Mesmo com o levamento do estado de emergência, os habituais ajuntamentos que invadem as praias do Algarve não vão ser permitidos.
Para as autoridades de saúde “são precisas mudanças”, sem vacina ou outras medidas profiláticas, as medidas restritivas impostas pela pandemia da covid-19 vão ter de continuar, mesmo que ainda se desconheça o enquadramento legal o próximo verão não será igual aos outros, noticia a SIC Notícias.
“É natural que passemos um verão com algumas restrições. É bom que as pessoas criem expectativas de que, apesar de termos a praia à volta, não vai ser igual e quase de certeza que vamos avançar com restrições “, afirmou Ana Cristina Guerreiro, delegada regional de saúde do Algarve.
Com pouco mais de 300 casos confirmados, 10 mortes e 24 internados nos cuidados intensivos, as autoridades de saúde consideram que a região “vive uma situação confortável”, face aos outros cenários pelo país, mas ainda assim receiam um aumento de casos da covid-19, com a chegada das férias de verão.
Preocupações que se agravam face à possibilidade se ser reaberta a fronteira com Espanha (sendo que existe a possibilidade de acontecer no próximo dia 15 de maio) e de serem retomados os voos de e para Faro.
“Se abrirmos as fronteiras e o aeroporto, se deixarmos de ter as restrições sem outras medidas que mitiguem a possibilidade de propagação, os problemas podem voltar, como aliás já vimos acontecer na China “, afirma Paulo Morgado, da administração Regional de Saúde do Algarve.




