O primeiro-ministro, António Costa, disse este sábado, que a segurança é uma «condição fundamental» para a retoma económica do país.
«Para começar a reabrir um conjunto de actividades do sector comercial que foram encerradas por necessidade da contenção da pandemia» é preciso que haja segurança, começou por apontar num discurso durante a cerimónia de assinatura de um protocolo de cooperação para o sector do comércio e serviços, entre a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e a Direção-Geral da Saúde (DGS). «O retomar dessa actividade é fundamental que seja feito com segurança de quem trabalha nos estabelecimentos e segurança dos clientes que lá vão», reafirmou.
A segurança é, aliás, «uma condição fundamental» para que «os portugueses regressem com confiança a esses estabelecimentos, voltem com confiança aos cabeleireiros e aos barbeiros e outros institutos de beleza, entrem num stand automóvel ou numa loja de roupa ou numa livraria. Para que essa confiança exista é necessário que todos asseguremos o que o podem fazer em segurança», ressalvou.
«Além das normas gerais que temos vindo a trabalhar em sede de Concertação Social, de protecção e higiene no trabalho, que é transversal a todos os sectores, há depois especificidades próprias de cada actividade», fez notar. «Quem vai experimentar um carro tem condições diferentes de quem vai experimentar uma gravata. E, seguramente, todos teremos condições diferentes quando vamos a um cabeleireiro ou barbeiro, porque essa é uma actividade que não se faz nem em teletrabalho, nem com distanciamento físico, e isso requer que essa proximidade possa ser compatível com a segurança», acrescentou o primeiro-ministro, sublinhando que o reactivar destas actividades «é essencial».
«Sou o primeiro a perceber bem que em momentos de grande aflição a angústia aumenta e a ansiedade é enorme», mas «temos de ter em conta o esforço que tem sido feito e o que tem conseguido neste mês e meio que vivemos em Estado de Emergência», salientou.
«Esperamos que no dia 1 de Junho possamos abrir toda a actividade comercial sem restrições, que não sejam aquelas que tenhamos de respeitar», disse ainda, referindo-se, por exemplo, ao uso de máscaras.
Para Costa, «a mensagem importante que temos de transmitir aos portugueses é de que vamos retomar, passo a passo, um maior nível de actividade na sociedade portuguesa e cada um desses país tem de ser dado cumprindo todas as normas de segurança, aquelas que dizem respeito a cada um de nós e as que seguramente teremos em cada estabelecimento comercial que vamos visitar ou em cada empresa onde vamos adquirir um serviço», apontou.
O primeiro-ministro aproveitou a ocasião para lembrar o calendário definido: nesta segunda-feira, 4 de Maio, têm autorização para abrir portas as lojas com porta aberta para a rua e com uma área até 200 metros quadrados (m2), ou seja, «a generalidade do comércio local», as livrarias e os stands de automóveis, independentemente da sua área, cabeleireiros e barbeiros.
Numa segunda fase, a partir de 18 de maio, abrem lojas até 400 m2 ou maiores, «desde que limitem a sua actividade aos quatrocentos metros quadrados» ou por decisão da autarquia, explicou.
A 1 de Junho reabrem lojas com uma área superior a 400 m2 ou que funcionem em centros comerciais. «Esperemos que no dia 1 de Junho possamos abrir toda a actividade comercial, sem restrições, que não sejam aquelas que temos de respeitar.» «Para entrarmos nas lojas teremos de fazê-lo com máscara e as lojas têm de ter dispensadores de produtos de desinfecção», exemplificou.
«Se o conseguirmos fazer da forma responsável como temos vivido este sacrifico de confinamento ao longo deste mês e meio, seguramente conseguiremos ir dando cada um destes passos», salientou.
Em Portugal, morreram 1.007 pessoas das 25.351 confirmadas como infectadas, e há 1.647 casos recuperados, de acordo com a DGS.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 235 mil mortos e infectou mais de 3,3 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.
A Covid-19, doença respiratória aguda que pode provocar pneumonias, é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
*Notícia actualizada às 12:11














