Covid-19. Fenprof responsabiliza tutela por atraso de plano de contingência nas escolas

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) responsabilizou o Ministério da Educação pelo atraso na divulgação de plano de contingência para as escolas e exige-o ainda esta semana, sendo atribuídos às escolas os necessários recursos, incluindo financeiros.

Ana Rita Rebelo

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) responsabilizouMinistério da Educação pelo atraso na divulgação de plano de contingência para as escolas e exige-o ainda esta semana, sendo atribuídos às escolas os necessários recursos, incluindo financeiros.

Em comunicado, a Fenprof critica a «aparente inação» do Ministério, adiantando que, nesta segunda-feira (o dia em que foram confirmados os primeiros casos de infecção por coronavírus em Portugal), solicitou à tutela, por ofício, a divulgação do plano de contingência elaborado pela tutela para aplicação nas escolas. «O Ministro da Educação, tal como acontece em relação a todos os outros aspectos, não respondeu à Fenprof, limitando-se, na sequência de despacho do governo, a instar as escolas a elaborarem planos de contingência, ainda que o referido despacho atribua essa responsabilidade à entidade empregadora, no caso o Ministério da Educação», acrescentou.

A Fenprof responsabiliza o Governo «por ter descansado sobre a ausência de casos em Portugal, não tendo definido um plano de contingência atempadamente, querendo agora viver da criatividade das escolas que, em vários casos, procuram recuperar os planos de há uma década, ainda que as características do actual problema possam ser distintas».

Nesta quinta-feira, foi confirmado que a Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo no Porto vai suspender as aulas. Em causa está o facto de um professor ter contraído o novo coronavírus. O homem, de 44 anos, está internado no Hospital de São João. O docente esteve em Itália em Fevereiro. A instituição já anunciou que irá suspender a actividade lectiva e vai encerrar até novas orientações.

Entretanto, a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, confirmou à “RTP” que a mulher internada no Hospital Curry Cabral, com Covid-19, é professora na Escola Básica Roque Gameiro, na Amadora.

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A federação, liderada por Mário Nogueira, considera «lamentável esta situação que obriga, agora, o Governo e o Ministério da Educação a correr atrás do problema, ao invés de anteciparem as soluções», exigindo agora «uma resposta premente à necessidade de as escolas operacionalizarem um plano», que terá de ser «urgentemente conhecido, devendo ser garantidos, com urgência, os indispensáveis recursos para se organizarem devidamente».

*Notícia actualizada com mais informação

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