A vacina Pfizer/ BioNTech contra o novo coronavírus é segura e eficaz, de acordo com a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, contudo, os voluntários dos ensaios clínicos têm alertado para sintomas fortes após a toma da segunda dose, avança a ‘CNBC’.
Num relatório divulgado na manhã de terça-feira, a FDA indicou que poderia dar luz verde à primeira vacina de Covid-19 do país, da Pfizer, em poucos dias, uma vez que os resultados mostravam elevados graus de segurança e eficácia.
Se a injeção da Pfizer receber uma autorização para uso de emergência nos EUA, as imunizações, que são administradas em duas doses com intervalo de três semanas, podem começar já na próxima semana.
No entanto, nem tudo são boas notícias, isto porque, segundo alguns voluntários do ensaio clínico da Pfizer, a toma da vacina contra a Covid-19 não se assemelha à da gripe. Um dos participantes disse à ‘CNBC’ que após a segunda injeção acordou com calafrios, a tremer de tal forma que acabou por partir um dente. «Doeu até mesmo ao deitar-me na cama», afirmou. Outros disseram sentir dores de cabeça fortes e fadiga.
O FDA disse que embora os efeitos colaterais da vacina da Pfizer sejam comuns, «não há preocupações específicas de segurança identificadas que impeçam a sua aprovação nos EUA». A vacina Pfizer é uma das quatro candidatas apoiadas pelo país na fase três dos testes. Segue-se a americana de biotecnologia Moderna.
Ambas as empresas disseram que tomar as suas vacinas pode resultar em efeitos colaterais semelhantes aos sintomas leves de Covid-19, nomeadamente dores musculares, calafrios e dor de cabeça.
Quando o participante do ensaio, Yasir Batalvi, leu pela primeira vez o formulário de consentimento de 22 páginas da Moderna, que alertava sobre os efeitos colaterais que variam de nada até à morte, o jovem de 24 anos ficou muito preocupado, disse à mesma publicação.
«É importante ter em mente que quando eu entrei para o ensaio clínico ninguém sabia se seria ou não uma vacina segura», afirmou Batalvi, explicando que quando recebeu a primeira injeção em meados de outubro, parecia como uma vacina contra a gripe.
«Senti rigidez e dor no braço esquerdo, onde tinha sido aplicada a injeção, mas eram ligeiros», afirmou. «Naquela noite, não conseguia mexer o meu braço acima do ombro, mas foi algo localizado e desapareceu no dia seguinte», disse.
Contudo, na segunda dose a história foi diferente. «Depois da injeção, tive os mesmos efeitos colaterais da primeira: dor localizada e rigidez, mas mais intensos. O meu braço ficou dorido mais rapidamente e, quando cheguei a casa, comecei sentir-me cansado e com a sensação de uma forte gripe», explicou à ‘CNBC’.
Depois surgiram sintomas mais significativos na mesma noite. «Fiquei com febre e tive calafrios. Foi uma noite muito difícil», acrescentou. Depois de uma noite agitada, Batalvi ligou para os médicos responsáveis pelo ensaio, que o tranquilizaram de que era uma reação normal e não havia motivo para preocupação. Naquela tarde, o jovem disse que sentiu o mesmo novamente.
Quanto a quaisquer efeitos a longo prazo, Batalvi não pensa muito no assunto. «Não estou muito preocupado», disse. «Sabemos, através de testes de vacinação, que todos as reações adversas aparecem principalmente nos primeiros meses», concluiu.




