A farmacêutica norte-americana, Moderna, vai colocar todo o seu foco no fornecimento de vacinas contra a Covid-19 nos Estados Unidos, o seu país de origem, com quase 90% da sua produção a entrar no país até Março de 2021, segundo o ‘Cinco Dias’.
Concretamente, a empresa de biotecnologia de Boston pretende distribuir nos Estados Unidos 20 milhões de doses em dezembro e mais 85 a 100 milhões no primeiro trimestre de 2021. Para o resto do mundo, teremos que esperar até Março, altura em que a empresa fornecerá entre 15 e 25 milhões de doses.
Esta distribuição significa que o peso da comercialização vai beneficiar os Estados Unidos, com quase 90% da sua produção. Em dezembro, 100% da produção atenderá ao contrato com Washington e até março a faixa de vacinas que o país vai receber situa-se entre 82% e 87%.
Este fornecimento, sem dúvida, beneficiará os Estados Unidos com ferramentas para acabar com a pandemia mais cedo do que outras regiões do mundo. O Deutsche Bank concluiu recentemente num estudo que o presidente eleito Joe Biden será capaz, com as vacinas Pfizer e Moderna, de obter imunidade de grupo no país, no segundo trimestre, enquanto no bloco europeu essa realidade poderá ser adiada até ao terceiro trimestre.
Por conta do pacto comercial com o governo de Donald Trump, a empresa deve fornecer 100 milhões de doses da vacina, para além de outros 400 milhões opcionais. No caso da UE, a Moderna fornecerá 80 milhões (mais outros 80 opcionais).
Este anúncio surgiu depois de a Moderna ter revelado na segunda-feira que a análise de eficácia primária do estudo de fase III de sua vacina candidata confirmou uma eficácia de 94,1% . A empresa também apresentou um pedido de autorização de uso de emergência nos Estados Unidos e uma aprovação condicional na Europa. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou uma reunião extraordinária no dia 12 de janeiro para realizar uma avaliação definitiva deste produto.






