Covid-19. «Este vírus mortífero deve ser guiado pela ciência e não por questões políticas», defende especialista em vacinas

Rick Bright, ex-director da agência do Governo dos Estados Unidos, foi afastado do cargo esta semana. Bright foi transferido para uma posição inferior nos Institutos Nacionais de Saúde e fala em «retaliação», noticiam os meios norte-americanos.

Executive Digest

Rick Bright, ex-director da agência do Governo dos Estados Unidos, foi afastado do cargo esta semana, depois de opor-se a um medicamento promovido pelo Presidente Donald Trump para o tratamento da Covid-19. Bright foi transferido para uma posição inferior nos Institutos Nacionais de Saúde e fala em «retaliação», noticiam os meios norte-americanos.

O imunologista, que fazia a ponte entre o Executivo norte-americano e os privados, enquanto director da Autoridade de Investigação e Desenvolvimento em Biomedicina, uma agência do Departamento de Saúde dos Estados Unidos, considera que foi castigado. Rick Bright opôs-se ao uso de hidroxicloroquina no combate à Covid-19, um medicamento utilizado no tratamento da malária, bem como lúpus ou artrite reumatóide, que tem sido recomendado pelo Presidente norte-americano Donald Trump para o tratamento do novo coronavírus.

«Estou convicto de que a minha transferência foi uma resposta à minha insistência para que o Governo investisse os milhares de milhões de dólares aprovados pelo Congresso para o combate à pandemia de Covid-19 em soluções seguras e aprovadas cientificamente, e não em medicamentos, vacinas e outras tecnologias sem mérito científico», disse.

Rick Bright explicou ainda que decidiu denunciar a situação porque entende que «este vírus mortífero deve ser guiado pela ciência e não por questões políticas ou clientelismo».

O jornal “The Washington Post” noticiou, na semana passada, que a CIA estava a alertar os colaboradores para os riscos da utilização da hidroxicloroquina. «Neste momento, o medicamento não é recomendado a pacientes, excepto se profissionais de saúde o prescreverem como parte de estudos a decorrer.»

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A pandemia de Covid-19 já matou 183 mil pessoas e ultrapassou os 2,6 milhões de infectados em todo o mundo, desde que surgiu em Dezembro na China, segundo um balanço da “Agence France-Press”, às 11 horas, a partir de dados oficiais. Pelo menos 696.700 pessoas foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no final de Fevereiro, lideram em número de mortos e casos, com 46.785 mortos para 842.624 infectados. Pelo menos 76.614 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades de saúde do país.

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