Os Estados Unidos estão oficialmente à procura de um parceiro alternativo à Organização Mundial de Saúde (OMS) para continuar a desenvolver “o trabalho importante, como as vacinas”, segundo fez saber o diretor interino da agência norte-americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Jim Richardson.
Este anúncio foi acompanhado do compromisso de que estão a ser preparados novos financiamentos para a saúde global e que serão conhecidos nos próximos meses.
Importa recordar que já desde a semana passada que se sabe que os EUA decidiram congelar o financiamento à OMS, da qual são o maior financiador, pelo menos até julho, sob acusação da agência das Nações Unidas, e em particular o director-geral, terem “espalhado desinformação chinesa” e de “provocar muitas mortes com os seus erros”.
Já esta semana, o secretário de Estado Mike Pompeo veio acusar o Partido Comunista Chinês de não ter avisado a OMS do surto de um novo tipo de coronavírus logo que foi detetado, bem como de não ter confirmado, durante um mês, que o vírus se transmitia entre seres humanos.
“A China não partilhou amostras do vírus recolhidas no país com o mundo exterior”, sublinhou Pompeo, embora a sequenciação genómica do novo coronavírus tenha sido rapidamente publicada por vários cientistas, não só chineses como dos vários países onde foi surgindo.
Segundo os analistas políticos, estes ataques podem não passar de uma forma de os EUA desviarem as atenções da lentidão com que reagiram à pandemia da covid-19.
A China, por seu turno, garante a transparência da sua atuação e continua a recusar as acusações de ter gerido mal a partilha de informações sobre o novo coronavírus.














