Vários especialistas em saúde pública e pneumologia consideram que os testes rápidos gratuitos à Covid-19 não deveriam ter acabado, estando contra a decisão do Governo e pedindo o seu regresso, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN).
Segundo a mesma publicação, isto acontece numa altura em que o país regista 11 mil casos diários de Covid-19 e a procura pela linha SNS24 dispara 79% numa semana. Já a positividade é a mais elevada de sempre.
Carlos Antunes, professor da Faculdade de Ciências de Lisboa, considera, ao jornal, que foi “muito cedo para abandonar essa estratégia” dos testes gratuitos, tendo em conta o cenário atual.
Da mesma opinião é o pneumologista e coordenador do gabinete de Crise da Ordem dos Médicos, Filipe Froes, que defende ao jornal que a prorrogação da medida permitiria “desviar alguns recursos do SNS24” e “evitar casos positivos a transmitir na comunidade”.
Também para o presidente da Associação de Medicina Geral e Familiar, Nuno Jacinto, o fim da medida – “eventualmente, uma decisão precoce” – pode levar as pessoas a “dirigirem-se a uma unidade de saúde para que seja feito o teste”.
Segundo o responsável, já é possível observar-se uma maior procura de utentes. “Retirar este apoio acaba por aumentar a carga do outro lado, se calhar de forma desnecessária”, afirma, citado pelo ‘JN’.
As farmácias e laboratórios deixaram de realizar testes gratuitos à Covid-19, porque a comparticipação aprovada pelo Governo terminou no passado dia 30 de Abril e a portaria que estabeleceu este regime excecional e transitório não foi renovada.
Recorde-se que esta comparticipação começou a 1 de Julho de 2021 e prolongou-se até ao final de Setembro. Até novembro deixou de se aplicar, mas depois voltou a ser reativada, tendo sido sempre renovada até agora.
Apesar das renovações, o número de testes grátis a que cada cidadão tinha direito foi diminuindo, tendo passado de quatro para dois testes por mês em março.













