Covid-19: Existem dois mil utentes e quase mil funcionários positivos nos lares de Portugal

Declarações prestadas na conferência de imprensa diária desta segunda-feira, que actualiza os últimos desenvolvimentos sobre a Covid-19 em Portugal.

Simone Silva

O secretário de estado da saúde, António Sales, refere na conferência de imprensa diária da Direcção Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira, que «estamos no primeiro dia da segunda fase de desconfinamento, é natural que as pessoas tenham receios», refere dizendo que «temos o dever de continuar a respeitar escrupulosamente as indicações das autoridades de saúde», porque, sublinha «somos todos agentes de saúde pública».

«Mantém-se estável a situação de infecção nos lares». 12% dos lares têm casos da Covid-19, ou seja 315 lares: dois mil utentes positivos, 10% dos quais em internamento, segundo o responsável. Dos 14 mil funcionários, 998 encontram-se positivos, cerca de 400 aguardam resultado e 720 estão em isolamento.

Os ventiladores já se encontram na embaixada de Portugal na China, segundo António Sales, «com o esforço desenvolvido e com a chegada de mais 400 ventiladores, aumentámos a capacidade para 713 camas com ventilação mecânica». O responsável tem a ambição de ultrapassar a média europeia.

A taxa de ocupação nos cuidados intensivos actualmente é de 54%, sendo que cerca de 30% corresponde a doentes Covid-19, informa o secretário de estado da saúde.

«Testamos por milhão de habitante mais de 60 mil pessoas, há um reforço cada vez maior da nossa capacidade de testagem, mas temos de ter a humildade democrática para rever a nossa resposta nas várias vertentes», refere António Sales.

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«Mesmo numa época sazonal com maior afluxo de pessoas, confiamos no civismo da população», afirma o responsável.

Existem actualmente seis entidades acreditadas para certificar máscaras cirúrgicas, sociais ou outros equipamentos de protecção, segundo António Sales, que revela que «em breve devem existir mais com essa capacidade».

O presidente do Infarmed, Rui Santos Ivo, também marcou presença na conferência, dizendo que o Infarmed publicou um documento que destaca três grupos de destinatários de máscaras: profissionais de saúde, a que se destinam máscaras cirúrgicas, tipo 1; depois os restantes profissionais de segurança, que devem utilizar máscaras do tipo 2 e a restante população, máscaras do tipo 3 ou sociais.

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O responsável refere ainda que as autoridades da ASAE se encontram no terreno para verificar se as empresas de produção de máscaras cumprem todos os requisitos de segurança para que possa ser comercializado.

Na conferência estava também Graça Freitas, directora geral da saúde, que refere que relativamente aos casos recuperados, «procuramos sempre saber quantos doentes tínhamos, se estavam a ser acompanhados e isso foi cumprido, refere sublinhando que «de ontem para hoje já foram reportados mais casos pelas instituições, o que significa que vamos conseguir caracterizar estas pessoas da melhor forma».

«A informação sobre a epidemia muitas vezes só se consegue obter na íntegra, no final da mesma», ressalva a responsável, dizendo que mesmo assim já têm conhecimento de muitos dados.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) refere que é mais difícil a transmissão do vírus pelas superfícies, «contudo não é um estudo conclusivo, tanto que continua a ser recomendada a desinfecção dessas superfícies», refere Graça Freitas, sublinhando que continuam a acompanhar a situação.

«Temos estado a ser cautelosos no desconfinamento para que a nossa vida volte à normalidade», refere a responsável acrescentando que a «DGS está sempre disponível para dar informações adicionais em certas situações especificas, nomeadamente para a população deficiente».

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Relativamente aos centros de dia ainda não está prevista a sua abertura. «Temos falado muito em separação de circuitos para evitar riscos. Estamos a aprender e vamos paulatinamente voltando ao normal», afirma Graça Freitas.

«Os ajuntamentos não se devem verificar, ponto. Com ou sem máscara. Tirando aqueles que vivem na mesma casa», sublinha a responsável, referindo que a distancia social é a «melhor forma de nos prevenirmos contra a doença. Devemos evitar sítios com muita gente», afirma.

A responsável refere relativamente ao Algarve que «é melhor não aligeirar», para que não se perca o que já foi conquistado e uma consequente «segunda onda menos benigna do que a primeira».

Portugal regista actualmente 1231 mortes pelo novo coronavírus, uma subida de 13 vítimas mortais face ao dia anterior e ainda 29.209 casos confirmados de infecção, mais 173 nas últimas 24 horas, de acordo com o boletim epidemiológico, divulgado há instantes pela DGS.

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