebury, explica à Executive Digest que “as moedas dos mercados emergentes foram as estrelas na semana passada”, lideradas pelas latino-americanas, e que a reabertura da economia chinesa após o fim dos bloqueios provocados pela Covid-19 está a correr melhor do que o esperado, aumentando o ânimo dos países exportadores de matérias-primas”.
Assim, na semana passada os pesos chileno e mexicano lideraram com uma subida de mais de 2% em relação ao dólar americano.
“Na Europa, mais uma surpresa ascendente na inflação, com os indicadores a atingirem novos níveis máximos, o que significa taxas europeias e o euro mais altos”, sublinha David Brito.
Para esta semana estará em foco o discurso semestral do presidente da Fed, no Congresso e pelo relatório da folha de pagamento dos EUA, na sexta-feira.
“Os mercados esperam uma desaceleração na criação de empregos em relação aos níveis substanciais relatados em janeiro, mas para um nível ainda consistente com um mercado de trabalho extremamente apertado nos EUA. O foco estará principalmente nos números salariais, onde uma surpresa em alta pode fornecer mais indícios para o aumento dos juros”, explica.
No que respeita ao euro, a Ebury considera que os fatores que sustentam taxas de juro mais altas na Zona Euro e, consequentemente, um euro mais forte, permanecem firmes.
“Ainda não há sinais de que a inflação tenha atingido o pico, ao contrário dos EUA. Por outro lado, os números do crescimento continuam igualmente a surpreender em alta, e o impacto da rápida recuperação chinesa ainda não foi sentido”, explica a Ebury, sublinhando que as taxas na Europa estão a subir ainda mais rápido do que nos EUA e isso está a definir o nível da moeda comum.














